Tablet android como terminal de consulta de preços

Eu quebrei a cabeça durante algumas semanas tentando criar um app simples para fazer um tablet android funcionar como terminal de consulta de preços, exatamente como fiz com um PC antigo. Demorou um pouco pra reconhecer que desenvolver um app está além da minha capacidade. Experimentei um caminho diferente que me levou a um resultado satisfatório.

Então vamos lá. Vamos precisar do seguinte:

Todos os apps são gratuitos, compatíveis com o android 2.2 e estão disponíveis no Google Play. Seu tablet não tem a loja do Google? Sem crise, você pode sair caçando na net o modo de instalar o Google Play nele ou, o que é melhor, instalar facilmente a excelente loja da Amazon, onde você encontra todos exceto o Palapa Web Server. Esse último você pode baixar por aqui.

Mas a primeira coisa a se fazer é ter certeza de que você tem um leitor e um tablet que se entendem. Conecte-os e veja se o leitor lê alguma coisa. Geralmente tablets com porta USB comum tem opção de usar a entrada como host. De acordo com o manual do leitor de códigos de barra, configure-o para ler o código e dar enter, isso é importante. Também é bom configurá-lo para que fique em modo de varredura constante. Detalhe: o tablet precisará ficar ligado a tomada.

Instale o AirDroid. Com ele você poderá ter acesso remoto ao tablet, o que será importante para atualizar o arquivo de preços sem precisar desligar ou tirar o tablet de operação. Dedique algum tempo para aprender a usar esse app.

Agora instale o Dolphin Browser, um dos melhores navegadores para android e que quebra um galhão pra quem não pode ou não quer usar o Chrome.

Instale o Palapa Web Server. Ele vai transformar o tablet num servidor web com suporte a php, que é o que nos interessa. Depois rode o app e veja se funciona digitando esse endereço no navegador Dolphin: http://127.0.0.1:8080/

Finalmente, usando o AirDroid, copie a pasta terminal do arquivo zip que disponibilizei acima para dentro do cartão interno do tablet, no diretório criado pelo Palapa: sdcard/pws/www/. Em seguida copie para dentro da pasta terminal um arquivo atualizado gerado pelo seu sistema de gerenciamento de estoque. Esse arquivo deve se chamar terminal.txt, mas você pode mudar para o nome que quiser bastando editar o arquivo index.php

Agora, no Dolphin, dê um refresh no endereço http://127.0.0.1:8080/ A pasta terminal deve surgir. Clique nela e a página de consulta deve carregar.

Se você fez tudo certo até aqui, o sistema está quase pronto, o leitor está capacitado a fazer buscas e a página está recarregando automaticamente a cada 10 segundos.

Agora basta configurar o navegador para rodar em tela cheia. Você também pode salvar o endereço nos favoritos do navegador e posteriormente criar um atalho na tela inicial para poder abrir a página rapidamente no caso de precisar reiniciar o tablet.

Se o tablet estiver com acesso root habilitado, o que é recomendável, você pode ir até configurações, aplicativos, desenvolvimento e configurar para que ele não adormeça quando estiver conectado a fonte. Isso é importante. Caso não esteja com root, experimente configurar o Palapa Web Server, que tem uma opção equivalente.

Uma coisa a se notar é que, já que o Palapa transforma o tablet num servidor, você pode acessar a página de consultas em qualquer smartphone, tablet ou computador que esteja na mesma rede, bastando digitar no navegador o IP do tablet, que pode ser visto na tela principal do Palapa. Com isso você pode ter dois ou mais terminais de consulta usando o tablet principal como cérebro.

Abaixo, um vídeo do sistema em funcionamento. Todo santo dia, ligo o tablet, inicio o Palapa, abro o navegador e ligo o leitor de código. O sistema fica pronto para o uso pelos clientes.

É isso. Está pronto seu terminal de consulta de preços, tão bom quanto um daqueles caríssimos, usando um tablet android modesto.

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Faça um case para seu leitor de ebooks usando uma caixa de DVD

Olha que legal: uma caixa de DVD comum funciona muito bem como case de transporte para um Kindle, Kobo e alguns outros modelos de leitores de livros digitais. Ou seja, se seu dispositivo tiver medidas de até 185 x 120 x 10 mm provavelmente cabe dentro de uma simples caixa de DVD. É rápido de fazer, eficiente e barato.

Você vai precisar de:

    Uma boa caixinha de DVD que feche bem.
    Um pedaço de TNT ou tecido fino e macio
    Cola escolar ou cola quente
    Dois pedaços pequenos de bastão de cola quente ou algo similar
    Dois pedaços de papel cartão ou papelão do tamanho do ereader
    Tesoura, faca ou estilete e um alicate

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Comece soltando o plástico da capa e cortando o suporte central onde vai preso o disco, deixando apenas as beiradas laterais que vão firmar o aparelho para que ele não fique dançando para os lados. Cuidado para não rachar a caixa toda.

Se você conseguir retirar apenas o necessário para encaixar o tablet, melhor, não vai precisar usar o cartão como reforço na parte traseira, mas isso é difícil de conseguir.
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Quebre as duas linguetas da parte interior, cole o cartão de papel grosso ou papelão na parte traseira da caixa e prenda novamente por cima o plástico da capa.

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Cole o forro de TNT ou tecido e o cartão que vai proteger a tela do ereader. Quanto mais rígido esse cartão for, melhor, desde que seja fino e leve.

Usando o próprio aparelho como gabarito, fixe os dois pedaços de qualquer coisa na parte superior e inferior para que ele não fique sambando dentro da caixa durante o transporte. Dois pedacinhos de bastão de cola quente envoltos por TNT funcionam bem.

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Pronto! Agora arranje uma capa bacana (ou nada a ver, como a minha) e corra pro abraço.

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Trocando a ROM original do tablet myPad da STI – Tutorial Definitivo Para Leigos e Iniciantes

Muita gente chega até aqui chorando as pitangas por causa desse tablet maldito. Realmente ele não é o melhor tablet do mundo, principalmente na condição em que ele é encontrado naturalmente na natureza (embaixo de pedras e paus podres) ou na infame versão da Faculdade Estácio de Sá. Porém, com uma boa ROM e alguns ajustes, é possível ser feliz com ele. Sim, senhor! (sério, faça um favor a si mesmo e compre um iPad) É sim!

Enfim, se você tem um desses e ele anda encostado por não ser muito útil ou amigável, talvez eu possa te ajudar. Este será meu último e derradeiro post sobre essa bagaça, espero.

Quero apenas fazer um aparte especificamente para quem tem alguma noção sobre ROMs e/ou está apanhando com um tablet STI myPad MP1003G brickado. Se você não se encaixa nisso, nem leia o que está entre colchetes, pule para o próximo parágrafo [https://longevai.wordpress.com/2012/01/24/ressuscitando-o-mypad-sti/, o segredo é depois rootear usando o z4root, instalar o ClockWorkMod, pelo ROM Manager se for possível, e aí sim testar a melhor ROM para o seu tipo de uso, instalando sempre a partir da tela de comando do ClockWorkMod].

O que você tem a seguir é um passo a passo que ensina a instalar um sistema Android mais atual e melhor, com o método mais simples, rápido e indolor que me foi possível organizar. Feito para leigos como você e eu.

Como é de praxe nesses casos, tenho que avisar que você é totalmente responsável caso algo dê errado etc. Apenas assine aqui na última linha e vamos em frente!

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Então vamos lá!

TROCANDO O SISTEMA ANDROID ORIGINAL DO MYPAD SEMP TOSHIBA MP1003G

Requisitos:

  • Tablet myPad da Semp Toshiba com a horrível ROM original (inclusive o tablet da Faculdade Estácio de Sá Muitos relatos de que não funciona nessa versão, então é melhor não arriscar.), com pelo menos 60% de bateria carregada, sendo recomendado estar conectado à fonte.
  • Acesso a Internet por Wi-Fi. E se você abrir esse tutorial usando o tablet, facilitará bastante o trabalho, não precisará usar um PC.

Passos:

  1. Salve os seguintes arquivos na raiz do cartão SD:  z4root.1.3.0.apk (gentilmente disponibilizado por addictivetips), cm-7.2.0-vega.zip (que é a mais recente ROM estável Cyanogemod disponibilizada aqui) e gapps-gb-20110828-signed.zip (que é o pacote de instalação do Google Play mais atual disponibilizado aqui).
  2. Habilite a instalação de apps de fontes desconhecidas indo em Configurações – Aplicativos (ou Segurança, nunca sei).
  3. Habilite o modo Debbuging em ConfiguraçõesDesenvolvimento.
  4. Usando o gerenciador de arquivos padrão do tablet, encontre e instale o app z4root que você salvou no cartão.
  5. Abra o app z4root e clique no botão correspondente para rootear permanentemente.
  6. Reinicie o tablet.
  7. Um novo app foi instalado, o Superuser. Abra-o, dê OK na mensagem inicial que porventura aparecer e saia.
  8. Abra o App Center (ele vem instalado por padrão na ROM original, mas não sei se isso inclue a versão da Estácio), procure e instale o app Rom Manager (caso o tablet não tenha a loja App Center, você vai precisar se virar sozinho e encontrar o ROM Manager em outro lugar).
  9. Ao abrir o ROM Manager pela primeira vez, o Superuser vai perguntar se deve dar acesso root a ele. Confirme. Caso a pergunta não ocorra, reinicie o tablet e tente de novo.
  10. Abra o ROM Manager e clique em Aplicar Recuperação ClockWorkMod. Ele vai perguntar qual o modelo do tablet. Escolha Advent Vega e prossiga.
  11. Reinicie o tablet
  12. Abra o ROM Manager e clique em Instalar ROM do cartão SD. Escolha o arquivo cm-7.2.0-vega.zip. Em seguida marque todas as opções (Fazer backup da ROM atual, Limpar dados e cache, Wipe Dalvik Cache), confirme e aguarde.
  13. Após o processo de instalação, o tablet reiniciar-se-á sozinho.
  14. Após esse primeiro boot, perceba que o sistema está bem diferente e todo em inglês. Caso apareça uma mensagem de erro sobre um tal de DSPManager, ignore. Cancele qualquer tentativa de configuração. A única coisa que você deve fazer nesse momento é ir direto na parte de configuração de acesso Wi-Fi. Se ele estiver teimando em não encontrar sua rede, desabilite e habilite o WiFi novamente. Depois de colocar sua senha e conseguir a conexão, reinicie o tablet mais uma vez.
  15. Agora você precisará novamente instalar o ClockWorkMod. Repita o passo 10 e reinicie o tablet novamente.
  16. Agora vamos instalar o Google Play. Abra o Rom Manager e execute o passo 12 mas dessa vez escolha o arquivo gapps-gb-20110828-signed.zip e depois da confirmação reinicie o tablet pela última vez.
  17. Ufa!

Pronto, agora você tem um tablet com android atualizado (Gingerbread 2.3.7) e com acesso ao Google Play, que afinal de contas é a razão de ser de todo tablet android que se preze.

Para mais informações sobre esse modelo, clique aqui e veja tudo o que publiquei sobre ele.

Apple iPad 2 – um review

Imagino que reviews e análises sobre o iPad, tanto da primeira quanto da segunda geração, existem aos milhares. Muita gente escreveu sobre ele e o debulhou, muitos com bem mais propriedade que eu, mas acredito que é importante para mim escrever esse review, dando continuidade a minha curta mas produtiva experiência com tablets. Se você leu meus reviews do Coby Kyros 1024 e do STI myPad, talvez se interesse por ler esse.

Dei de presente para mim mesmo um iPad2. Preto, claro, afinal estou em 0,5 na escala de Kinsey e sou macho pra chuchu.

Difícil não dizer isso sem soar tendencioso, mas me sinto numa linha evolutiva bem significativa, que começou num Palm e agora está num iPad. 🙂

Tendo já dois tablets que passaram pela minha mão, o Kyros e o myPad, penso que tenho uma boa noção do que observar no iPad para tentar entender e descrever o que ele tem de especial, suas falhas e vitórias.

Faz tempo que leio sobre a Apple e suas peculiaridades. Conclui que existem vários pontos em que ela claramente se sobressai aos concorrentes, justificando com isso o preço mais elevado dos produtos. Tendo o iPad em mãos confirmei isso, mas o valor que se dá a isso é algo que varia de pessoa para pessoa.

Preocupações iniciais e jailbreak

Antes mesmo de receber o tablet, uma das minhas preocupações foi saber como reproduzir no iPad o meu conteúdo “livre”, visto que ele não funciona como um pendrive, onde você joga arquivos de vídeo e áudio e pronto. Ou melhor, até funciona, mas pra isso é preciso o uso de um acessório e algum trabalho extra.

Felizmente existem alguns caminhos que sanam essa “deficiência”. Um deles é o Dropbox, onde posso jogar qualquer arquivo e depois puxar pelo iPad. Um atalho que dá trabalho mas resolve. Outro caminho é o AirVideo, programa de streaming de vídeo que já foi alvo de um post anterior. Tenho ele instalado e rodando no PC da sala, portanto bastou instalar o cliente no iPad para poder assistir tudo que tenho armazenado lá.

Quando li sobre o que é esse tal jailbreak e toda a polêmica que o envolve, percebi que seria inevitável fazê-lo, visto que sou um fuçador inveterado. Brickar e consertar tablets é comigo mesmo. 😀 Há vantagens que o jailbreak proporciona que me interessam. Foi a primeira coisa que fiz após terminar as configurações iniciais. Segui o guia do TechTudo.

Primeiro contato e impressões

Beleza e qualidade são as duas palavras em que posso resumir a impressão que eu tive ao manusear o iPad pela primeira vez. Ele é bonito, elegante. A parte da frente é simplesmente de vidro enquanto a traseira é de alumínio, isso causa uma boa impressão logo de cara. Ele é firme como se fosse uma peça maciça, sem estalos ou rangidos, como os que eu percebi no myPad e no Kyros, e que provavelmente estão também presentes em tablets de luxo como o Motorola Xoom. Passa uma aura de resistência, mesmo tendo linhas suaves. Esse cara aqui fez um teste hardcore sem querer e o resultado foi surpreendente, assista.

 

Ele não é tão mais leve que outros tablets a ponto de ser algo claramente perceptível, entretanto, por seguir o padrão 4:3 e ser quase quadrado, o iPad tem seu peso melhor equilibrado, exigindo menos esforço nos dedos quando você segura em modo paisagem.

Há vantagens claras nesse conceito que foi tão criticado. Obviamente, assistindo vídeos em fullscreen, você terá barras pretas em cima e em baixo, mas o norte do projeto parece ter sido manter a polivalência, ou seja, ser realmente multiuso. O tablet fica bem nas duas posições, o que não acontece com os outros, geralmente de 10.1 polegadas, que ficam desajeitados quando segurados em modo retrato. Por isso ele se mostrou excelente para leitura.

Juro que imaginei que a borda livre fosse mais larga, e não é, é mais estreita que a do myPad. Apesar de muita gente mesmo assim considerar uma borda exagerada, não é minha opinião. Uma borda larga torna o manuseio mais confortável e seguro.

Os botões de power, volume e trava são estranhamente salientes e ásperos, têm arestas. Talvez haja alguma razão para serem assim, não sei.

 

Ele é fino, principalmente próximo as bordas. Isso causa um efeito ruim: quando você o segura com apenas uma das mãos, tende a segurar mais firme e a mão fica muito fechada e tende a suar, o que causa algum incomodo. E nem sou dos que suam muito nas mãos.

Outro detalhe que torna um pouco complicado segurá-lo com firmeza é a textura da parte traseira, que é toda em alumínio escovado. Diferente do que acontece com o myPad e seu plástico brilhante, a mão não gruda, o que torna a pegada menos firme. Aquela posição de espalmar a mão na traseira toda não oferece firmeza nenhuma. A solução é usar uma capa.

Tela, desempenho e imersão

Voltemos àquelas duas palavras, qualidade e beleza. Elas não se aplicam somente ao exterior. Depois de algumas boas horas de uso ficou óbvio entender por quê o iPad é um sucesso. Não só ele é feito com material de qualidade como todo o sistema emana qualidade. Todos os detalhes parecem ter sido pensados e calculados. Não vi bugs, nenhuma rebarba, nada de truquezinhos irritantes pra obter o resultado esperado. Ele simplesmente funciona, e além de funcionar, funciona bonito.

É por isso que, para competir com ele, é importante que outros fabricantes tenham, no mínimo, preços realmente baixos.

Outra característica, talvez fruto dessas, é ele ter uma grande capacidade de envolver o usuário. Eu passei praticamente três horas apenas colocando em dia meus feeds através do Flipboard, algo que no myPad dificilmente aconteceria.

A tela é excelente, com uma resolução boa e cores muito vivas. A resposta ao toque é rápida, talvez um tiquinho mais que a do myPad, mas ele é muito mais suave, não há solavanco nenhum ao correr a tela. A tela de vidro tem tratamento hidrofóbico, ou seja, repele água. O resultado é que ela não fica toda ensebada. Uma invenção muito bem vinda!

A bateria tem uma grande durabilidade: em 6 horas de navegação (sem vídeo, música ou games) ela caiu apenas de 100% para 50%. O myPad e o Kyros vão de 100% a 30% nesse tempo.

Além de tudo isso, o iPad tem controle de brilho automático, a melhor invenção depois da água encanada.

Tudo isso torna o uso muito suave, de maneira que você fica imerso e não é interrompido por nenhuma necessidade de ajustes finos.

Eis aí outra palavra para a lista: qualidade, beleza, suavidade.

O myPad vem com processador nVidia Tegra 2, o mesmo do Motorola Xoom, que é considerado (ainda? Já tem o 2, não sei) o tablet mais poderoso a competir com o iPad. Porém, só consegui ver esse desempenho inerente ao processador quando troquei o Android que veio de fábrica no myPad pela versão customizada Corvus5. Alguns jogos pesados rodaram fluidamente e foi tudo muito lindo. Já o iPad, com a mesma alma de ambos, o ARM Cortex 9, mostra ser tão rápido quanto eles.

Comparativos com outros tablets

Assista esse vídeo comparando o iPad 2 com o Motorola Xoom 2. Atente para o reflexo de luz, que é menor no iPad. E assista também esse, feito pelo Gizmodo BR, entre o iPad 2 e o Xoom 1, que mostra bem a diferença na experiência de navegação web.

Som

Detalhes, é disso que estou falando! Fiquei surpreso ao rodar um vídeo e ouvir o som do iPad pela primeira vez! Ele é mono, sim. Por quê? Por que não faz sentido ser estéreo se os falantes forem ficar tão próximos um do outro, ainda por cima voltados para trás.

 

A qualidade sonora me impressionou. Os graves, ainda que modestos, são perceptíveis, e há equilíbrio de médios e agudos, ao contrário dos falantes do Kyros e do myPad, que se limitam a uma mistura de médios e só. E o iPad 2 também tem uma potência bem maior. Isso mostra preocupação real com qualidade sonora, o que é uma coisa que sempre renova minha fé na humanidade.

Câmera ruim?

O iPad 2 tem uma câmera frontal VGA e uma traseira de apenas 0,92 Megapixels. Parece piada algo tão mínimo ser apresentado num produto lançado nessa década, não? Mas são só números, e números necessariamente não indicam qualidade. Veja esse vídeo comparando uma filmagem feita com o iPad e com o Samsung Galaxy Tab 10.1. Assista esse vídeo surpreendente, na qualidade máxima, tendo em mente que são 0,92 contra 3,1 megapixels.

O resultado é que o iPad faz muito com pouco, enquanto o Galaxy faz pouco com muito. Levando-se em conta que a câmera é para uso principal em video conferências, o resultado é mais que suficiente. Obviamente estamos falando apenas de vídeo. Quando a questão é tirar uma fotografia, sem dúvidas o Galaxy vence.

Ecossistema e a vontade de comprar

O iTunes é o programa que gerencia não só o iPad como todo o conteúdo de mídia ligado a ele. É obrigatório passar a usá-lo quando você entra no mundo maravilho de Steve Jobs. Mas é um programa chato, muito burocrático e com recursos pouco intuitivos. Não sei, talvez eu esteja enganado, de repente é apenas estranhamento de quem não conhece direito o mundo Apple.

A loja da Apple tem mais ou menos o dobro de aplicativos do Android Market, e lá, assim como no Android, você encontra tudo que precisa, de forma básica, em aplicativos gratuitos. Eu senti a necessidade de comprar apenas alguns programas, entre eles o Pages, que é o editor de textos da Apple, e o Garageband. Esse último foi mais por curiosidade mesmo.

 

É interessante notar que todos os aplicativos que instalei, pagos ou gratuitos, parecem seguir regras rígidas para seu desenvolvimento. Além de bonitos, todos funcionam bem e são instalados com um só clique, no caso dos gratuitos. Na iTunes Store brasileira o conteúdo (filmes, músicas e livros) ainda é muito limitado.

Limitações

Sem porta USB, sem saída HDMI, sem possibilidade de expansão da memória interna. Para fazer o tradicional sem poder usar recursos tradicionais, você precisa usar caminhos diferentes e trabalhosos. Também vale morrer numa grana com um adaptador USB. Ou você pode tentar se adaptar as regras criadas pela Apple. Francamente, talvez não seja má ideia depositar alguma confiança num fabricante que claramente está um passo a frente dos concorrentes.

Qual o grande barato do iPad? O que ele tem que os outros (ainda) não têm?

Muitos dos reviews e análises sobre o iPad 1 e 2 que li diziam no final que poderia valer a pena aguardar mais um pouco, que um concorrente a altura estaria prestes a ser lançado, por um preço menor, maior liberdade etc… Quero que alguém me aponte nos comentários se isso já aconteceu, se já temos um ipad-killer de verdade.

Me convenci da superioridade do iOS. Por enquanto ele está imbatível frente a todas as versões do Android. Me arrisco a dizer isso mesmo não tendo ainda a oportunidade de conhecer o Ice Cream Sandwich.

Muitos criticam o sistema Android dizendo que ele ainda está na fase BETA se comparado ao iOS do iPad, é difícil não concordar com isso depois de conhecer os dois lados.

Qualidade, beleza, suavidade, experiência imersiva, funcionamento simples e eficiente. Esses são os diferenciais do iPad 2.

Outros reviews:

http://www.portaltech.blog.br/reviews/ipad-2/

http://www.blogdopaz.com.br/tecnologia/xoom-x-ipad-2-o-que-o-motorola-tem-de-melhor

http://macworldbrasil.uol.com.br/reviews/2011/03/11/mais-rapido-leve-e-fino-ipad-2-supera-modelo-original-e-rivais/

Ressuscitando o myPad STI

Ok, você ferrou seu tablete, né? Faz parte, vivendo e aprendendo.

Também brickei o meu esses dias mas consegui consertar. Pule para Como restaurar o myPad STI se não quiser ouvir o rap da minha triste história.

Eu estava satisfeito com o Corvus5, mas ele começou a dar umas travadinhas, às vezes ficava um pouco lento… Não deu outra, fui cutucar o bicho de novo. Caí na besteira de querer instalar o último Cyanogenmod, justamente daqueles automáticos. Depois da instalação, o trem ficou num loop sem fim mostrando o logotipo e não ia nem pra frente e nem pra trás.

Já ficando nervoso, tentei entrar no modo flash e instalar o ViewComb 7.2, que atualmente é a única ROM Honeycomb que continua sendo atualizada e, parece, funciona bem. Consegui, depois de algumas poucas tentativas, entrar no modo flash pela segunda vez na vida e iniciei a instalação. Já estava relaxando o ânus quando apareceu um aviso na tela do prompt: “uid read failed”. E tudo parou e assim ficou, para meu desalento. A tela não acendia mais, o modo flash não entrava de jeito nenhum.

Depois de algumas boas horas e dezenas de tentativas infrutíferas, eu já tinha desistido quando meu irmão conseguiu entrar em flash mode usando o computador dele. A partir disso, acredito que descobri o caminho certo e sem erro. Vou ensinar o método sem dúvidas de como trazer o myPad de volta a vida.

Como restaurar o myPad STI

Você vai precisar de:

  • Tablet myPad STI brickado
  • Cabo USB A/A
  • Computador com Windows (XP ou Win7, Vista não sei se funciona)
  • Conexão a Internet

Download do driver APX e do firmware original

Vá até o site de suporte da Semp Toshiba: http://dat.semptoshiba.com.br/drivers/downloads/. Escreva qualquer coisa na caixa de pesquisa e clique em “Buscar”. Aparecerá um aviso dizendo “não existem drivers…”, logo abaixo estará um menu para escolha de sistema operacional. Escolha “ANDROID 2.2” e clique em buscar. Haverá uma série de arquivos referentes ao myPad [ ATENÇÃO: esse guia se refere apenas ao modelo MP-1003G ]. Aconselho que você baixe todos e salve, mas o que você usará para restaurar o tablet é o “ATUALIZAÇÃO MYPAD”, um arquivo executável de aproximadamente 86MB.

Baixe esse arquivo e o execute, ele criará uma pasta com duas outras dentro. Lembre-se do caminho e vá em frente.

Abra esse tutorial do suporte da Semp Toshiba para se familiarizar com as telas que você verá: http://dc595.4shared.com/doc/XleaF3iO/preview.html Aliás, esse método está todo descrito lá, só que sem o charme do meu texto. 😛

Convém desligar instalação automática de drivers via web: no Win7, clique com o botão direito do mouse em Meu computador, depois em Propriedades, vá em Proteção do Sistema, na aba Hardware, clique em Configurações de instalação do dispositivo e marque a opção “Deixe-me escolher o que fazer”.

Agora começa a diversão. Se você nunca conectou ou instalou nada referente ao myPad no seu computador, pule para a parte Dança dos botões.

Limpeza

Mas se você, assim como eu, fuçou até não poder mais, instalou e desinstalou vários drivers da nVidia e tentou entrar no modo flash várias vezes, precisará limpar os drivers para que o computador não encontre nenhum quando reconhecer o modo flash do myPad.

Como fazer isso? Existem vários modos, mas aconselho que você use uma ferramenta chamada Vega Tools, que você encontra aqui. É um software feito para o Advent Vega (uma das encarnações similares ao myPad) que oferece vários recursos, dentre eles o de localizar e apagar qualquer driver relacionado ao processador nVidia Tegra. É muito importante que essa limpeza seja feita corretamente. O Windows não pode instalar nada automaticamente quando você entrar em modo flash no myPad.

Dança dos botões

Esse é, provavelmente o pior método de recovery jamais inventado por um fabricante. Dá vontade de esganar o engenheiro que imaginou que essa seria uma boa solução. O método abaixo, às vezes funciona. Simples assim, às vezes.

Com o tablet carregado (não precisa estar conectado no carregador, basta estar com pelo menos uns 60% de carga), conecte-o ao computador usando o cabo USB A/A e execute os passos abaixo:

  1. Desligue o tablet segurando o botão home pressionado por no mínimo 6 segundos (alguns dizem pra segurar durante 20 segundos para ter certeza – se ele estiver numa situação de tela preta, sem acender, para saber se está ligado ou não observe se há uma tênue luz azul abaixo da camera).
  2. Aperte o botão back, aguarde dois segundos e, sem soltá-lo, aperte home. Aguarde mais dois segundos, solte home, mais dois segundos e solte back. Fica assim: aperta, espera, aperta, espera, solta, espera, solta.
  3. Aguarde uns 10 segundos observando qualquer atividade no Gerenciador de Dispositivos e a barra do Windows. Se surgir um periférico não reconhecido chamado APX, deu certo! Importante: se a tela acender ou piscar durante a dança, quer dizer que não deu certo, volte e recomece. Nada deve acontecer no tablet, apenas no Gerenciador de dispositivos.

Se nada aconteceu, repita os procedimentos ad nauseum. É difícil, mas nós acreditamos que você consegue. 😀 Só o penitente passará!

Instalando os drivers corretos

Quando finalmente você conseguir entrar em modo flash, inicie o processo de instalação do driver. No Gerenciador de Dispositivos, clique com o botão direito do mouse em APX e clique em Atualizar drivers. Localize aquela pasta que você descompactou lá no começo, entre na Driver USB e clique em Avançar. Se o Windows disser que não pôde verificar o editor do software, clique em Instalar mesmo assim. Depois de alguns suados segundos, a instalação terminará e o tablet estará em modo flash o/.

Agora, usando o Windows Explorer, vá até a outra pasta, chamada Android Froyo STI e execute o arquivo Assistencia.bat. Uma janela do prompt de comando abrir-se-á e a recuperação dos dados da memória flash e a instalação do firmware começarão. Aguarde. O tablet acenderá, o logotipo do robozinho verde surgirá e depois o tablet será desligado. Ligue o tablet e enjoy seu sucesso.

Conclusão e observações

Se as coisas não acontecerem exatamente como descrito acima, refaça todos os passos até dar certo ou a paciência acabar, o que vier primeiro.

Se você for um pouco mais esperto no negócio, poderá fazer isso usando drivers e ROMs de outros Androids (VegaComb, ViewComb, Corvus5, Cyanogenmod).

Caso você resolva ficar com o sistema original da Semp Toshiba, recomendo a instalação do Google Market, que você encontra aqui. Salve esse arquivo no cartão do tablet, vá em Configurações, Software tool, Software update, e clique em market_update0.zip. Aguarde e pronto, você terá o Market pronto para ser sincronizado com sua conta do Google. A propósito, é por esse caminho também que você poderá instalar outra ROM… [UPDATE: eu não tenho certeza, mas acredito que para fazer com que o Market funcione perfeitamente, é necessário antes rootear o tablet. Instale o z4root e o superuser e configure-os, nessa ordem, antes de instalar e configurar a conta do Google pelo Market. Se não sabe como fazer essas coisas, nem sei o que você está fazendo lendo isso. Nem me pergunte!]

Como esse é um processo cansativo, é recomendável pedir a ajuda de um amigo. Algumas cervejas também podem facilitar a operação. 😉

Em caso de desespero de causa ou total falta de paciência, leve o tablet para a assistência técnica autorizada da Semp Toshiba.

Boa sorte!

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ATUALIZAÇÃO: aparentemente a Semptoshiba retirou ou escondeu os arquivos de firmware e suporte do myPad. Como sou um cara muito legal, coloquei o material que tenho no Rapidshare pra quem precisar. http://rapidshare.com/share/7A6CD0D080D943FAEFB72C647CCD8989

ATUALIZAÇÃO 2:

Na verdade os arquivos continuam no site da Semp Toshiba, apenas mudou o endereço, já corrigi no post. Antes de perguntar algo nos comentários, leia os publicados, eles podem conter a resposta da sua pergunta. E não adianta mandar email para mim, não respondo!

ATUALIZAÇÃO 3: De novo a Semp Toshiba mudou o endereço dos arquivos de suporte. Corrigi no texto e é esse http://dat.semptoshiba.com.br/drivers/downloads/

Outra coisa: não vou mais responder perguntas sobre esse tablet, tudo que você precisa saber sobre como restaurá-lo está nos textos que escrevi e nos comentários mais antigos.

ATUALIZAÇÃO 4: TUDO QUE EU JUNTEI DE ARQUIVOS DO MYPAD: https://mega.nz/#F!dZJmGb7C!ry7VbWFI1GF-uG7uuMOOJw

Como apagar os logotipos da tela do myPad STI

Você já reparou que tanto o iPad quanto seus clones tem a tela totalmente livre de detalhes, no máximo com a presença de um botão?

Pois é. Isso por que não há razão de ter nada mais, nada que tire a atenção do que realmente importa, que é o que está sendo exibido na tela.

Infelizmente a Semp Toshiba não se importou com isso e meteu logo três logotipos nas bordas da tela do myPad, pra mostrar quem é que manda.

Eu impliquei com isso logo de cara. Numa inevitável esfregada de unha, descobri que a tinta saia fácil. E não deu outra: com uma flanela embebida em álcool apaguei tudo sem pensar duas vezes.

Faça também. Bem melhor que ficar tendo que ver o logotipo horrível da STI todo o tempo. Apenas tome cuidado pra não riscar a tela.

Como comprar um bom tablet sem perigo de errar

As pessoas que não são ligadas em gadgets e eletrônicos portáteis começam a se interessar por tablets. A primeira coisa que elas olham é, obviamente, o preço.

A segunda preocupação é saber se o tablet “serve como notebook”. De fato, todos que puxam assunto sobre o meu tablet, que vivo carregando por aí, perguntam se ele “é igual a um notebook”.

Coby Kyros 1024 ainda é melhor custo/benefício da categoria

Uma amiga, interessada em comprar um tablet, me pediu algumas indicações de modelos. Depois de pesquisar nalguns cotadores de preços (buscapé, bondfaro, jácotei), me supreendi ao ver que o Coby Kyros 1024 ainda é a melhor opção na categoria dos tablets de 10 polegadas.

O myPad, da STI, sem 3G, seria um bom concorrente (em torno de R$ 900,00), mas ele anda em falta. O modelo com 3G pula para a faixa dos R$ 1100,00 – R$ 1200,00

Aliás, boa parte dos tablets de 10 plegadas, com Wi-Fi, bluetooth, USB, HDMI, ficam na faixa dos R$ 1000,00 a R$ 1200,00.

O Kyros 1024, infelizmente não tem bluetooth, mas a boa tela e o processador nVidia Tegra 2 compensam bastante. Ele está na faixa dos R$ 600,00 a R$ 800,00. Uma faixa de preço que considero adequada para quem quer arriscar investir nesse novo tipo de gadget mas quer algo de qualidade.

Como a maluca reclamou e disse que esperava algo na faixa de R$ 300,00, fiz uma lista das características que ela deveria procurar entre os milhares de modelos de 7 e 8 polegadas, e que valem pra todos os leigos interessados em comprar um tablet baratinho mas não sabem como escolher:

  • A tela obrigatoriamente precisa ser capacitiva e multitoque (fuja de telas resistivas), menos que isso será decepcionante.
  • Obrigatoriamente tem que ter Wi-Fi, se tiver 3G é excelente.
  • Processador de pelo menos 1GHz, menos que isso será decepcionante.
  • Memória RAM de no mínimo 512MB.
  • Memória interna não precisa ser grande, desde que ele tenha slot de cartão micro SD.
  • Bluetooth é aconselhável, mas não essencial, desde que tenha porta USB. São importantes para usar mouse e teclado externos.
  • A tela de 7 polegadas é pequena para certas coisas, mas quebra o galho, o ideal é 9 ou 10.

Com essas características em mãos, você consegue separar alguns modelos de 7 ou 8 polegadas que podem valer a pena. Entretanto, provavelmente serão na faixa de R$ 400,00 para cima. Ou não, afinal a concorrência anda forte e os preços flutuam muito de loja pra loja.