Computador velho como terminal de consulta de preços

POST DESATUALIZADO, VEJA ESTE.

Se você tem um comércio e utiliza algum tipo de sistema de automação para controlar seus produtos, deve estar familiarizado com aqueles terminais de consulta onde o cliente passa o código de barras e vê o preço do item. São aparelhos tão úteis quanto caros.

Como estou (finalmente!) começando a informatizar meu pequeno sebo fui procurar saber desses terminais, já que para mim seria importante ter controle fácil e total sobre os preços dos livros. Alguns variam muito de acordo com a época do ano, a moda e etc. Acredito que o melhor é não deixar o preço afixado neles. Por outro lado, a lei exige terminais em estabelecimentos onde o preço não esteja afixado no produto.

Daí eu me vi numa situação complicada porque investir mais de mil reais num terminal de consultas fica além das minhas possibilidades.

Como sou brasileiro e brasileiro é antes de tudo uma gambiarra, encontrei uma solução “elegante” para o problema. É isso mesmo, usar um PC antigo como terminal de consulta!

A lista de coisas que você vai precisar:

  1. CPU velha com porta USB (um Pentium III com uns 256 MB de RAM e um HD pequeno e OK serve bem)
  2. Teclado PS2 ou USB
  3. Mouse PS2 ou USB
  4. Monitor de qualquer tipo (um de tubo de 14 polegadas serve bem)
  5. Leitor de código de barras PS2 ou USB
  6. Sistema operacional Windows (98, ME ou XP)
  7. Pendrive de qualquer tamanho

O funcionamento é bem simples: uma página web aberta em tela cheia no navegador Internet Explorer. Nessa página existe um campo de busca. Quando o cliente aponta o leitor para o código de barras do produto e aperta o botão, a busca retorna na tela os dados do produto. Depois de alguns segundos a página recarrega automaticamente, voltando o foco para o campo de busca e permitindo uma nova consulta. O cliente não precisará usar o teclado ou o mouse, apenas o leitor.

Parece legal? E é, mas tudo isso tem seus inconvenientes. Você precisará atualizar esse arquivo manualmente quando inserir novos produtos no seu estoque e eventualmente para retirar os esgotados.

Ou seja, você terá que:

  1. gerar o arquivo de produtos no seu software de estoque (geralmente é um arquivo txt)
  2. abrir esse arquivo no bloco de notas e copiar o conteúdo
  3. abrir o arquivo html também no bloco de notas e colar o que você copiou no espaço determinado
  4. salvar o arquivo html no pendrive e jogar esse arquivo no computador terminal.

É um procedimento sem segredos e fácil para quem está familiarizado. Se você não faz ideia do que estou falando, melhor pagar para o técnico que cuida da automação do seu negócio fazer isso.

O código que vou compartilhar é escrito em html arcaico e funciona bem no IE6, idealmente usando resolução de tela de 640×480.

Eu testei apenas com o windows ME, sistema operacional que tenho original, mas imagino que funcione com 98 e XP. Em outros navegadores não garanto que fique OK.

Para facilitar, salve o arquivo html diretamente no desktop. Abra e tecle F11 para deixar em tela cheia. Ao abrir, a tela deve parecer assim:

tela1

Quando uma busca é feita, o resultado aparece na faixa amarela:

tela2

Caso o produto pesquisado não esteja na lista, aparecerá uma mensagem de aviso. Não se preocupe, não será necessário teclar ENTER porque a mensagem desaparece ao tentar uma nova consulta com o leitor, e a página volta a carregar normalmente:

tela3

Antes de te fornecer esse código gratuitamente e de forma grátis e de graça, que eu sei que você está ansioso para por suas mãos sovinas, deixe-me explicar alguns detalhes e dar algumas dicas enquanto admiramos juntos essa obra prima da webgambiarra.

O código é antigo, desatualizado e todo errado segundo os padrões atuais, mas funciona que é uma beleza, pelo menos no IE6 do jeito que ele vem instalado no Windows e com resolução baixíssima de 640 x 480.

Tentei manter a página o mais enxuta e leve possível e marotamente consegui esconder o campo de busca simplesmente deixando as cores iguais a do fundo amarelo.

É conveniente desligar a proteção de tela e a economia de energia do computador. Também seria muito bacana fazer uma caixa ou decoração em volta do monitor para se parecer mais com um terminal de consulta, esconder a CPU etc. Colocar um atalho para o arquivo no menu start para abrir ao ligar o PC e dar um jeito de alterar o arquivo via rede também são coisas fáceis de se implantar.

A página está configurada para dar um refresh a cada 10 segundos, o que julgo ser um tempo ideal para o cliente ver o preço e fazer outra consulta sem ter que esperar muito. A cada atualização, o cursor volta ao campo de busca, então não há perigo de se precisar clicar em nada. O leitor de código de barras precisa estar configurado para dar ENTER.

Quando você colar a lista de produtos dentro da tag TEXTAREA, deixe sempre uma linha em branco no começo e no final. Não tente aumentar ou mudar a fonte usada para mostrar o produto, nem alterar para mais o valor COLS da tag TEXTAREA, senão a página pode ficar muito larga e exibir uma barra de rolagem horizontal.

Eu testei o arquivo html usando 20000 linhas de produtos e não houve perda significativa de velocidade na busca ou no carregamento e recarregamento. A imagem no pé da página é apenas uma graça, você pode substituir pelo logotipo da sua loja ou algo assim.

É isso. Está aí o seu terminal de consultas barato e enorme. Eis o código:






CONSULTA DE PREÇO





var TRange = null;

function Procurar(str) {
if (parseInt(navigator.appVersion) < 4) return;
var Resultado;
if (window.find) {

// CODE FOR BROWSERS THAT SUPPORT window.find
Resultado=self.find(str);
if (Resultado && self.getSelection && !self.getSelection().anchorNode) {
Resultado=self.find(str)
}
if (!Resultado) {
Resultado=self.find(str,0,1)
while (self.find(str,0,1)) continue
}
}
else if (navigator.appName.indexOf("Microsoft")!=-1) {

// EXPLORER-SPECIFIC CODE
if (TRange!=null) {
TRange.collapse(false)
Resultado=TRange.findText(str)
if (Resultado) TRange.select()
}
if (TRange==null || Resultado==0) {
TRange=self.document.body.createTextRange()
Resultado=TRange.findText(str)
if (Resultado) TRange.select()
}
}

if (!Resultado) alert ("PRODUTO SEM CADASTRO, PROCURE O VENDEDOR") 
return;
}




body {
background-color:blue;
margin:0;
padding:0;
border:0;
font-family:sans-serif;
overflow-y: hidden
}

div {
margin:0;
padding:0;
border:0;
}
form {
margin:0;
padding:0;
border:0;
}

*:focus {outline: none;}

.cabeca {
background-color:blue; 
color:white;
text-align:center
}

.resultado {background-color:yellow}

#busca {background-color:yellow;color:yellow;border:0}

.botao {background-color:yellow;color:yellow;border:0}
.campo {
overflow: hidden;
font-weight:bold;
background-color:yellow;
border:0;
margin:0;
padding:0;
font-size:12px;
font-family:monospace;
color:#000000;
text-transform:uppercase
}
.barra {text-align: center}




BUSCA PREÇO

APONTE O LEITOR PARA O CÓDIGO DE BARRAS DO PRODUTO E APERTE O BOTÃO

AGUARDE A CONSULTA ANTERIOR APAGAR ANTES DE REALIZAR OUTRA

 

9788588561021 Produto A 40.00 9788501074591 Produto B 28.00 1000177914116 Produto C 252.00 1000177918343 Produto D 15.00 1000177934930 Produto E 35.00
barcode

A culpa é do cupim

Sendo um dono de sebo que gosta de ler, vivo sabotando meu negócio ao surrupiar regularmente algum produto das estantes. Nessa história de “hum… quero ler esse, vou levar…” começou a faltar espaço na minha pequena biblioteca, que consiste em duas prateleiras com pouco mais de um metro cada.

Para minha sorte as prateleiras pegaram cupim. Tremo de imaginar esses bichinhos começando sua escavação nos livros que guardo com tanto carinho! Não vi outra solução: estou numa maratona de leitura pra acabar com a biblioteca e migrar de uma vez para os livros digitais. Na verdade vou manter apenas minha coleção do Stephen King, que inclusive quero ampliar.

Uso meu iPad como ereader faz tempo mas somente agora joguei pra dentro dele o fruto de anos e anos de pilhagem cultural. Tenho lá uns 3000 livros devidamente socializados.

Apesar de curtir bastante a ideia do livro digital e ter desenvoltura pra ler mil páginas numa tela de vidro, tenho certa resistência em comprá-lo. Primeiro porque não tenho escrúpulos sou pobre e piratear é fácil, segundo porque ainda considero os livros em papel mais vantajosos.

Eu sei que no formato digital as possibilidades são maiores mas ainda não chegamos lá.

Livros de papel não são presos a nenhum software, plataforma ou empresa, não dependem de nada para serem usados, não exigem senha ou autenticação. Podem ser emprestados sem necessitar de nenhum tipo de sincronização além de um aperto de mãos. Podem ser dados, revendidos e até mesmo jogados fora. Podem cair no chão, levar banhos dos mais diversos líquidos e até mesmo serem parcialmente devorados sem que isso acarrete perda ou corrompimento de dados. Ou seja, zero por cento de frescura.

Ebooks são geralmente uma simples cópia digital do livro impresso, sem maior preocupação com aparência e ainda por cima com quase o mesmo preço. Qual a vantagem? O peso, sim, é uma vantagem. Bem mais fácil ler “Sob a redoma” ou “Novembro de 63”, dois calhamaços que beiram mil páginas, no iPad do que no papel. Mudar o tamanho da fonte? Sim, com certeza é uma grande vantagem. O quê mais?

Por enquanto mais nada. Mas talvez eu esteja por fora, não sei. Mas o que estou dizendo? Claro que estou por fora, ainda acredito que dá pra viver vendendo livro velho!

Pra você ver o malabarismo mental que a gente precisa fazer pra justificar a pirataria.

Conheça a Bibliomat, uma máquina de venda de livros usados

Em tempos de ebooks, tablets e Amazon prestes a aportar no Brasil, os caga-sebistas precisam rebolar e se reinventar para continuar nos negócios. Que tal uma máquina automática que vende livros usados aleatórios baratos?

Essa foi a ideia de um livreiro maluco do Canadá. Eu achei muito legal, com certeza ajuda bastante a vender aqueles livros velhinhos e esquecidos que mesmo sendo baratos não atraem atenção.

Confira o vídeo:

The BIBLIO-MAT from Craig Small on Vimeo.

via Engadget

Sopa de letrinhas de peixe

Estudos recentes comprovam que os peixes sentem dor, manolo.

Por isso seja bonzinho com seus peixes ornamentais e tenha respeito por eles. E com aqueles que você pesca/compra e come, jamais faça isso (cuidado, é meio forte – ainda bem que vivemos do lado civilizado do planeta, heim?)

NOVO HÓSPEDE

Recentemente eu trouxe pra minha casa-sebo um aquário de 10 litros que tenho há muito tempo. Depois que o único sobrevivente de um cardume de paulistinhas partiu, a caixa de vidro ficou vaga lá na casa da minha mãe. Até que ele viveu bastante pra um peixe que vai bem só em grupo. Durou uns 5 anos!

Então, com o aquário abandonado resolvi que seria legal criar um peixe de estimação lá no sebo.

Eu já tive nessa de criar peixinhos antes, nesse mesmo aquário, quando ainda morava com meus pais. Tentava fazer tudo certo, mas naquele tempo eu era só um moleque bobo e minha única fonte de informação era a vendedora da loja. Por ser um aquário pequeno, nunca deu muito certo. Estava sempre sujo, era difícil de limpar e os peixes morriam com facilidade. Isso quando os peixes não se digladiavam até a morte.

Bom, agora que sou grande e esperto, antes de correr até o petshop comprar o bicho, dei uma pesquisada pra saber o que era mais viável de se fazer com um aquário pequeno. Já sabia que um só peixe seria a lotação máxima, e precisava ser um que não exigisse a filtragem da água pois eu não pretendia instalar uma bomba. O aquário iria ficar numa estante junto com livros, num lugar meio alto.

Depois de dias e noites fuçando sites e blogs sobre aquariofilia (parece nome de fetiche), descobri que o mais certo seria transformar o aquário numa colônia de formigas. É sério, é um aquário muito pequeno pra fazer qualquer coisa que não viole os Direitos Universais dos Peixes.

Na verdade, as informações disponíveis na Internet são tão vastas quanto contraditórias. No fim me pareceu que a melhor saída seria criar um lindo e serelepe peixe Betta Splendens. É uma espécie de peixe que se adapta “bem” a aquários pequenos e sem filtro. E aqui está ele, o nosso peixe brigão:

Fotos ruins, eu sei. Minha câmera é velha, sorry. Deu pra ver o peixe?

O peixe custou 5, o enfeite no fundo do aquário custou 25. Se você entender isso, me explica.

É MUITO FÁCIL CUIDAR DE UM PEIXE BETTA

Troco 30% da água 3 vezes por semana e dou comida 2 vezes por dia, 6 bolinhas de ração em cada vez. Ele parece estar indo bem. Deve estar feliz por ter saído de um aquário do tamanho de um copo, que é como vive essa espécie de peixe nos petshops e criadouros da vida.

Fica aqui a dica: não crie peixes em aquários pequenos. A regra é 10 cm de peixe para cada 10 litros de água. Menos que isso é ser insensível.