Atualizando o Samsung Galaxy S II

Faz tempo que os brasileiros esperam que a Samsung ofereça a atualização do Galaxy S II para o novo Android, o Jelly Bean, e ela não aparece. O que emperra o lançamento do novo Android para o S II? Ninguém sabe.

Eu abri o Kies esses dias e me deparei com uma atualização. Fiquei animado, mas depois vi que era apenas uma correção pequena para o sistema atual.

Pois bem, fiquei puto e resolvi instalar de uma vez a ROM de um dos vários países onde o Jelly Bean já foi disponibilizado.

screenshot

Se você tem um smartphone desse modelo e quer curtir um Android moderno e com novos recursos, aqui vai o passo-a-passo. É bem fácil de fazer. E fique tranquilo, essa ROM tem o idioma português brasileiro.

Antes de mais nada, faça backup dos seus dados. Pode retirar o cartão de memória micro-SD e o chip da operadora, para maior segurança. Bateria totalmente carregada é recomendável.

  1. Baixe e instale o Kies, programa da Samsung para gerenciar o conteúdo dos seus smartphones. Esse passo-a-passo vale para os celulares que já tem o Android 4.0.3. Se não é o seu caso, em primeiro lugar atualize oficialmente usando o Kies.
  2. Baixe e descompacte o Odin 1.85, programa para instalação de ROMs.
  3. Baixe e descompacte a ROM italiana do Android 4.1.2 Jelly Bean. Existem outras mas o consenso é de que esta é a mais interessante para nós brasileiros. Se o link quebrar, pegue por aqui.
  4. Na tela de discagem do smartphone, digite *2767*3855# e aguarde. O celular será automaticamente formatado e retornará ao estado default, como se você acabasse de comprá-lo.
  5. Se você quiser fazer uma limpeza mais profunda ou no caso do comando anterior não funcionar, você terá que executar um passo a mais, que está muito bem descrito nesse vídeo aqui. Pule esse passo se não for o caso.
  6. Abra o Odin em modo administrador e no botão PDA selecione o arquivo da ROM que você baixou e extraiu.
  7. Desligue o smartphone e em seguida ligue-o segurando os botões volume down, home e power. Quando surgir a tela Warning, solte os botões e aperte volume up.
  8. Conecte o celular ao PC usando o cabo USB.
  9. O Odin reconhecerá imediatamente o aparelho com uma indicação na cor amarela.
  10. Confira se as opções Auto Reboot e F. Reset Time estão selecionadas no Odin.
  11. Clique em Start e aguarde.

Depois de alguns poucos minutos o celular vai se reiniciar e apresentará a tela default de configuração. Enjoy seu celular novo instantâneo!

Simples assim.

Se algo der errado ou você quiser maiores detalhes, leia esse artigo aqui, que foi onde encontrei esse método.

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Tablet Coby Kyros MID1024 – um review

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Mesmo depois de resolver economizar pra poder comprar um iPad eu venho observando de perto os clones que surgem no mercado, desde os proclamados ipad-killers aos xing-lings mais toscos. Volta e meia fico uma tarde inteira garimpando na rede atrás de informações sobre os tablets que estão fazendo algum sucesso. Na minha última mineração encontrei o modelo MID 1024, um tablet de 10.1” lançado faz pouco tempo pela Coby.

COBY?

A Coby, cujo nome é uma abreviação maluca da palavra cowboy, é uma pequena marca coreana/americana que não copia a SONY nem na fonte do nome, só que ao contrário. Ela é conhecida no Brasil e nos EUA por vender de um tudo em matéria de aparelhos eletrônicos baratos.

É uma marca popular que orbita aquele espaço perigoso porém lucrativo que fica no limiar entre qualidade e preço (mas imagino que deva ser mais cuidadosa que a nossa querida brasileira Positivo). Também é interessante notar que, segundo a Wikipedia, a Coby é um fabricante OEM, ou seja, fabrica diversos produtos eletrônicos que levam o selo de outras marcas, como por exemplo, da Samsung.

Podemos dizer que é uma espécie de peixe-piloto que sabe aproveitar as oportunidades.

A Coby, ao contrário de marcas grandes, não ficou vergonhosamente empacada e embasbacada com o sucesso do iPad. Em 2010 logo caiu pra dentro na semeadura mundial de tablets.

Está indo bem ao oferecer vários modelos sob o codinome Kyros, todos a preços acessíveis e com qualidade equivalente, aliada a uma boa distribuição em lojas na Internet. Segundo Pedro Burgos do Meio Bit, pode mesmo ser que o tablet mais vendido no Brasil atualmente seja um Coby.

BOM BONITO BARATO

O Coby Kyros MID 1024 (MID significa Multimidia Internet Device) foi lançado entre 2010/2011 e por enquanto é o top da série. O que me atraiu nele foi a tela enorme, capacitiva e multitoque, e ainda vir recheado por um processador de respeito. Tudo por um preço atraente se comparado aos melhores tablets clones do iPad disponíveis hoje.

Bom, eu mandei o iPad às favas e comprei o Kyros. Fiz isso depois de bastante refletir e pesquisar, e baseado na esperança de que o Android vai bem também em telas grandes. Tenho isso pela experiência com o celular LG Optimus One, que de tablet tem tudo menos tamanho.

Claro que é só o que eu penso, eu que tenho pouco dinheiro pra gastar com esses brinquedos, mas já posso adiantar que paguei 1/3 do preço de um iPad num tablet que não faz feio perto dele.

Comprei o Coby Kyros MID 1024 na Eletronics Center, uma loja virtual de São Paulo que está no mercado há 7 anos. Houve um pequeno contratempo mas graças ao cuidado do pessoal da loja o tablet acabou chegando dentro do prazo.

DIFERENCIAIS DO COBY KYROS MID 1024

Bom, deixando de lado agora esse ipad wannabe, o que torna o Kyros um bom tablet? Se você conhece mais ou menos o  que existe hoje, sabe que nesse mar de opções são poucos que sobressaem com bom desempenho e qualidade aliados a um custo/benefício minimamente justo. Penso que esse modelo esteja dentre esses.

Características que fazem a diferença:

  • Saída HDMI 1080p e 720p.
  • Tela capacitiva e multitoque de 10.1” resolução 1024 x 600 (WSVGA).
  • Webcam frontal.
  • Flash 10.1.
  • Processador de 1GHz Samsung S5PV210 Cortex A8 (o mesmo usado no Samsung Galaxy Tab).

Características não tão legais e remendos:

  • Apenas 4 GB de memória (mas expansível até 32GB usando micro-SD).
  • Pesado: 680 gramas (igual ao do iPad1, apenas 80g a mais que o iPad2).
  • Não possui versão com 3G, somente Wi-Fi (mas é possível sem muita dificuldade conectar um modem 3G na porta USB).
  • Sistema operacional Android Froyo 2.2 (feito pra celular, eu sei, mas provavelmente em breve será possível um update oficial ou não para Honeycomb).
  • Não tem bluetooth (mas é possível usar a porta USB para conectar um mouse ou teclado).
  • Não tem GPS.

Veja aqui um comparativo entre o Coby Kyros MID 1024 e o Samsung Galaxy Tab 7”. Para mais detalhes técnicos, consulte o manual em pdf disponível aqui.

E antes de mais nada, uma apresentação em vídeo:

Pegadas, botões e conexões

As primeiras coisas que se notam são o tamanho e o peso do gadget. Como imagino que também aconteça com iPads, alguns minutos são suficientes para cansar o braço inteiro ao segurá-lo com uma só mão. O comprimento de absurdos 26,5 cm complica o equilibrio dos 680 gramas, mesmo estando bem distribuído no corpo. Parece que é feito para idealmente ser portado com as duas mãos, em paisagem. A posição da webcam e do microfone indicam isso.

Pra você ter uma ideia melhor, veja o Kyros 1024 ao lado de um iPad 2:

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O Kyros é um tablet espesso, cor de chumbo com detalhe prata em toda borda, o acabamento é satisfatório e a robustez também, mas ao pegar pela borda alguns estalinhos podem ser ouvidos. Imagino que não seja preciso um tombo muito feio para fazê-lo dormir pra sempre Smiley triste.

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Botões? Vários. Olhando na posição retrato, temos o volume na lateral do topo, power na lateral direita embaixo. Na frente embaixo os comandos comuns em dispositivos Android, mas um pouco diferentes: Browser, Menu, Home (que se parece com um CD em miniatura), Voltar e Pesquisar. Interessante que esses botões estejam voltados para serem vistos no sentido paisagem. O botão browser abre o navegador (dã!), irritantemente sempre o nativo a despeito do meu esforço em configurar para abrir o Dolphin.

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Os botões frontais, excetuando-se o Home, são de tato, não de pressão, e são bem sensíveis. Sensíveis até demais: não esbarrar a toa no botão Voltar pode ser difícil quando você estiver segurando o tablet em modo paisagem.

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Na lateral de baixo estão alinhadas todas as conexões: saída mini HDMI, botão reset, conector da fonte 9V, mini USB, saída de fones de ouvido padrão P2 e slot de cartão de memória micro SD.

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Ponto negativo para o manual do usuário que peca gravemente ao mostrar a posição de colocação do cartão SD de forma errada e para o slot que deixa o cartão inserido com uma bem pequena mas preocupante sobra para fora.

A webcam simples, pra não dizer ruinzinha, de apenas 300k, está localizada próxima ao microfone, na lateral direita.

Toques e tela

Usei o app Multitouch Visible Test e comprovei por mim mesmo que a tela é capacitiva e multitoque (pelo menos dez, não tentei usar os dedos dos pés Alegre). A resposta é suficientemente rápida e precisa, posso colocar no mesmo nível do celular LG Optimus One.

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Um porém fica para a regulagem de brilho, que é um pouco estreita e não tem a mesma força máxima igual a do celular. Em ambientes semi abertos e com sol alto você pode ter algum problema.

O ponto negativo fica mesmo para a resolução da tela. Lastimável em comparação com o Galaxy Tab 7”, que tem o mesmo processador mas uma tela bem diferente. O Kyros tem quantidade menor de Pixels Por Polegada – PPI, que é de 118 ppi distribuídos em 10.1”, enquanto que no Galaxy são 170 ppi distribuídos em apenas 7”.

Um palmo entre seu nariz e a tela são suficientes para que os pixels fiquem distinguíveis. Mas obviamente não é assim que você vai usá-lo, a distância média é de uns 2 palmos já que o gadget é grande, e nesse caso o picote das imagens não é notável. De modo geral posso afirmar que a experiência visual não é excelente mas esta longe de ser incomoda ou ruim.

Games, vídeos e som

Pela importância que o par de falantes recebeu no “design” da parte traseira, esperava-se um som mais potente. Não é o que ouvimos ao por uma música ou vídeo pra tocar. O volume mesmo no máximo pode ser insuficiente se você estiver num lugar com muito ruído ambiente. A qualidade também é sofrível, mas é algo relativamente comum em dispositivos móveis. Nos fones que acompanham o tablet o som é tão ruim quanto os próprios. São fones ordinários de R$ 1,99. Que vergonha, dona Coby! A saída é usar o seu par de fones preferido, simples.

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Jogos casuais, tradicionais da plataforma Android, rodam tranquilamente. Vídeos, idem. Ele vem com o famigerado e polêmico Flash embutido, que torna possível o uso de vários recursos da web. Também existe um app nativo para acesso ao YouTube e um para leitura de ebooks, o Aldiko.

O acelerômetro não tem lá muita precisão como o do LG Optimus One, mas parece ser suficiente para o uso geral. Veja aqui um vídeo que mostra alguns games rodando no Kyros MID 1024.

Leitura e escrita

A tela grande ajuda muito na leitura, o que, na minha opinião, aliado a um tamanho adequado da fonte e regulagem do brilho, permite uma leitura bastante confortável. Programas dedicados a isso não faltam para Android. Uma observação: a tela do Kyros MID 1024 tem mais que o dobro de tamanho da tela do Positivo Alfa.

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Escrever usando o teclado virtual é excelente, principalmente usando-se um app plugin chamado Hacker’s Keyboard, que acrescenta funções que deixa o teclado muito parecido aos reais.

Também existe o interessante recurso de se conectar um mouse e teclado na porta USB. O adaptador que acompanha o tablet vem com apenas um slot. Com um pequeno hub USB, é possivel usar mouse e teclado ao mesmo tempo. Testei apenas o mouse. Fiquei espantado ao ver surgir uma pequena seta na tela do meu tablet. Gostei, apesar de não ver muito uso pra isso no momento e crer que a luz do mouse deve com certeza sugar rapidamente toda a bateria do Kyros.

Por falar em bateria, não fiz nenhum teste no sentido de avaliar a autonomia, mas tenho a impressão de que é próximo ao especificado no manual. Assim é fácil, hein? Smiley mostrando a língua

Finalmente, para quê serve um tablet, ou melhor, esse tablet?

Não sei como foi, mas imagino que os caras lá na Coby que conceberam o projeto desse tablet (se isso existe fora da Apple) buscaram criar um tab com vocação para consumo doméstico de mídia via web, daí o nome da série Multimidia Internet Device.

A tentativa de alto-falantes estéreos, o formato widescreen da tela e o botão específico para abrir o browser, mostram isso. A ausência de GPS, 3G e bluetooth podem indicar preocupação com a duração da bateria, lembrando que não são importantes quando a intenção é tão somente jogar joguinhos casuais, ouvir música, eventualmente ler e principalmente assistir vídeos. Se esse era o plano, penso que o objetivo foi alcançado. Com algumas ressalvas, claro.

O Kyros MID 1024 é um produto barato e oferece recursos honestos. Nesse mercado atualmente tão complicado, para um formato que ainda nem convenceu a todos de sua utilidade, esse é um diferencial decisivo para alcançar algum sucesso.

Lombrigas

Quando eu era criança, havia uma expressão que a gente usava quando alguém aparecia com algo legal, geralmente de comer, e a gente ficava com vontade, ficava “com lombriga”. Precisava provar um pedacinho que fosse pra sossegar. Coisa de caipira, do you know?

Esses dias atrás fui acometido de lombrigas quando meu irmão, depois de algum tempo de pesquisa e com minha consultoria, comprou finalmente um celular novo para substituir seu Motorola de 5 anos. Como fiquei enchendo a cabeça dele, ele optou por um celular bacana, um Samsung Galaxy 5. Na sorte, pegou o último de mostruário por um preço bem interessante.

Você que acompanha meu blog deve ter lido esse post, onde conto resumidamente minha história com gadgets. Depois de esquecer pra sempre meu Samsung BlackJack II na mesa de um bar, eu decidi evitar coisas pequenas e caras, fáceis de perder.

Até agora eu estava focando meus esforços na busca de um iPad. Pois bem, mudei de ideia, manolo!

O Galaxy 5 vem com Android. Caso você não saiba, esse é o sistema operacional de dispositivos móveis líder no mundo e só perde (perde?) para o iOS do Apple iPhone. E, olha que legal, é desenvolvido em Linux e tem apoio do fortíssimo braço do Google.

Brinquei bastante com o celular do meu irmão e descobri que é possível ir longe com ele. Basicamente o bichinho é um computador de mão. Tem um processador de 600 MHz, dá pra crer? Pra você que é mais leigo do que eu ter uma ideia, dá pra ver vídeos diretamente no site do YouTube, usando conexão Wi-Fi. A tela de toque tem 2.8 polegadas, exatamente 4,3 cm x 5,7 cm. Quase o dobro do BlackJack que eu tinha.

Percebi que um modelo com Android poderia muito bem satisfazer minha necessidade móvel. Ok, o iPad iria cumprir essa função e muito mais, mas está tão caaaaro… e está difícil de levantar essa grana. Enquanto isso, levar o notebook pro trabalho todo santo dia anda estragando minhas costas.

Então foi nessa lombriga que comprei isso, um LG Optimus One. Rá!

Dessa vez prometo que não vou esquecer no bar, ok?

Minhas bugigangas

Um amigo me acusou de gastar muito com tecnologia e parei pra pensar um pouco sobre isso. É verdade, ele tem razão. Mesmo sendo um pobre, volta e meia derramo rios de dinheiro em bugigangas eletrônicas inúteis. Crucifica-o!

Já li alguns posts de blogueiros contando suas histórias com gadgets, resolvi contar a minha também. É bem sem graça, então pegue um café pra acompanhar esse texto longo.

Primeira coisa a dizer é que não gosto dessa palavra, gadget, prefiro chamar bugiganga eletrônica. A primeira que tive foi um celular Ericsson a1228d, no tempo em que a operadora Claro se chamava Tess.

Ericsson a1228
Um tijolinho bem simpático, até.

Fucei no que ele tinha para ser fuçado. Brincava com alguns códigos “secretos” de configuração que não funcionavam. Nessa época, meu sonho era ter um tecladinho qwerty que você acoplava e podia escrever SMS com mais conforto:

Tecladinho pro Ericsson a1228
Tecladinho bizarro

Também tive um outro parecido, esse aqui:

Ericsson
Esse era duro na queda.

Na faculdade tive contato pela primeira vez com um Palm e fiquei abismado. Achei maravilhosas as possibilidades que ele trazia e fiquei desesperado para ter um. Por algo que considero um azar do destino, acabei encontrando um Palm m125 usado sendo vendido numa loja de informática. Não consegui me segurar, gastei uma grana indecente, quase o dobro do que ele realmente valia. Era o preço de ser um otário vivendo em Pirassununga em 2002.

Palm m125
Um clássico da finada Palm

Usei muito essa bugiganga para ler ebooks e escrever um ou outro pensamento. O Palm m125 tinha um defeito congênito documentado: um capacitor interno perdia a capacidade de segurar carga elétrica e fazia com que os dados fossem apagados da memória toda vez que você trocava as pilhas, o que era uma coisa constante porque o bicho era um devorador. O jeito era tentar sempre bater o recorde de velocidade na troca de pilhas. Outro grande problema era a sincronia com o PC, que não era nada fácil como conectar um pendrive numa porta USB.

De qualquer maneira, me diverti e aprendi muito com ele. No auge, eu conseguia mudar as fontes (dava trabalho) e até conectava na Internet via cabo. Bem nerd, hein?

Ele ainda está por aqui, jogado numa gaveta porque não vale absolutamente mais nada. A questão é que não tenho mais aquela paciência que ele exigia.

Na época em que eu fiquei de saco cheio com as limitações e obsolescência do Palm, eu tinha esse celular aqui:

Motorola w220
Bonitão

Que era charmoso mas não tinha nada de especial, nem mesmo camera.

Não lembro direito como foi, mas foi assim. Em abril de 2009 troquei ou vendi esse celular para meu irmão e comprei um smartphone na esperança de ter uma bugiganga moderna para ler meus ebooks. Lembro bem de ficar perguntando para a vendedora da loja CEM (é sério) se era possível abrir arquivos PDF nele. No fim, fuçando lá na hora, descobri que sim e fechei a compra.

Samsung BlackJack
Só não fazia empada.

Com o Samsung BlackJack II, que rodava Windows Mobile 6, fui feliz até o dia 27 de maio de 2010, quando esqueci-o na mesa de um bar. Perdeu, playboy.

Depois desse episódio decidi nunca mais ter alguma coisa pequena e cara que eu pudesse perder facilmente por aí. Fiquei um bom tempo sem telefone. Atualmente estou com um bem velhinho e simples.

Em fevereiro de 2010 eu havia comprado meu primeiro notebook e na mesma época passei a ter acesso rápido a Internet. Nesse mesmo mês eu lancei a pedra angular na fundação deste querido blog e virei um nerd de verdade, sem querer querendo. Desde então tenho lido muito sobre bugigangas eletrônicas e as coisas foram ficando mais claras.

Notebook Lenovo

Em junho de 2010 (?) eu soube do lançamento do Positivo Alfa e novamente fiquei abismado. Eu já vinha acompanhando a evolução do Kindle e da tecnologia e-ink. Me empolguei com a idéia de ter um “Kindle brasileiro”, barato e fácil de encomendar pela Internet. Assim que o botão “comprar” apareceu na Saraiva, eu cliquei. Era agosto de 2010 e dessa vez não senti que estava fazendo um mau negócio.

Positivo Alfa
Finalmente algo decente pra ler meus ebooks

Como eu disse no começo, sou um pobre, então não posso gastar além da conta. Da mesma forma que acompanhei com atenção o Kindle e o lançamento do Alfa, também fiz com o iPad, porém nem sonhava em ter um. Mas hoje, um ano depois de lançado, vendo até onde chegou o sucesso e tudo que é possível se fazer com essa bugiganga… e agora sendo vendido no Brasil…

Enfim, estou vendendo meu Alfa e levantando a grana pra comprar um iPad. Com um pouco de sorte, já pego a segunda versão.

Concluindo, espero que esse artigo ajude meus amigos a entenderem melhor meu lado nerd. Ou não.

iPad
Vai, manolo, autografa aqui no meu iPad!