Atualizando o Samsung Galaxy S II

Faz tempo que os brasileiros esperam que a Samsung ofereça a atualização do Galaxy S II para o novo Android, o Jelly Bean, e ela não aparece. O que emperra o lançamento do novo Android para o S II? Ninguém sabe.

Eu abri o Kies esses dias e me deparei com uma atualização. Fiquei animado, mas depois vi que era apenas uma correção pequena para o sistema atual.

Pois bem, fiquei puto e resolvi instalar de uma vez a ROM de um dos vários países onde o Jelly Bean já foi disponibilizado.

screenshot

Se você tem um smartphone desse modelo e quer curtir um Android moderno e com novos recursos, aqui vai o passo-a-passo. É bem fácil de fazer. E fique tranquilo, essa ROM tem o idioma português brasileiro.

Antes de mais nada, faça backup dos seus dados. Pode retirar o cartão de memória micro-SD e o chip da operadora, para maior segurança. Bateria totalmente carregada é recomendável.

  1. Baixe e instale o Kies, programa da Samsung para gerenciar o conteúdo dos seus smartphones. Esse passo-a-passo vale para os celulares que já tem o Android 4.0.3. Se não é o seu caso, em primeiro lugar atualize oficialmente usando o Kies.
  2. Baixe e descompacte o Odin 1.85, programa para instalação de ROMs.
  3. Baixe e descompacte a ROM italiana do Android 4.1.2 Jelly Bean. Existem outras mas o consenso é de que esta é a mais interessante para nós brasileiros. Se o link quebrar, pegue por aqui.
  4. Na tela de discagem do smartphone, digite *2767*3855# e aguarde. O celular será automaticamente formatado e retornará ao estado default, como se você acabasse de comprá-lo.
  5. Se você quiser fazer uma limpeza mais profunda ou no caso do comando anterior não funcionar, você terá que executar um passo a mais, que está muito bem descrito nesse vídeo aqui. Pule esse passo se não for o caso.
  6. Abra o Odin em modo administrador e no botão PDA selecione o arquivo da ROM que você baixou e extraiu.
  7. Desligue o smartphone e em seguida ligue-o segurando os botões volume down, home e power. Quando surgir a tela Warning, solte os botões e aperte volume up.
  8. Conecte o celular ao PC usando o cabo USB.
  9. O Odin reconhecerá imediatamente o aparelho com uma indicação na cor amarela.
  10. Confira se as opções Auto Reboot e F. Reset Time estão selecionadas no Odin.
  11. Clique em Start e aguarde.

Depois de alguns poucos minutos o celular vai se reiniciar e apresentará a tela default de configuração. Enjoy seu celular novo instantâneo!

Simples assim.

Se algo der errado ou você quiser maiores detalhes, leia esse artigo aqui, que foi onde encontrei esse método.

Trocando a ROM original do tablet myPad da STI – Tutorial Definitivo Para Leigos e Iniciantes

Muita gente chega até aqui chorando as pitangas por causa desse tablet maldito. Realmente ele não é o melhor tablet do mundo, principalmente na condição em que ele é encontrado naturalmente na natureza (embaixo de pedras e paus podres) ou na infame versão da Faculdade Estácio de Sá. Porém, com uma boa ROM e alguns ajustes, é possível ser feliz com ele. Sim, senhor! (sério, faça um favor a si mesmo e compre um iPad) É sim!

Enfim, se você tem um desses e ele anda encostado por não ser muito útil ou amigável, talvez eu possa te ajudar. Este será meu último e derradeiro post sobre essa bagaça, espero.

Quero apenas fazer um aparte especificamente para quem tem alguma noção sobre ROMs e/ou está apanhando com um tablet STI myPad MP1003G brickado. Se você não se encaixa nisso, nem leia o que está entre colchetes, pule para o próximo parágrafo [https://longevai.wordpress.com/2012/01/24/ressuscitando-o-mypad-sti/, o segredo é depois rootear usando o z4root, instalar o ClockWorkMod, pelo ROM Manager se for possível, e aí sim testar a melhor ROM para o seu tipo de uso, instalando sempre a partir da tela de comando do ClockWorkMod].

O que você tem a seguir é um passo a passo que ensina a instalar um sistema Android mais atual e melhor, com o método mais simples, rápido e indolor que me foi possível organizar. Feito para leigos como você e eu.

Como é de praxe nesses casos, tenho que avisar que você é totalmente responsável caso algo dê errado etc. Apenas assine aqui na última linha e vamos em frente!

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Então vamos lá!

TROCANDO O SISTEMA ANDROID ORIGINAL DO MYPAD SEMP TOSHIBA MP1003G

Requisitos:

  • Tablet myPad da Semp Toshiba com a horrível ROM original (inclusive o tablet da Faculdade Estácio de Sá Muitos relatos de que não funciona nessa versão, então é melhor não arriscar.), com pelo menos 60% de bateria carregada, sendo recomendado estar conectado à fonte.
  • Acesso a Internet por Wi-Fi. E se você abrir esse tutorial usando o tablet, facilitará bastante o trabalho, não precisará usar um PC.

Passos:

  1. Salve os seguintes arquivos na raiz do cartão SD:  z4root.1.3.0.apk (gentilmente disponibilizado por addictivetips), cm-7.2.0-vega.zip (que é a mais recente ROM estável Cyanogemod disponibilizada aqui) e gapps-gb-20110828-signed.zip (que é o pacote de instalação do Google Play mais atual disponibilizado aqui).
  2. Habilite a instalação de apps de fontes desconhecidas indo em Configurações – Aplicativos (ou Segurança, nunca sei).
  3. Habilite o modo Debbuging em ConfiguraçõesDesenvolvimento.
  4. Usando o gerenciador de arquivos padrão do tablet, encontre e instale o app z4root que você salvou no cartão.
  5. Abra o app z4root e clique no botão correspondente para rootear permanentemente.
  6. Reinicie o tablet.
  7. Um novo app foi instalado, o Superuser. Abra-o, dê OK na mensagem inicial que porventura aparecer e saia.
  8. Abra o App Center (ele vem instalado por padrão na ROM original, mas não sei se isso inclue a versão da Estácio), procure e instale o app Rom Manager (caso o tablet não tenha a loja App Center, você vai precisar se virar sozinho e encontrar o ROM Manager em outro lugar).
  9. Ao abrir o ROM Manager pela primeira vez, o Superuser vai perguntar se deve dar acesso root a ele. Confirme. Caso a pergunta não ocorra, reinicie o tablet e tente de novo.
  10. Abra o ROM Manager e clique em Aplicar Recuperação ClockWorkMod. Ele vai perguntar qual o modelo do tablet. Escolha Advent Vega e prossiga.
  11. Reinicie o tablet
  12. Abra o ROM Manager e clique em Instalar ROM do cartão SD. Escolha o arquivo cm-7.2.0-vega.zip. Em seguida marque todas as opções (Fazer backup da ROM atual, Limpar dados e cache, Wipe Dalvik Cache), confirme e aguarde.
  13. Após o processo de instalação, o tablet reiniciar-se-á sozinho.
  14. Após esse primeiro boot, perceba que o sistema está bem diferente e todo em inglês. Caso apareça uma mensagem de erro sobre um tal de DSPManager, ignore. Cancele qualquer tentativa de configuração. A única coisa que você deve fazer nesse momento é ir direto na parte de configuração de acesso Wi-Fi. Se ele estiver teimando em não encontrar sua rede, desabilite e habilite o WiFi novamente. Depois de colocar sua senha e conseguir a conexão, reinicie o tablet mais uma vez.
  15. Agora você precisará novamente instalar o ClockWorkMod. Repita o passo 10 e reinicie o tablet novamente.
  16. Agora vamos instalar o Google Play. Abra o Rom Manager e execute o passo 12 mas dessa vez escolha o arquivo gapps-gb-20110828-signed.zip e depois da confirmação reinicie o tablet pela última vez.
  17. Ufa!

Pronto, agora você tem um tablet com android atualizado (Gingerbread 2.3.7) e com acesso ao Google Play, que afinal de contas é a razão de ser de todo tablet android que se preze.

Para mais informações sobre esse modelo, clique aqui e veja tudo o que publiquei sobre ele.

Atualizando o LG P500 Optimus One

Desde que comprei um smartphone com Android, um LG P500, meu modo de usar a Internet se transformou.  É uma ferramenta extremamente útil sem a qual eu não conseguiria viver direito hoje. E olha que eu nem sou nerd :).

Ele já tem mais de um ano, estou com ele desde maio de 2011, o que é uma eternidade em termos de smartphone. Sendo um smartphone bem honesto, ainda não é obsoleto e continua funcionando excelentemente. Não está nos meus planos trocá-lo tão cedo.

Ele veio com o Android 2.2 Froyo e assim que a atualização oficial para Gingerbread 2.3.3 saiu, fiz o update. A LG provavelmente não tem planos de oferecer mais atualizações para este modelo. Existem muitas vantagens em aplicar as atualizações oficiais, mas quando o suporte termina a coisa muda de figura.

O Android já está na versão beta 4. Não acredito muito que o P500 consiga rodar bem essa última, mas existem várias opções para quem quer prolongar a vida útil do aparelho. Uma das melhores é usar a última versão estável do Cyanogenmod. Acabei de instalar no meu e ficou bem crocante.

MÉTODO SEGURO PASSO A PASSO

Vou passar o método que eu usei. Ele serve para quem tem o aparelho virgem, ou seja, está com o firmware original atualizado. Caso você não se encaixe nisso, provavelmente entende algo sobre troca de ROMs e não tem dificuldade em procurar informação na Internet.

Vai ser uma receita longa especialmente feita para quem é muito leigo no assunto e não lida bem com textos em inglês. Se você tem um celular desse modelo, nunca fuçou em nada, nunca trocou a ROM e gostaria de dar um up nele, esse é o caminho mais seguro e fácil.

Você vai precisar de:

  • Smartphone LG P500 Optimus One com cartão de memória microSD.
  • Cabo de dados que vem com o aparelho.
  • PC com WinXP ou superior e acesso a Internet, de preferência via WiFi.

Atualizando oficialmente

Esse passo é importante pois a atualização oficial irá atualizar o subsistema do telefone (baseband). Mais informações sobre isso aqui. Se você nunca fez nenhuma mudança de ROM, não se preocupe, apenas siga os passos abaixo.

  1. Faça backup de tudo que é importante que esteja no celular.
  2. Instale o programa oficial de atualização da LG e os drives oficiais no computador.
  3. Faça a atualização seguindo os passos descritos na página do fabricante, onde você também encontra o programa e os drives.

Agora você está com o celular atualizado oficialmente com o Gingerbread 2.3.3 e pode parar nisso mesmo ou seguir em frente. Ao seguir em frente você assume alguns riscos: brickar o aparelho, perder a garantia, etc, aquela coisa toda, mas não precisa ter medo, quase tudo que pode acontecer é reversível.

Entrando no mundo das modificações

Passo 1 – Obtendo acesso Root

  1. Em primeiro lugar, não conecte ainda o celular ao PC. Se você ainda não tem os drives instalados, pegue no link acima e instale.
  2. Habilite o modo Debugging no celular indo em Configurações – Aplicativos – Desenvolvimento – Depuração USB.
  3. Agora você precisa obter acesso root ao sistema do aparelho. O modo mais simples de conseguir isso é usando o programa unlockroot23.exe. Não vou passar o link, procure-o no Google e baixe-o de algum site confiável. Ele tem cerca de 9 mb.
  4. Instale esse programa no computador e somente depois conecte o celular ao PC usando o cabo de dados.
  5. Abra o programa, clique em ROOT, confirme o modelo do aparelho. Depois de alguns segundos o processo estará completo. Se o programa perguntar se você quer instalar alguns aplicativos, responda não. Reinicie o aparelho.
  6. Um novo aplicativo foi instalado no celular. Chama-se Superuser. Convém estar com o celular conectado a Internet e atualizar o aplicativo pelo Google Play.

Passo 2 – Instalando o Clockwork Recovery

  1. Vá ao Google Play e instale o app Rom Manager. Ao abri-lo pela primeira vez, o Superuser vai perguntar se ele pode ter acesso total, clique em Permitir.
  2. Agora, usando o ROM Manager, você irá instalar o Clockwork Recovery. Clique em “Aplicar recuperação ClockworkMod”. Após a instalação com sucesso, convém reiniciar o celular.

A partir desse ponto, você já tem tudo que precisa para instalar ROMs diferentes com segurança. Se algo der errado, bastará entrar no modo recuperação do celular ligando-o enquanto aperta os botões Home, Volume Up e Power.

Passo 3 – Instalando o Cyanogenmod (ou qualquer outra ROM baseada na versão 2.3.3 ou superior, exceto 3 e 4)

  1. Baixe a última versão estável do Cyanogenmod para o LG P500.
  2. Conecte o celular ao PC em modo USB Storage e copie o arquivo que você baixou para o cartão.
  3. Desconecte o celular do PC. Desligue-o e ligue-o em modo recuperação apertando os botões Home + Volume up + Power ao mesmo tempo. Segure apertado até o logo da LG sumir.
  4. O menu do ClockworkMod surgirá. Você vai pular entre as opções usando os controles de volume UP e DOWN e vai usar o botão Procurar (lupa) para selecionar.
  5. Vá até wipe data/factory reset e aperte o botão da lupa. Desça até Yes – delete all user data e aperte o botão da lupa novamente. Depois de alguns segundos o ClockworkMod voltará para o menu inicial.
  6. Vá em wipe cache partition e selecione. Em seguida, vá até Yes – wipe cache e confirme. Novamente o sistema voltará para o menu inicial após o sucesso.
  7. Vá em advanced e selecione. Vá em Wipe Dalvik Cache e selecione. Vá em Yes – Wipe Dalvik Cache e confirme. Faça o mesmo com Wipe Baterry Stats. Feito isso, você ainda estará no menu avançado. Vá até +++++Go Back+++++ para voltar ao menu inicial.
  8. Agora, finalmente vamos a instalação da ROM. Vá até install zip from sdcard. Em seguida, entre em choose zip from sdcard. O conteúdo do cartão aparecerá. Selecione o arquivo da ROM, aperte a lupa e confirme novamente. O processo de instalação terá início e deve demorar uns 2 minutos.
  9. Assim que surgir a mensagem Install from sdcard complete, selecione +++++Go Back+++++ no menu para voltar ao início. Em seguida confirme a opção reboot system now.
  10. Pronto! Enjoy seu celular android atualizado.

 

Se por alguma razão você não ficar satisfeito com o Cyanogenmod, pode tentar outras ROMs. Apenas tenha em mente que as melhores são as estáveis e as que têm bom equilíbrio entre desempenho e consumo de bateria. Para mais informações sobre ROMs extra-oficiais para o LG P500, consulte esse site: http://p500brasil.blogspot.com.br ou o fórum xda developers: http://forum.xda-developers.com/forumdisplay.php?f=836

Videogame Dynacom Dynavision Cybergame – um review

Quando eu estava procurando um game para meu irmão, eu conheci esse pequeno console da Dynacom (que é uma divisão disfarçada da Cyberdyne). Considerei comprá-lo mas não o fiz porque eu queria algo portátil.

Mas, se você acompanha esse blog deve saber, estou metido num projeto de construção de uma máquina arcade e acabei comprando esse pequeno console visando usá-lo nessa máquina… Você precisa ler lá pra entender como, ok? Vamos ao review.

cybergame unboxing

A primeira coisa que você precisa saber é que a Dynacom evaporou no começo de 2011 e nada mais se sabe. Então vai ser um pouco difícil encontrar esse console, não sei se continua a ser fabricado… A marca Dynacom teve seu auge nos anos 80/90, quando fabricava clones do Atari e Nintendo usando o jeitinho brasileiro de viver. Isso se reflete até hoje, nesse que talvez tenha sido seu último lançamento.

Esse console é mais um… quer adivinhar? Surpresa, mais um emulador! O que o torna muito atrativo. A Dynacom não teve escrupulos em escrever na caixa “Jogue na TV milhares de games freeware da Internet”. Hello? Quer dizer que tá liberado usar ROMs de jogos que não tenho? A Dynacom disse que pode! CORRÃO!

cybergame cybergame cybergame

E o aparelhinho tem potencial, segundo dizem os aficcionados. Leia esse comentário extraído de um fórum de gamers:

Não é apenas um simulador de jogos de Mega, o Cybergame tem potencial para se tornar um verdadeiro Dingoo de mesa, podendo emular quase à perfeição jogos que vão dos 8 aos 32 bits, passando por Game Boy Color, NES, SNES, Mega e fechando com o GBA! Imagine ter a maioria dos jogos destes consoles à sua disposição em um aparelho que permite dois jogadores e é menor que o Zeebo! Isso sem falar nas funções multimídias! O Cybergame pode se tornar o verdadeiro Eldorado dos retrogamers!

Assim como o MD Play da TecToy, o Cybergame falha algumas vezes na emulação. Coisa pouca, mas é aquela: os mais exigentes se incomodam. Pra quem quer perfeição, ou fica com os consoles originais ou usa um emulador de verdade no PC, como o MAME.

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O console é bem pequeno e leve, como um roteador de rede. o plástico da caixa tem algumas rebarbas e aparência de baixa qualidade. Muita gente não gostou da combinação de cores. Particularmente, eu gosto do laranja. 😛

Na parte frontal estão as duas conexões de joystick padrão DB-9, slot de cartão SD, porta mini USB, sensor do controle remoto, botão de reset e botão de power. Na traseira, saídas de áudio estéreo e vídeo no padrão RCA, além da conexão de fonte. A fonte é bivolt automática, semelhante as de celulares.

Os joysticks seguem a linha de cores do console. São bem ruins, tive sorte de receber um par em que um deles precisa ter os botões esmagados para que os comandos funcionem. Alguns minutos jogando e já fiquei com os dedões doloridos.

A interface é simples e fácil de usar. Além de jogar, você pode usá-lo para tocar vídeos em formato AVI e RMVB, músicas, ler textos em TXT e ver imagens. É um pequeno media center.

O controle remoto toma o lugar dos joysticks quando o que se quer não é jogar, mas também torna fácil regular o volume quando se está no meio da jogatina.

Junto com o console vem um cartão SD de 4 GB e um adaptador USB. Cara, cabem muitas ROMs nesse cartão! Logicamente, só use ROMs cujos jogos originais você já tenha. 😉

Também é possível acessar o cartão e a memória interna do console através do cabo USB que o acompanha.

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O console Cybergame fez um parzinho com meu Box de TV da Leadership.

cybergame

O que é ruim nesse game?

  • O design do menu é muito feio e navegar nele é uma ação lenta, pouco além do tolerável, principalmente se a lista de jogos no cartão for muito grande.
  • Haverá futuro para o console? A marca sumiu, os sites oficiais simplesmente sairam do ar. Como ficará o suporte?
  • Os joysticks são claramente ruins. Uma parte delicada que define a experiência e que pode deixar o jogador com raiva do aparelho. E outra, apesar de usarem o padrão de conector DB9, eles são proprietários, ou seja, outros controles não servem. O que acontece quando meu joystick quebrar?

Se vale a pena? Depende. Penso que é um bom brinquedo para brincar com os filhos, não ocupa espaço na sala e o preço é convidativo.

Mais informações, truques e dicas:

Vídeo game portátil MD Play – um review

Há setecentos anos, no planeta Aries, um garoto conhecido como Alex Kidd vivia no Monte Eterno. Ali ele treinava o Shellcore, técnica que permitia alterar e endurecer as mãos a ponto de conseguir quebrar pedras com elas.

Meu interesse por videogames já foi maior, mas me recordo com carinho de Alex Kidd in Miracle World, um dos pouquíssimos que joguei até gastar os dedos e o cérebro.

Recentemente dei pro meu irmão um videogame portátil da TecToy que vem com 20 clássicos da plataforma Genesis/Sega, do Mega Drive. Um brinquedo que me surpreendeu bastante.

Esse gadget é mais um exemplo de produto OEM, pois é vendido no mundo todo sob vários nomes. Funciona como um console Mega Drive de 16bits tradicional. Bem, segundo os aficcionados, não chega perto do original, mas pra muitos, onde me incluo, tem lá suas vantagens e encanto. Vamos ao review!

O MD Play é na verdade um emulador portátil, semelhante ao Dingoo. A TecToy lançou, além do game, dois cartões SD com (poucos e horríveis) jogos adicionais. Isso mesmo, cartões SD, o gadget tem um slot.

Não demorou muito para que alguém descobrisse que bastava copiar o arquivo .bin da ROM de um jogo dentro de uma pasta chamada GAME no cartão para que o emulador o rodasse. Bingo!

A partir daí o gadget teve o custo/benefício repensado e desapareceu magicamente das gôndolas. Por que será? 🙂 Isso foi em 2009.

Imagine isso: existem arquivos torrent disponíveis com 2GB de ROMs da Sega/Genesis. O céu é o limite. É bom lembrar que, para não sofrer penalidades legais, você precisa ter os cartuchos originais se pretende usar esse recurso.

Hoje, passada a correria do estouro da boiada, é possível encontrar o MD Play sendo vendido online em algumas poucas lojas. Tenha apenas o cuidado de não confundi-lo com o Mega Drive Portátil, que é um modelo com caixa parecida, com apenas 3 botões, sem slot de cartão SD e que usa pilhas.

Na página do produto, no site da TecToy, existe uma lista de lojas que vendem o brinquedo. Quando consultei, apenas as lojas Casa & Vídeo e Girafa o tinham em estoque, mas procurando você o encontra em outras lojas online.

O QUE VEM?

Na caixa de papelão reforçado, muito bem caprichada e feita para ser usada como berço do brinquedo, acompanham o manual simples, o cabo USB e a fonte e o cabo para conexão com TV. Tudo com aparência de boa qualidade. Ponto negativo para ausência de fones de ouvido e o grave erro, tanto no manual como no fundo da caixa, que mostram a colocação do cartão SD de maneira totalmente errada. Tive que observar bem a fenda para adivinhar a posição correta de inseri-lo.

     

Os 20 jogos que vêm na memória são esses:

  • Alex Kidd in the Enchanted Castle™
  • Alien Storm™
  • Altered Beast™
  • Arrow Flash™
  • Columns III™
  • Crack Down™
  • Decap Attack™
  • Dr. Robotnik’s Mean Bean Machine™
  • Ecco™
  • Ecco Jr ™
  • ESWAT: City Under Seige™
  • Flicky™
  • Gain Ground™
  • Golden Axe™
  • Jewel Master™
  • Kid Chameleon™
  • Shadow Dancer: The Secret of Shinobi™
  • Shinobi III: Return of the Ninja Master™
  • Sonic & Knuckles™
  • Sonic Spinball™

CONTROLE NAS MÃOS

O portátil tem um design bonito e é bem leve. Nas fotos a aparência é de emborrachado, mas ele não é. Os botões não tem grande firmeza, parecem um pouco frouxos, mas nada que prejudique a jogatina, porque a resposta é precisa como no controle original. Eu sei disso porque tenho um console de verdade e vários cartuchos aqui do meu lado 😉

Todos os botões padrão estão presentes na parte frontal, incluindo os 3 botões extras que nunca vi jogo algum usar.

   

Na parte inferior estão a saída de fones de ouvido e o botão liga/desliga. Na parte superior, a luz indicativa de ligado, a entrada mini USB para fonte, o slot de cartão SD e o controle de volume. Na parte frontal temos os botões direcionais, botões A, B, C, X, Y, Z, Menu, Start/Pause e uma interessante luz vermelha que acende quando a bateria está fraca. A autonomia da bateria interna é de 5 horas de uso contínuo, segundo o fabricante, mas é ampliada ao se usar a conexão de TV. O tempo de recarga também é de cinco horas.

JOGANDO

A qualidade da imagem na pequena tela de 2.8” é boa e suficiente para manter você concentrado durante o tempo necessário para lhe dar algumas dores no pescoço.

Por causa do tamanho reduzido e da localização dos botões direcionais e de ação, ele exige que você o segure na ponta dos dedos, diminuindo a firmeza principalmente se você for do tipo que pula junto com o bonequinho 😀

A usabilidade em si é muito boa. Não há como compará-lo com emuladores de PC. Basta ligar, escolher o jogo e jogar. Simples e rápido como deve ser. Isso faz toda a diferença, e conquista qualquer um, mesmo que não seja fã de jogos antigos.

A exceção quanto a fluidez apenas surge ao acessar as listas de jogos no cartão, principalmente se forem muitos. Nesse caso, uma pequena espera é inevitável no momento de carregar o título, mas nada suficiente para causar irritação.

NA TV

É muito legal ligar o pequeno portátil na TV. As fotos abaixo não ficaram boas e não deixam claro, mas realmente a qualidade da imagem é melhor do que eu esperava. Tanto na tela do aparelho quanto na tela da TV.

É aqui que muitos aficcionados dizem que a diferença fica clara. Francamente não vi nenhuma perda significativa. Porém é fato que o brinquedo tem uma diferença substancial documentada, que é a qualidade sonora sofrível. Aparentemente, os sons são gerados uma oitava abaixo. Se você não é do tipo exigente quanto a características originais dos jogos, isso não fará nenhuma diferença. Talvez você sequer perceba.

 

O MD Play é uma boa escolha de presente para crianças ou mesmo adultos saudosistas dos games da era 16 bits. É o tipo de presente que você pode dar aos seus filhos sabendo que também vai se divertir muito.

MAIS INFORMAÇÕES

Assista esse vídeo. É um comparativo entre um MD Play (chamado aqui de Gopher) e o Retrogen, um console portátil de verdade.

E aqui um vídeo-review muito completo que vale a pena ser assistido inteiro, você verá a saída de TV em ação.

Mais informações aqui e aqui.

Instalando o Corvus5 no myPad

Olá, amigo! Mais um post sobre o tablet myPad. Nem leia se você não se interessa sobre esse assunto.

Você que acompanha meu blog deve saber que tenho um tablet da Semp Toshiba (STI), o myPad. Primeiro fiz um review dele e depois mostrei como instalar o HoneyComb e o CyanogenMod.

O sistema nativo que a Semp Toshiba instalou nesse tablet é extremamente feio e tosco, além de pecar seriamente na ausência do Android Market.

Por isso tudo, é fatal que um usuário mais antenado se interesse em experimentar outras ROMs compatíveis com o tablet. Acredite, não fazer isso é como se contentar em dirigir uma Ferrari usando apenas a primeira marcha.

O myPad é apenas um dos muitos tipos de tablets OEM, uma cópia do p10an01, de uma empresa chamada Shuttle (informações técnicas aqui e aqui e uma lista de outras encarnações aqui). Por ter características fortes foi bem recebido e adotado por muitos entusiastas do sistema operacional Android, ganhando várias ROMs customizadas.

Para instalar outra ROM no seu tablet não há segredo, basta alguma noção de informática. As mais comuns são a VegaComb e o famoso CyanogenMod.

O VegaComb é uma adaptação do HoneyComb 3.0 e é lindo, porém lento e com muitos bugs (pelo menos até a versão beta 1.6). Programas para HoneyComb são poucos mas aproveitam bem a tela do tablet, principalmente games, que rodam macio graças ao processador NVidia Tegra 2.

Mas a lentidão detona a experiência no uso diário, principalmente se você for do tipo que pula de um app para outro o tempo todo. Mas o pior nem é isso, são os muitos bugs, alguns bem graves. Não consegui instalar a versão mais atual do VegaComb, mas os relatos que li dão conta de que ainda é um sistema lento.

Já o CyanogenMod tem um desempenho um pouco melhor, porém também tem um ou outro bugzinho e uma resposta um pouco imprecisa dos toque na tela. Também achei ele um pouco feio. Esperamos novidades com a chegada de uma possível versão baseada no Ice Cream Sandwich, quem sabe?

Enfim, depois de uma análise acurada e uma longa meditação enquanto corria com os antílopes nas savanas da costa africana, conclui e posso dizer com 100% de acerto que hoje o melhor Android para o myPad é o Corvus5. Mas, hein?

O Corvus5 é uma ROM simples e honesta baseada no Froyo 2.2. Instalei sem muita fé e torcendo o nariz, mas acabou valendo muito a pena. Estou satisfeito. Ele é muito rápido, nele tudo funciona e bem.

mypad

COMO INSTALAR O CORVUS5 NO MYPAD

Esses são os passos pra você instalar o Corvus5 a partir de um myPad virgem:

  1. Antes de mais nada, faça um backup de seus arquivos importantes.
  2. Vá em Configurações > Aplicativos e marque “Fontes desconhecidas”.
  3. Desligue o tablet (ou apenas desmonte o cartão micro SD), retire o cartão do tablet.
  4. Usando um computador, coloque na raiz do cartão os arquivos .APK mais recentes dos programas z4root e Superusuer e os arquivos .ZIP das versões mais recentes do ClockWorkMod e do Corvus5 (procure todos eles no Google ou nos links no fim do post).
  5. Instale o z4root e habilite o acesso root.
  6. Instale o Superuser.
  7. Instale o ClockWorkModda seguinte maneira:
    • Com o tablet ligado no carregador, vá em Configurações > Software tool > Software Update. O arquivo zipado estará disponível para seleção. Clique nele, confirme e aguarde.
    • Quando o tablet for religado, terá o ClockWorkMod instalado. Daqui em diante, a partir dele, você poderá instalar ROMs facilmente e sem perigo.
  8. Instale finalmente o Corvus5da seguinte forma:
    1. Reinicie o tablet em Modo Recovery (não me lembro exatamente o comando certo, abra o app do ClockWorkMod e descubra).
    2. Usando os botões de Volume para pular entre as opções, o botão Voltar para voltar e o botão Homepara selecionar uma opção, faça o seguinte:
      1. Limpeza de cache e restauração (Wipe Cache Partition / Wipe Data Factory Reset).
      2. Localize, selecione e instale o arquivo zip do Corvus5 que está no cartão (Install Zip From SDCard > Choose Zip From SDCard).
    3. Depois de feita a instalação, que leva poucos minutos e é exibida na tela, faça um reboot.
  9. Ufa! Pronto!

NOTA 1: Não sou responsável por problemas na execução dessas modificações e não garanto que elas funcionem. E lembre-se que a garantia se perde ao alterar qualquer coisa no tablet.

NOTA 2: A princípio, esse é o método completo, mas ressalvo que não foi por esse método que comecei a brincar de trocar a ROM do meu tablet. Eu usei o modo descrito para instalação do Vegacomb que eu listei aqui, que é muito mais simples. Na dúvida, vá por esse caminho. Acredito que você pode simplesmente seguir aqueles passos trocando o arquivo ZIP do Vegacomb pelo do Corvus5.

Instruções originais e completas em inglês:

Zuando com seu Coby Kyros MID 1024

angrybirds

Um test-drive de durabilidade da bateria do 1024

Tirei o tab do carregador as nove da manhã mas o uso contínuo começou a uma hora da tarde. Navegação pulando de site em site, com o Dolphin browser. Nada de áudio ou vídeo, pouco game. Instalando, abrindo e fechando vários apps, o tempo todo com wifi ligado e com brilho de tela em 25%.

As quatro e meia da tarde o ícone da bateria ficou laranja, indicando que a carga estava em apenas 29%. As cinco e trinta e seis a bateria chegou a 15% e começaram os avisos pedindo recarga.

Então, o que tiramos disso? Cinco horas de uso moderado me parece uma média mais ou menos certa.

Zuando

Estou acompanhando alguns foruns onde existem tópicos com discussão animada sobre os tablets da série Kyros. Já existe um movimento para a conquista de algum update que melhore o tablet. A Coby deixou claro na FAQ da página do produto que não há planos de futura atualização, mas em se tratando de android isso funciona mais como estímulo do que freio para os consumidores mais engajados.
O fato é que uma atualização é importante para extirpar alguns bugs e melhorar a experiência de uso. Ela virá, sendo oficial ou não.

Substituindo o cartão de memória interno

Todos aqui concordam que 4 gb é pouco pra memória de um tablet? Sim!

Por sorte nossa, existem os pioneiros. Algum maluco abriu um tablet Kyros e descobriu que essa memória é simplesmente um cartão micro SD, bonitinho, lá dentro, num slot. E esse mesmo sujeito deve ter pensado que seria uma boa ideia trocar esse cartão por um maior. Felizmente vários (não todos) tablets da série Kyros são assim, incluindo o MID 1024.

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A parte mais difícil sem dúvida é abrir o bicho. Não é uma pena que os parafusos estejam fora de moda? Existem várias linguetas na borda interna da tampa traseira e elas devem ser empurradas para dentro com cuidado, uma por uma. É humanamente impossível começar esse procedimento sem riscar e machucar a junção da tampa como o corpo do aparelho, assim como ao fazer isso existe a possibilidade de quebrar alguma coisa, já que é um procedimento que necessita alguma força.

Esteja ciente disso antes de mais nada. E outra coisa: basta começar a abrir pra perder a garantia da loja ou da fábrica.

Só o penitente passará!

Clique aqui pra ver um vídeo aonde um doido explica como abrir a bagaça.

Depois dessa parte dramática, basta você descolar com cuidado o adesivo que cobre o slot do cartão, retirar o cartão com cuidado (lembre-se que o slot é daqueles de trava) e cloná-lo de alguma maneira. Veja aqui um tutorial passo a passo pra fazer isso.

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Um detalhe: o cartão original é um SanDisk classe 4. Guarde a imagem clonada do cartãozinho para que você possa depois fuçar a vontade no sistema e testar outras roms.

Eu usei o EASEUS Partition Master Home Edition (só faltou um Megablaster nesse nome…) para clonar o cartão original usando um pen-drive com o mesmo tamanho. Depois clonei o pen-drive num cartão de 8 gb.
Entenda, só usei o pen-drive como uma ponte, porque não tive como conectar os dois cartões ao mesmo tempo no computador. Se há algum modo mais fácil de fazer essa clonagem usando o EASUS, sou burro.

Depois basta colocar o cartão e montar tudo com o mesmo cuidado, travando por toda a borda mas começando o encaixe pela parte onde ficam os conectores.

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É aconselhável dar um hard reset depois de tudo feito. É assim: com o tablet desligado, aperte o botão Home e Power ao mesmo tempo. O logo Coby vai aparecer. Solte os botões. O modo recovery abrirá. Aperte o botão de volume para cima. Ele vai reconstruir todo o sistema. Espere alguns minutos e ele vai desligar. Pronto, pode ligar.

É isso aí. O que você está esperando pra ir lá desmontar o seu brinquedo?