Sony Playstation 3 – um review

Comprei um Playstation 3 para usar no arcade que estou fazendo. Vamos a um pequeno review desse console.

Este é o modelo Super Slim de 250GB fabricado no Brasil, código CECH-4214B 02. Edição especial GTA V.

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Esse modelo é 50% menor que o original, o tijolão lançado lá em 2006. Possivelmente essa será a última reformulação do console já que o Playstation 4 chegou.

Ele vem com apenas um controle DualShock 3 sem fio. Pelo que andei lendo por aí, pode não ser original. Não me pergunte! Eu vi isso aqui.

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Acompanha um cabo A/V, um cabo USB para sincronizar e recarregar o controle, cabo de força e o blu-ray do jogo Grand Theft Auto V com manual e mapa da cidade de Los Santos. A caixa por fora da caixa tem o tema do jogo.

Na parte da frente do console existem duas entradas USB 2.0 e os botões Open e Power. Em cima, a tampa do compartimento de mídia, que é de abertura manual. Na traseira temos a porta de rede (ele tem Wi-Fi também), saída HDMI, saída ótica, saída de vídeo componente e conector do cabo de força. A traseira também é quase toda ocupada pelas aletas de ventilação. O bicho esquenta bastante.

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A interface é bem intuitiva mas um pouco feia. Não tenho parâmetro de comparação com outros consoles mas achei que as transições entre telas e menus é um pouco lenta. A PSN também não escapa, não me agradou.

Baixei os pouquíssimos jogos gratuitos que encontrei na PSN americana mas não consegui jogar nenhum. Depois de horas de download, ao abrir o jogo, mais atualizações sem fim. Aliás isso é algo terrível, querer jogar e ter que esperar baixar alguma coisa que nem se sabe o que é exatamente. O que mais se vê são barras de progresso! A única alegria é o GTA V mesmo. Imagino que com uma conexão de Internet rápida de verdade a coisa seja diferente.

Como cresci acostumado com Atari e não me atualizei com essas modernidades, não tenho lá muita paciência. Vamos relevar isso 😉

Além de games o console oferece possibilidades de mídia como música e filmes de serviços como Netflix e Crackle. Bem legal.

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O cabo de vídeo que veio junto com o console é inútil, a imagem fica horrível e é impossível ler algumas coisas. Mesmo usando um cabo de vídeo componente não melhorou muito. HDMI é essencial, tanto é que os filmes em blu-ray que tentei assistir não abriram por exigirem esse tipo de conexão com a TV.

Bom, é isso. Esse foi mais um review paia by Roberto 😀

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Interface de áudio Roland Tri-capture UA 33 – um review

Todo o disco do supercaras foi gravado usando uma placa de som Creative Sound Blaster Audigy, uma placa básica e barata que obviamente possui limitações, mas boa o suficiente para servir ao propósito na época. Infelizmente essa placa não possui compatibilidade total com o Windows 8, que é o sistema operacional que uso atualmente, então me vi obrigado a procurar uma solução mais atual.

Depois de muito pesquisar e contar minhas moedas, cheguei ao modelo cujo review apresento abaixo.

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Uma interface de áudio externa ao invés de uma placa PCI

Existem excelentes sistemas profissionais de captura de som que usam placas PCI mas, se pensarmos em uso amador e doméstico, um modulo externo que se conecta via USB oferece a vantagem de uma vida útil maior, mais versátil e portátil, podendo ser usada em mais de um PC ou laptop.

Dentre as várias opções de interfaces Roland, a UA-33 fica num meio termo entre as básicas e os modelos top. Ela possui três tipos de entrada de sinal:

  • 1 entrada XLR de microfone (comum ou dos que usam alimentação de 48 volts);
  • 1 entrada P10 para guitarras e similares (com opção de impedância baixa ou alta);
  • 1 par RCA para entrada estéreo auxiliar (para linha de outros equipamentos como, por exemplo, um mixer).

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Também é interessante notar as opções de monitoração: uma saída par P10 balanceada e outra para fones de ouvido.

O diferencial desse modelo é o formato mesa e a presença de controles independentes de sinal, ou seja, botões de volume para cada entrada, o que torna seu uso muito indicado para streamings e podcasts. Se você quer montar uma webrádio, esse brinquedo é uma mão na roda.

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No painel estão quatro knobs: três para as entradas de sinal e um para o volume dos fones. Acima do knob de microfone fica o botão que liga o Phantom Power, fornecendo 48 volts para microfones condensadores. É importante cuidar para não ligar essa função quando se está usando um microfone dinâmico comum.

Há um botão para escolher entre três modos de uso (que descrevo logo abaixo), um para desligar a saída de monitor e outro para mutar as três entradas.

Acima do knob de instrumentos (guitarras, violões etc) fica o botão que muda a impedância dessa entrada. O manual não conta isso, mas no caso de guitarras, baixos ou violões elétricos com captação ativa, o botão Hi-Z deve ficar desligado.

Sonar, um soft profissional pra chamar de seu

O disco do supercaras foi gravado e mixado usando o software Cakewalk Sonar. E olha só que bacana: assim como todas as outras interfaces da Roland, a UA-33 vem com o excelente Sonar X1 LE para Windows. O custo benefício é considerável posto que o software sozinho custa cerca de 50 dólares. Acrescentando alguns bons plugins freewares é possível obter resultados profissionais sem gastar mais nada.

Modos de uso

A interface oferece três sets de modo de gravação próprios para determinados usos:

  • Mic/Guitar – grava usando o canal esquerdo para a entrada 1 e o canal direito para a entrada 2. O sinal da entrada 3 não é monitorado ou gravado e o do computador é monitorado mas não gravado. É o set básico para começar um projeto qualquer no Sonar.
  • All Input – mixa as entradas 1, 2 e 3 no centro do panorama estéreo. Nada deve ser ligado as entradas 1 e 2 se for o caso de gravar apenas o que vem pela entrada 3. Nessa configuração o áudio executado pelo computador não é gravado. Esse é o set correto para capturar o som estéreo de uma pickup, mixer, teclado, fazer karaokê, treinar solos etc. Lembrando que a faixa gravada pelo Sonar não será separada em dois canais mas sim uma única em estéreo.
  • Loop Back – a mesma coisa que a opção All Input porém incluindo o som executado no computador. Esse set não funciona caso o modulo esteja regulado para trabalhar com sample rate em 96kHz. É o set ideal para webradios, streaming ou captura de áudio da Internet.

Full duplex, sample rate e qualidade de áudio

Em se tratando de placas de áudio, full duplex é a capacidade que elas tem de processar a entrada e a saída simultaneamente num determinado sample rate (taxa de amostragem), que por sua vez é a amplitude de frequência padrão do áudio digital. A maior parte das placas é capaz de reproduzir o som com um sample rate suficientemente alto, porém quando se exige isso simultaneamente a uma gravação, as coisas se complicam e não são todas que oferecem um bom resultado.

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No processamento de áudio profissional, um sample rate alto na gravação e na reprodução é algo importante. Essa interface da Roland oferece até 96kHz mas não em fullduplex, ou seja, é possível reproduzir ou gravar com esse sample rate mas não as duas coisas ao mesmo tempo. Em termos simples: usando 96kHz você grava sem retorno ou reproduz apenas o que já está gravado. A melhor opção acaba sendo mesmo regular para 48kHz.

O ponto negativo fica justamente no modo como essa regulagem é escolhida. Ao invés de ser via software, ela é feita via clipware ou pontadecanetaware, por dois seletores de difícil acesso na parte de baixo do aparelho. Num deles você escolhe entre 44.1, 48 ou 96 kHz, sendo que neste último surge a necessidade de escolher entre Rec ou Play no seletor ao lado.

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Tirando esses pequenos detalhes, a interface tem seu charme e uma boa relação custo/benefício, sendo eficiente para uso não muito exigente e oferecendo resultado satisfatório.

Concluindo, deixo um teste prático.

Fiz um vídeo usando essa interface e gostei bastante do produto final. Captei o som com um microfone Leson SM58 velho de guerra, violão eletrificado ligado na entrada 2. Tudo gravado e mixado no Sonar X1. Áudio sincronizado com o vídeo usando o indefectível Windows Movie Maker. Veja aí e dê um joinha se gostar!

Binóculo Orion Explorer 10×50 – um review

No ano de Nosso Senhor de 1986, quando o cometa Halley passou perto da Terra, eu fui uma das muitas crianças que miraram os céus tentando entender o que era aquele fenômeno. No meio do hype em que o mundo entrou, foi com uma luneta bem simples que vi aquele risquinho insosso. Não encontrei uma foto dessa luneta, que era até que bem bacana, então fique com essa foto da Turma do Bambalalão como substituto.

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Enfim, volta e meia me pego observando as estrelas desde então, esperando minha Gigi descer com sua nave e me levar para o planeta Amor.

Acontece que esses dias eu fiz aniversário e resolvi me presentear com um telescópio pra observar melhor as estrelas. Sempre quis um mas nunca tive coragem de comprar, imaginando que logo ele ficaria abandonado num canto, me envergonhando secretamente.

O fato é que fui atrás de um telescópio e acabei voltando com um binóculo.

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Quando comecei a pesquisar por modelos de telescópios fiquei animado ao me deparar com preços de R$ 50,00 a R$ 100,00. Pensei que iria ser barato brincar de Galileu. Ledo engano. Assim que comecei a estudar um pouco sobre astronomia amadora, primeiros passos para iniciantes e etc, vi que o caminho não é esse.

Praticamente todo astrônomo amador ou profissional que se dedicou a escrever orientando iniciantes foi enfático ao indicar em primeiro lugar, além da observação a olho nu e um prévio estudo sobre a localização dos objetos celestes, um bom par de binóculos.

As razões para isso são muitas. Em resumo, seriam: ter uma visão mais ampla, usando ambos os olhos (se você não for um pirata) e com praticidade.

Com um telescópio (dos bons) você veria um pouco mais longe porém com campo reduzido. Poderia enxergar as luas de Júpiter com alguma facilidade e ver com algum detalhe os anéis de Saturno, desde que aprendesse o manuseio correto, montagem e desmontagem cuidadosa, aprendendo a apontá-lo para as regiões certas no céu etc. Mas acontece que um telescópio que poderia dar esse prazer, apresentando imagens nítidas, não custa 100, 200 ou 300 reais, além de exigir bastante paciência.

Por outro lado, com um binóculo de abertura focal de 50 mm e que aumenta 10 vezes (10×50), que é a medida padrão para uso na astronomia, você pode ver com detalhes suficientes várias coisas ocultas pela distância.

Como isso que acabei de falar não diz muito em termos práticos, veja essa imagem onde tento mostrar o que vi numa noite não muito limpa usando esse binóculo:

Clique para engrandalhecer
Clique para engrandalhecer

São as Plêiades, um aglomerado de estrelas muito próximas que a olho nu se mostram como um pequeno borrão esbranquiçado que passa desapercebido no negror noturno. Numa espiada rápida para esse pequeno ponto no céu, o binóculo que não parecia grande coisa mostrou seu poder honesto. Fiquei assombrado ao me deparar com um punhado de estrelas brilhantes que estão amontoadas ali. O quadro com o detalhe mostra a ampliação em dez vezes, mais ou menos o que vi. Mas estou me adiantando, vamos ao review.

Orion Stargazing Kit

Ficou claro depois de alguma pesquisa que eu não encontraria um telescópio ou binóculo bons por um preço baixo nas lojas de eletrônicos ou que vendem de tudo. No Brasil, as opções de qualidade estão limitadas a algumas poucas lojas especializadas. É um segmento de produtos caros, infelizmente. Encontrei esse binóculo na loja Astroshop e foi o que pareceu o melhor para o meu caso.

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O Orion Stargazing Kit é composto por um binóculo Orion modelo Explorer 10×50 WA com bolsa e tiras, um CD com o programa Starry Night Orion Special Edition, um mapa celeste e uma mini lanterna de luz vermelha.

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O 10×50 significa que ele tem lentes de 50 milímetros e que aumenta dez vezes. As letras WA significam que ele tem lentes grande-angulares (Wide Angle), o que quer dizer que esse tipo de binóculo tem um campo de visão particularmente amplo. Mais sobre esse detalhe aqui.

Outras características técnicas:

  • Campo de visão linear de 104m./914m
  • Campo de visão aparente: 6.5°
  • Conforto visual: 14.5mm
  • Saída de pupila: 5.0mm
  • Foco mínimo: 7m
  • Revestimento ótico: Fully-coated
  • Prismas: BAK-7 Porro
  • Ajuste de dioptria

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Acessórios

O mapa celeste, mesmo parecendo muito prático, é inútil pois só se aplica a regiões entre as latitudes 30 e 50. Aqui estou na -21. O programa Starry Night parece ter mais recursos que o excelente e gratuito Stellarium. A lanterna de LED vermelho é de metal e aparenta ser de alguma qualidade. Sua função é iluminar a carta celeste no escuro, sem ofuscar a vista.

O que vi e como vi

Além das Plêiades, pude observar Júpiter, que estava bem brilhante naquela noite, e as Três Marias. Também havia uma estrela muito brilhante próxima a Júpiter, que provavelmente era Aldebarã. Até que a noite foi bem proveitosa apesar de estar um tanto quanto nublada.

O binóculo pesa um quilo e tem o corpo todo emborrachado. Não é grande, mas com mãos pequenas é um pouco difícil regular o foco sem mudar a empunhadura.

É um pouco incomodo apontá-lo pro céu num angulo maior que 45 graus. O pescoço dói depois de alguns minutos. Um apoio faz falta às vezes, porque a tendência é que as estrelas fiquem dançando. O melhor é estar sentado ou mesmo deitado. O binóculo tem uma rosca entre as objetivas, o que possibilita afixá-lo num tripé de câmera comum se você usar um adaptador.

Alguns binóculos maiores, com medidas de 20×80, por exemplo, oferecem um nível de detalhes bem maior mas são muito difíceis de serem usados sem um tripé. Na astronomia, o limite de 10×50 é considerado o ideal para observações rápidas. Binóculos com medidas menores, 7×35, por exemplo, são mais indicados para observação de paisagem e pássaros, mas nada impede seu uso para observações astronômicas. O interessante dos 10×50 é justamente serem versáteis o suficiente para uso geral.

Também pude observar a Lua, que apareceu mais tarde e estava muito iluminada. Ela ficou com um bom tamanho e com muitos detalhes, mais ou menos assim:

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Conclusão

Concluindo, se você estiver procurando um telescópio para observar o céu, considere antes um binóculo. Sairá mais barato, será mais fácil de usar, muito mais prático e polivalente. Segundo o que li, todo astrônomo profissional ou amador deve começar com um e tê-lo como complemento. Fuja de marcas genéricas e daqueles que prometem ampliar 100, 200 vezes ou você pode acabar se decepcionando.

Se estiver convicto de que quer um telescópio mesmo, prepare-se para desembolsar uma boa grana ou jogar dinheiro fora com esses modelos baratos. Um modelo de telescópio que vale a pena é o Galileoscopio, se você estiver disposto a importar e pagar os impostos.

Você encontra muita informação sobre astronomia amadora e equipamentos nos seguintes endereços:

Iniciação as observações astronômicas

Binóculos para astronomia

Cosmobrain

Mouse sem fio do DealExtreme – um review

Menos um fio na minha mesa!

Eu já cheguei a estragar um ou dois mouses por puxar com certa violência o fio que insiste em enroscar. Quem nunca?

O mouse Rapoo (provavelmente falso) que veio do Deal Extreme é um mouse wireless de 2,4GHz de 10 metros de alcance. Funciona com uma pilha AA e um pequeno adaptador USB. Basta plugar, ligar o pequeno botão que fica na parte de baixo e pronto, ele funciona na hora.

A resolução (DPI) deve ficar entre 500 e 1000. Não senti diferença entre ele e meu mouse genérico. Para uso convencional e não exigente, deve servir bem. Ele vem com um botão para aumentar ou diminuir a velocidade do ponteiro.

As vezes ele dá uma pequena enroscada, mas em geral tem funcionado a contento. Pelo preço valeu: apenas 7 obamas. O que vai definir se foi um bom negócio será a durabilidade da pilha.

Após algum tempo de inatividade, o mouse entra em modo stand by, o que deve auxiliar na economia de energia. Para acordá-lo basta apertar um dos botões.

As vantagens de usar um mouse sem fio são várias: poder se afastar do computador e controlá-lo a distância, usar o mouse em posições mais confortáveis ou com a mão esquerda. Quem não quer prevenir uma eventual Lesão por Esforço Repetitivo, não é?

 

Aparelho Auditivo Powertone F-138 – um review

Aparelhos auditivos costumam ser caros. Não tanto por causa do aparelho em si, mas sim pelo que está por trás: consultas médicas, personalização, suporte técnico. Investe-se no mínimo uns R$ 500,00 nisso logo de início, podendo chegar a alguns milhares de reais, dependendo do caso.

Meu irmão está com uma perda auditiva notável faz algum tempo e vinha se isolando muito ultimamente. Na última consulta com um ornitorrincolaringologista, uma limpeza não foi o suficiente. O médico sequer propôs o uso de um aparelho, não sei por quê. Provavelmente porque não é irmão dele.

Nos meus passeios no DealExtreme acabei topando com vários modelos de aparelhos auditivos do tipo retroauricular, que são aqueles que ficam pendurados atrás da orelha. É o tipo mais simples e barato que existe, sendo indicado para uso geral, tanto para perda auditiva leve como moderada. Por apenas dez doletas, resolvi arriscar e comprei logo dois do modelo com melhores reviews e notas, que atualmente é esse aqui.

Os gadgets chegaram essa semana depois de um mês e pouco de espera. Como o resultado foi bastante interessante, achei por bem compartilhar. Publico aqui mais um dos meus famosos reviews.

Apenas para que você não torça o nariz logo de cara, aviso que tenho ótima audição, além de ser músico e manjar das putarias eletrônicas, então posso discorrer sobre o assunto com alguma propriedade, ok? Duvido que existam muitos otorrinolaringologistas que possam dizer o mesmo.

Na caixa com acabamento que realmente impressionou pela qualidade, vêm, além do aparelho, duas almofadas ou adaptadores de silicone de diferentes tamanhos, uma pecinha extra de conexão earphone/adaptador, duas baterias AG13 de 1,5 volt e o manual de instruções.

Em termos simples, esse aparelho é apenas um mini amplificador de som ligado a um microfone, provavelmente de eletreto igual ao que você usa no computador, e um pequeno altofalante comum usado em fones de ouvido.

As especificações técnicas são as seguintes:

  • Controle com 4 níveis de volume
  • Usa 1 bateria AG13 de 1,5volt
  • Intensidade máxima: 130 +/– 5dB
  • Sensibilidade ou ganho: >= 50dB
  • Distorção: =< 5%
  • Nível de ruído: =< 30dB
  • Frequência de resposta: 300Hz a 4000Hz

Nada mal para um aparelho tão barato, imagino que isso se deva ao fato de ter uma tecnologia simples e consolidada. O espectro de frequência situa-se numa faixa aparentemente estreita, mas é aí que passeia a voz humana. Não é um aparelho para melhor apreciar Chopin, é para entender uma conversa. De fato, uma faixa mais estreita pode ser mais vantajosa dependendo do caso. A título de comparação, um par de fones de ouvido comum responde entre 20Hz a 20000Hz, que é todo o espectro inteligível pelo ouvido humano.

A sensibilidade é suficiente, embora maior fosse desejável. A potência sonora também está de bom tamanho. Os únicos itens preocupantes são o nível de ruído e de distorção, que estão condicionados intimamente a qualidade do circuito.

Outros pontos negativos: nem sempre o corpo do aparelho se acomoda bem atrás da orelha e a almofada pode não ficar suficientemente encaixada no canal auditivo. Essas duas coisas podem gerar realimentação sonora, conhecida como microfonia, que produz um apito desagradável. Percebi que o aparelho facilmente produz microfonia.

 

Usei o aparelho por alguns minutos. É estranho para quem escuta normalmente pois toda a percepção dos sons ambientes muda para pior. Se você já ouviu com fones de ouvido alguma gravação feita com aqueles minigravadores, sabe mais ou menos como é. O resultado é oposto para quem não ouve bem, pois com ele fica mais fácil perceber os sons ao redor, principalmente diálogos.

 

Na parte traseira estão o botão de volume e o de ligar/desligar. Na parte de baixo fica o compartimento da bateria, que é um tipo de gaveta. A durabilidade da bateria é um mistério por enquanto e deve depender muito da qualidade dela e do nível de volume que se usa no aparelho. As baterias que vieram junto provavelmente são das mais baratas. No DealExtreme é fácil encontrar cartelas com 50 ou 100 baterias por um preço que faz qualquer ambientalista chorar clorofila.

 

O manual é completo na medida do possível, dando ênfase no que se refere a manutenção. Achei excelente a qualidade material do aparelho. O acabamento é muito bom, dá uma boa impressão de durabilidade, o que é estranho por um preço tão baixo. Agora, se vai durar mesmo, só o tempo dirá.

 

Conclusão

Se você tem algum parente ou amigo cuja perda auditiva esteja prejudicando o convívio social, que seja refratário a visitar médicos ou mesmo pobre demais para comprar um aparelho melhor, essa pode ser uma opção fácil e barata. Mas vamos combinar que é muito importante consultar um médico antes de qualquer coisa, ok? O aparelho não faz milagres e apenas um profissional pode definir qual a melhor solução para cada caso. É preciso ter muita atenção e cuidado com as coisas que você enfia nos ouvidos.

Publicando seu livro do jeito mais fácil do mundo

Foi-se o tempo em que para ver seus escritos publicados era preciso que antes uma editora apostasse no escritor. Hoje qualquer idiota pode publicar um livro. Até mesmo eu! Ou você.

A impressão sob demanda surgiu há alguns anos na gringolândia e ficou popular com muita rapidez no mundo todo. O primeiro grande site a oferecer esse serviço foi o Lulu. Depois vieram muitos, muitos outros.

Imagino que você concorde comigo que, no caso do Brasil, não é interessante usar serviços estrangeiros, visto que o frete para cá encarece o livro, além de haver um tempo extra para a entrega. Aqui, atualmente temos duas empresas que prestam esse tipo de serviço via Internet, a PerSe e o Clube de Autores.

Hoje, com a ascensão dos ebooks, não se sabe como ficará esse mercado. Por enquanto está no auge. O preço do livro impresso sob demanda, que no começo era bem salgado, caiu consideravelmente, de modo que já se compara ao de edições de grandes editoras.

COMO FUNCIONA?

Funciona da seguinte forma: você envia seu texto num arquivo digital (doc, pdf) de acordo com o padrão definido pelo site, escolhe e monta a capa, escolhe as características do livro (tipo de miolo, de capa) e publica o livro na loja do portal. Pronto, daí basta alguém comprar um exemplar para que ele seja impresso. Nada de estoque ou tiragem mínima. Obviamente, uma compra de vários exemplares recebe um desconto especial.

Esse tipo de serviço não só tem saciado a vaidade de escritores amadores e “de gaveta” como também tem sido uma mão na roda no uso acadêmico, para pequenos editores e para autores profissionais, que veem no serviço um caminho prático, rápido e finalmente barato de ter suas obras devidamente impressas.

Quando fiz o Melhores posts de sempre, que é a coletânea dos (creio eu) melhores textos que publiquei aqui nos últimos anos, fui atrás desses serviços. Coloquei o livro a venda em três deles: PerSe, Clube de Autores e o gringo Create Space.

Encomendei um volume de cada serviço e agora, com a chegada do último exemplar, apresento essa pequena análise do produto dessas três empresas.

PERSE

  • Tempo total entre compra e entrega: 5 dias.
  • Preços: R$ 50,50 + R$ 5,37 de frete.
  • Características: 14x21cm, 175 páginas, brochura, capa cartão c/ orelhas, papel “especial livro” 75g, miolo em cores.
  • Pontos positivos: liberdade para confecção da capa, disponibilização também como ebook grátis ou não.
  • Ponto negativíssimo: sem opção de colocar título na lombada.

O PerSe é novo e ainda tem muito a melhorar, principalmente no design do portal, que é feio. O livro foi confeccionado e entregue rapidamente e a qualidade da impressão ficou muito boa. Mesmo as fotos coloridas não tendo sido enviadas na resolução recomendada – 300dpi – elas ficaram bem nítidas. O único problema sério é a falta de opção de inserir o título da obra na lombada. Não consigo imaginar a razão disso. O processo de envio do arquivo pdf e criação da capa é fácil e simples, assim como no Clube de Autores.

CLUBE DE AUTORES

  • Tempo total entre compra e entrega: 12 dias.
  • Preços: R$ 23,84 + R$ 6,14 de frete.
  • Características: 14,8x21cm, 175 páginas, brochura, capa c/ orelhas, papel couche 90g, miolo em preto branco.
  • Pontos positivos: opção de o comprador poder escolher miolo colorido ou preto e branco, várias opções de capas com ilustrações autorizadas predefinidas.
  • Pontos negativos: limitação de design da contracapa.

Vou confessar uma coisa: Lá pelos idos de 2009, quando eu ainda acreditava que me tornaria um grande escritor de ficção, usei o Clube de Autores para imprimir um conto. O Clube de Autores já está no mercado brasileiro faz uns bons anos.

Gostei muito da qualidade da impressão, as fotos convertidas automaticamente para branco e preto não ficaram borradas. Fiquei muito satisfeito com a capa que, ao contrário da do PerSe, que é brilhante e menos espessa, é daquelas foscas, com aspecto encerado. Bem profissional e super moderno! Só não gostei mesmo foi da obrigatoriedade dos logos na contracapa, juntamente com um QR-code (que deveria levar a uma busca pelo nome do autor no site mas que, por conter um erro, não encontrou nada).

CREATE SPACE

  • Tempo total entre compra e entrega: 17 dias.
  • Preços: U$ 4.50 p/ o autor ou U$ 6.28 p/ leitores + U$ 7,98 de frete.
  • Características: 6”x9” (15,24×22,86cm), 150 páginas, brochura s/ orelhas, papel “cream” 90g, miolo em branco e preto.
  • Pontos positivos: Gera números de ISBN (só dos EUA), liberdade na criação da capa, oferece outros produtos por demanda, como DVDs e CDs e canais de divulgação e distribuição pela Amazon (por um custo extra).
  • Pontos negativos: demora na entrega, burocracia para liberar vendas, sem opção de orelhas na capa.

O que surpreende no Create Space é a burocracia para liberar a venda de uma obra. Assim que você termina de preparar o livro para publicação, você é orientado obrigatoriamente a comprar um exemplar. Só depois de alguns dias (onde se presume que você tenha recebido o exemplar) será liberada a opção de disponibilizar o livro para venda. Caso você encontre algum defeito ou problema e for necessária alteração e outro envio do arquivo matriz, precisará comprar outro exemplar. Quer dizer, na verdade é um bom dispositivo para garantir qualidade, mas complica bastante. O Create Space tem o sistema de criação de livro mais sofisticado e oferece liberdade na criação de capas, mas infelizmente não oferece a opção de capa com orelhas.

O interessante é que o serviço também oferece a manufatura de CDs e DVDs, para distribuição de músicas e filmes. O serviço tem um parceiro (ou dono?) de peso: a Amazon. Com um custo extra você consegue colocar sua obra a venda nesse megaportal.

Mas não gostei da impressão feita por eles. Achei o papel cream amarelado demais. A definição das fotos ficou um pouco baixa, granulada. Eu sei que todos os serviços pedem imagens em 300dpi, mas esse foi o único em que a baixa resolução ficou evidente. De modo geral, o exemplar passa uma impressão de baixa qualidade.

CONCLUSÃO E OUTRAS OPÇÕES

Existe uma alternativa para publicação que não envolve derrubar árvores. Tanto o PerSe quanto o Clube de Autores oferecem a venda do livro também em forma de ebook, enquanto existem muitos outros que trabalham exclusivamente nessa área, como o Smashwords e o BookiC. Com serviços desse tipo você pode oferecer o livro por um preço bem mais convidativo.

Dentre os três serviços de impressão por demanda que testei é difícil eleger o melhor porque a escolha não se limita somente a qualidade do produto. Em termos de qualidade da publicação, o Clube de Autores parece estar na frente, mas o PerSe não fica muito atrás. Em contra partida, o Create Space oferece maior possibilidade de distribuição e divulgação, mesmo sendo um serviço internacional.

Mas não há motivo para não usar todos os três e tantos outros, afinal o alcance acaba sendo maior.

Alguns dos serviços de publicação sob demanda e/ou em ebook:

 

Teclado Apple Wireless – um review

Ainda não consegui me acostumar a digitar em telas de tablets. Há algum tempo venho tentando encontrar uma solução em forma de teclado. Como existem infinitos modelos, dos mais variados preços, tipos e tamanhos, fiquei indeciso e somente agora que comprei um iPad me decidi por um. Pois é, um teclado da Apple. :p

Bom, eu já sabia mais ou menos o que eu queria: um teclado sem fio, pequeno e que pudesse ser usado em qualquer dispositivo com bluetooth, mas que fosse confortável e eficiente em primeiro lugar.

E me preocupava muito a durabilidade da bateria. Trauma, porque tive um mouse sem fio que, para ser mantido sempre em uso, exigia um carregador 24h na tomada, com um par de pilhas palito de reserva. Eu precisava gerenciar todo um esquema de logística para não ficar sem mouse no meio da tarde, era um saco.

Um teclado caro

A qualidade dos produtos da Apple é algo que eu conhecia apenas de longe, naquilo que eu lia e via através de análises e reviews, mas mesmo assim fiquei impressionado ao ver isso pessoalmente quando comprei meu iPad. Por isso, pensei que seria interessante ver o que a Apple oferece em termos de teclado sem fio, já imaginando, claro, que seria uma deliciosa facada no olho.

Antes, vejamos. Um teclado genérico, desses que vem de brinde em caixa de cereais, custa em torno de R$ 15,00. Um teclado dos bons, daqueles sem fio e que vem com mouse, em torno de R$ 125,00.

Quanto você pagaria por um teclado bonito, feito em alumínio, com bom desempenho e durabilidade de um mês de bateria? Duzentos e pouco rola?

Um mundo sem tantos fios

Quando comecei a ponderar a compra do Apple Wireless Keyboard me veio a cabeça um antigo sonho: eliminar os fios que cobrem minha pequena escrivaninha. Tive a ideia de usá-lo não só com o iPad quando estiver no trabalho, mas também substituindo o teclado do notebook. Com esse teclado e usando unicamente o monitor extra, poderia deixar o notebook fechado, discretamente no canto. Agora que estou confiante de que o iPad vai suprir minha necessidade móvel com maestria, o notebook não vai precisar passear por aí.

Por enquanto estamos em testes. Vai depender muito da durabilidade das pilhas do teclado. Ele usa um par AA e já vem com duas, alcalinas. É conhecimento comum, pelo que andei lendo por aí, que ele as consome em um mês de uso normal. Se for mais ou menos isso, vai dar certo.

Aparência e solidez

Ele é lindo. Frio e sem alma, asséptico como um instrumento cirúrgico, neutro como a Suíça. É pequeno mesmo, apenas 282mm x 132mm. Seu charme funciona como um campo de força que torna impensável descarregar nele a fúria que a falta de ideias para escrever pode causar.

  

O desenho é extremamente minimalista, como você pode ver pelas fotos. Caixa em alumínio escovado. Teclas quadradas e com textura áspera. Não muito leve e bem sólido, apesar da aparência delicada.

Eficiência no uso

Fingi ser um escritor tendo um ataque de criatividade, escrevendo com vigor. Ficou firme na mesa graças as borrachas na parte de baixo. Ele não é barulhento como a maioria dos teclados. Dependendo do tipo de uso, a ausência do teclado numérico pode ser um problema.

O brasileiro é uma gambiarra

Na verdade esse é um teclado para Macs cheirosos, não para computadores populares rodando Windows Perna de Pau. Ele tem algumas teclas de nomes diferentes e funções próprias dos sistemas operacionais da Apple e que não funcionam no Windows.

 

Para começar, não é nem abrasileirado, ou seja, não tem uma tecla ç e os comandos de acentuação padrão ABNT II. Pra quem nunca teve aqueles primeiros teclados, onde o caminho para acentuação era outro, pode ser um incomodo enorme. Quem já tem alguns anos de janela com teclados de todo tipo, tira de letra (olha! um trocadilho!). Se você faz questão de ter um teclado brasileiro, esse não é feito para você. Aliás, a Apple nem fabrica esse teclado nessa versão. Mais uma prova de que o brasileiro foi um acidente histórico.

Então, ao ser instalado pela primeira vez, o que é bem simples, é preciso configurá-lo para inglês internacional. Se você quiser usar as teclas com comandos especiais do Mac, pode conseguir isso usando esse programinha aqui. Foi um achado, sem ele as coisas ficariam difíceis. Me incomodou a ausência da tecla delete (aquela que apaga do cursor pra direita, dã!). Usando esse programa, que deve rodar no start do Windows, o comando fn + backspace resolve.

Concluindo

Um excelente teclado, mas com limitações que dificultam o uso com Windows. Portátil, charmoso e caro. Entretanto, se for verdadeiramente econômico com as pilhas, penso que vale o preço.

[ATUALIZAÇÃO – As pilhas duraram NOVE MESES!]