Seis filmes que podem mudar seu mundo enquanto o fim do mundo não chega

Alô você que está aí no seu bunker aguardando o desenrolar dos fatos e um eventual fim do mundo como o conhecemos. Enquanto você espera, nada melhor que passar o tempo assistindo um filminho, sim ou não? Então ligue o gerador, prepare a pipoca (com pouco sal) e dê o play!

Uma verdade inconveniente
O ex-vice-presidente dos Estados Unidos, Al Gore, apresenta uma análise da questão do aquecimento global, mostrando os mitos e equívocos existentes em torno do tema e também possíveis saídas para que o planeta não passe por uma catástrofe climática nas próximas décadas.

Uma Verdade Inconveniente – An Inconvenient Truth (2006) Legendado PT from MDDVTM TV7 on Vimeo.

Super Size Me – A dieta do palhaço
O diretor Morgan Spurlock decide ser a cobaia de uma experiência: se alimentar apenas em restaurantes da rede McDonald’s, realizando neles três refeições ao dia durante um mês. Durante a realização da experiência o diretor fala sobre a cultura do fast food nos Estados Unidos, além de mostrar em si mesmo os efeitos físicos e mentais que os alimentos deste tipo de restaurante provocam.

Link para o filme: http://www.youtube.com/watch?v=XiaET24DwaU

Capitalismo, Uma História de Amor
Michael Moore apresenta uma análise de como o capitalismo corrompeu os ideais de liberdade previstos na Constituição dos Estados Unidos, visando gerar lucros cada vez maiores para um grupo seleto da sociedade, enquanto que a maioria perde cada vez mais direitos.

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Terráqueos
Provocante documentário que relata a dependência e a exploração cruel e desrespeitosa da humanidade com relação aos animais, tanto para companhia (pet-shops, fábricas de filhotes e abrigos), alimentação (criação, abate), vestimentas (comércio de peles e couros), entretenimento (circos, rodeios, touradas), e pesquisa científica (experimentos científicos, testes de cosméticos). O filme é narrado pelo indicado ao Oscar Joaquin Phoenix e apresenta músicas criadas pelo artista de platina renomado pela crítica Moby. Em 2005 ganhou 3 prêmios em 3 festivais diferentes Boston, San Diego e Artivist.

A era da estupidez
O filme mostra a que ponto chegou a destruição ambiental no mundo e alerta para a responsabilidade de cada indivíduo em impedir a anunciada catástrofe global. Misturando documentário e ficção, o longa é estrelado pelo ator indicado ao Oscar, Pete Postlethwaite, que interpreta um velho sobrevivente no devastado mundo de 2055. Ao assistir a diversas imagens de arquivo do início do século 21, ele se pergunta, arrependido, “por que não prevenimos as mudanças climáticas do nosso planeta enquanto ainda havia tempo?”.

A era da estupidez – The Age of Stupid (2009) LEGENDADO PT from MDDVTM TV3 on Vimeo.

Religulous
Um documentário, em que o apresentador Bill Maher dá o seu depoimento sobre a religião no mundo todo. O diretor Larry Charles seguiu Maher ao redor do mundo para falar com as pessoas sobre religião e Deus.


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Seu pequeno lago de luz tremula

Com frequência, a desgraça humana evitável é causada menos pela estupidez do que pela ignorância, sobretudo pela nossa ignorância sobre nós mesmos. Minha preocupação é que, especialmente com a proximidade do fim do milênio, a pseudociência e a superstição parecerão mais sedutoras a cada novo ano, o canto de sereia do irracional mais sonoro e atraente. Onde o escutamos antes? Sempre que nossos preconceitos étnicos ou nacionais são despertados, nos tempos de escassez, em meio a desafios à auto-estima ou à coragem nacional, quando sofremos com nosso diminuto lugar e finalidade no Cosmos, ou quando o fanatismo ferve ao nosso redor – então, hábitos de pensamento conhecidos de eras passadas procuram se apoderar dos controles.

A chama da vela escorre. Seu pequeno lago de luz tremula. A escuridão se avoluma. Os demônios começam a se agitar.

(Carl Sagan – O mundo assombrado pelos demônios, 1995)

The Beatles 2 – A missão

Um amigo me mandou a notícia de que alguns filhos dos integrantes dos Beatles estão se reunindo pra formar uma banda. Até aí tudo bem, penso até que é uma ação tardia. O que me deixou espantado mesmo foram essas duas imagens:

The Beatles B

The Beatles B

O loco! Olha esses caras! Talvez a gente consiga uma versão Beatles do Mundo Bizarro, que tal? Os originais não eram lá aquela maravilha de bonitos, mas tinham uma aparência normalzinha. Agora, esses caras aí…

E dessa vez não dá pra culpar a Yoko porque o dela é o menos freak.

Nada vai mudar meu mundo

A não ser que eu queira.

Sou um cara muito chato, quem me conhece é quem diz. As causas da minha chatice variam, também de acordo com o que reportam sobre mim: falta de mulher, falta de surra, falta de dar o cu. Todo mundo tem uma solução sobre o “problema roberto”.

De fato vejo que sou bem chato mesmo, e a culpa é somente minha, nada que fatores externos vão mudar, mesmo porque a mudança deve ocorrer de dentro pra fora. Então isso exclui eu ter que sair dando o cu. Vá dar o cu você.

A vida é uma viagem de autoconhecimento. Eu acredito que devamos todos tentar melhorar, mas isso é um trabalho unicamente interno. Mude seu coração e mudarás o mundo, pelo menos ao seu redor. Eu realmente acredito nisso, e acredito principalmente no exemplo. Dar exemplo é ensinar com eficácia.

Não fale-me sobre como as coisas devem ser, seja um exemplo para mim. Por minha parte, não tentarei te forçar a nada. Se você tiver que aprender alguma coisa comigo será através do meu modo de ser.

Acredito que mudei muitíssimo nos últimos anos. Para você vislumbrar isso numa perspectiva concreta, posso sintetizar essa mudança em três coisas: parei de seguir velhos sonhos, parei de fumar, me tornei vegano.

Mas calma, wait for the cream. Não é tão trivial quanto parece. São mudanças de hábito aparentemente simples, mas cada uma delas demorou e levou o tempo necessário de germinação, nascimento e amadurecimento e estão profundamente enraizadas no que acredito e no modo como vejo o mundo atualmente.

São mudanças tão fortes para mim que quando olho para o meu passado vejo que fui cego e que agora estou no caminho certo. Percebo que vivi até então com os olhos vendados e hoje finalmente entendo uma pequena parte do mundo ao meu redor. Uma pequena parte.

Já ouvi gente dizendo que as pessoas não mudam, apenas aprendem a se policiar. Não é verdade, quem quer mudar, sente que precisa mudar e muda. Essa noção de que apenas aprendemos a nos policiar parece coisa de sociopata. Com certeza deve ter muita gente que apenas finge ser gente. Não é o meu caso. É o seu?

Só posso falar de mim.

Tenho muito que melhorar ainda. Tenho defeitos graves, sei disso mais do que qualquer pessoa. Mas não parei, estou caminhando, porque é caminhando que se chega as encruzilhadas, e é nas encruzilhadas que tomamos decisões.

O caminho longo nos dá o tempo necessário para escolher bem quando chegar o momento. As vezes ficamos com algo vindo e voltando na nossa cabeça, sem conseguirmos uma solução. Volta e meia damos de cara com o mesmo problema, deixa-mo-lo de lado por algum tempo mais, e ele volta. E finalmente a solução se configura certeira porque finalmente estamos prontos para ela.

Certa vez eu estava assistindo pela milionésima vez o clipe de Fiona Apple da sua versão da música “Across the universe” dos Beatles. Joguei um “Nothing’s gonna change my world” no Twitter e uma amiga retrucou: a não ser que você queira.

Sim, é verdade. Se eu quiser, meu mundo pode vir a ser diferente.

E é isso.

Pra você que leu esse texto todo até aqui e achou que não valeu a pena o tempo da leitura, na tentativa de ser-lhe útil de alguma forma, deixo ao menos essa curiosidade interessante e uma bela canção:

Across the universe é uma das mais lindas canções dos Beatles e foi feita em 1968. Tudo indica que foi composta unicamente por John Lennon, apesar de levar o selo Lennon/McCartney.

Lennon a gravou e regravou diversas vezes sem nunca chegar a um resultado que o satisfizesse. A música acabou saindo no álbum Let it be, de 1970, unicamente porque Lennon insistia em tocá-la durante os ensaios e gravações do filme homônimo ao disco. Aparentemente ele nunca desistiu dela, ou ela nunca desistiu dele.

Num evento muito peculiar levado a cabo pela NASA para celebrar seu aniversário e o do Deep Space Network (rede internacional de antenas usada para comunicação com naves e bases espaciais), aproveitando o aniversário de 40 anos da canção, no dia 4 de fevereiro de 2008, usando uma antena de setenta metros de altura localizada na Espanha, a NASA transmitiu “Across the universe” em direção a Estrela Polar, distante 431 anos-luz da Terra.

“Across the universe” é uma música muito louca, com uma letra muito louca e que ainda hoje deixa inquietos os espíritos dos que a ouvem.

Fontes: Wikipedia.