Videogame Dynacom Dynavision Cybergame – um review

Quando eu estava procurando um game para meu irmão, eu conheci esse pequeno console da Dynacom (que é uma divisão disfarçada da Cyberdyne). Considerei comprá-lo mas não o fiz porque eu queria algo portátil.

Mas, se você acompanha esse blog deve saber, estou metido num projeto de construção de uma máquina arcade e acabei comprando esse pequeno console visando usá-lo nessa máquina… Você precisa ler lá pra entender como, ok? Vamos ao review.

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A primeira coisa que você precisa saber é que a Dynacom evaporou no começo de 2011 e nada mais se sabe. Então vai ser um pouco difícil encontrar esse console, não sei se continua a ser fabricado… A marca Dynacom teve seu auge nos anos 80/90, quando fabricava clones do Atari e Nintendo usando o jeitinho brasileiro de viver. Isso se reflete até hoje, nesse que talvez tenha sido seu último lançamento.

Esse console é mais um… quer adivinhar? Surpresa, mais um emulador! O que o torna muito atrativo. A Dynacom não teve escrupulos em escrever na caixa “Jogue na TV milhares de games freeware da Internet”. Hello? Quer dizer que tá liberado usar ROMs de jogos que não tenho? A Dynacom disse que pode! CORRÃO!

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E o aparelhinho tem potencial, segundo dizem os aficcionados. Leia esse comentário extraído de um fórum de gamers:

Não é apenas um simulador de jogos de Mega, o Cybergame tem potencial para se tornar um verdadeiro Dingoo de mesa, podendo emular quase à perfeição jogos que vão dos 8 aos 32 bits, passando por Game Boy Color, NES, SNES, Mega e fechando com o GBA! Imagine ter a maioria dos jogos destes consoles à sua disposição em um aparelho que permite dois jogadores e é menor que o Zeebo! Isso sem falar nas funções multimídias! O Cybergame pode se tornar o verdadeiro Eldorado dos retrogamers!

Assim como o MD Play da TecToy, o Cybergame falha algumas vezes na emulação. Coisa pouca, mas é aquela: os mais exigentes se incomodam. Pra quem quer perfeição, ou fica com os consoles originais ou usa um emulador de verdade no PC, como o MAME.

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O console é bem pequeno e leve, como um roteador de rede. o plástico da caixa tem algumas rebarbas e aparência de baixa qualidade. Muita gente não gostou da combinação de cores. Particularmente, eu gosto do laranja. 😛

Na parte frontal estão as duas conexões de joystick padrão DB-9, slot de cartão SD, porta mini USB, sensor do controle remoto, botão de reset e botão de power. Na traseira, saídas de áudio estéreo e vídeo no padrão RCA, além da conexão de fonte. A fonte é bivolt automática, semelhante as de celulares.

Os joysticks seguem a linha de cores do console. São bem ruins, tive sorte de receber um par em que um deles precisa ter os botões esmagados para que os comandos funcionem. Alguns minutos jogando e já fiquei com os dedões doloridos.

A interface é simples e fácil de usar. Além de jogar, você pode usá-lo para tocar vídeos em formato AVI e RMVB, músicas, ler textos em TXT e ver imagens. É um pequeno media center.

O controle remoto toma o lugar dos joysticks quando o que se quer não é jogar, mas também torna fácil regular o volume quando se está no meio da jogatina.

Junto com o console vem um cartão SD de 4 GB e um adaptador USB. Cara, cabem muitas ROMs nesse cartão! Logicamente, só use ROMs cujos jogos originais você já tenha. 😉

Também é possível acessar o cartão e a memória interna do console através do cabo USB que o acompanha.

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O console Cybergame fez um parzinho com meu Box de TV da Leadership.

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O que é ruim nesse game?

  • O design do menu é muito feio e navegar nele é uma ação lenta, pouco além do tolerável, principalmente se a lista de jogos no cartão for muito grande.
  • Haverá futuro para o console? A marca sumiu, os sites oficiais simplesmente sairam do ar. Como ficará o suporte?
  • Os joysticks são claramente ruins. Uma parte delicada que define a experiência e que pode deixar o jogador com raiva do aparelho. E outra, apesar de usarem o padrão de conector DB9, eles são proprietários, ou seja, outros controles não servem. O que acontece quando meu joystick quebrar?

Se vale a pena? Depende. Penso que é um bom brinquedo para brincar com os filhos, não ocupa espaço na sala e o preço é convidativo.

Mais informações, truques e dicas:

Vídeo game portátil MD Play – um review

Há setecentos anos, no planeta Aries, um garoto conhecido como Alex Kidd vivia no Monte Eterno. Ali ele treinava o Shellcore, técnica que permitia alterar e endurecer as mãos a ponto de conseguir quebrar pedras com elas.

Meu interesse por videogames já foi maior, mas me recordo com carinho de Alex Kidd in Miracle World, um dos pouquíssimos que joguei até gastar os dedos e o cérebro.

Recentemente dei pro meu irmão um videogame portátil da TecToy que vem com 20 clássicos da plataforma Genesis/Sega, do Mega Drive. Um brinquedo que me surpreendeu bastante.

Esse gadget é mais um exemplo de produto OEM, pois é vendido no mundo todo sob vários nomes. Funciona como um console Mega Drive de 16bits tradicional. Bem, segundo os aficcionados, não chega perto do original, mas pra muitos, onde me incluo, tem lá suas vantagens e encanto. Vamos ao review!

O MD Play é na verdade um emulador portátil, semelhante ao Dingoo. A TecToy lançou, além do game, dois cartões SD com (poucos e horríveis) jogos adicionais. Isso mesmo, cartões SD, o gadget tem um slot.

Não demorou muito para que alguém descobrisse que bastava copiar o arquivo .bin da ROM de um jogo dentro de uma pasta chamada GAME no cartão para que o emulador o rodasse. Bingo!

A partir daí o gadget teve o custo/benefício repensado e desapareceu magicamente das gôndolas. Por que será? 🙂 Isso foi em 2009.

Imagine isso: existem arquivos torrent disponíveis com 2GB de ROMs da Sega/Genesis. O céu é o limite. É bom lembrar que, para não sofrer penalidades legais, você precisa ter os cartuchos originais se pretende usar esse recurso.

Hoje, passada a correria do estouro da boiada, é possível encontrar o MD Play sendo vendido online em algumas poucas lojas. Tenha apenas o cuidado de não confundi-lo com o Mega Drive Portátil, que é um modelo com caixa parecida, com apenas 3 botões, sem slot de cartão SD e que usa pilhas.

Na página do produto, no site da TecToy, existe uma lista de lojas que vendem o brinquedo. Quando consultei, apenas as lojas Casa & Vídeo e Girafa o tinham em estoque, mas procurando você o encontra em outras lojas online.

O QUE VEM?

Na caixa de papelão reforçado, muito bem caprichada e feita para ser usada como berço do brinquedo, acompanham o manual simples, o cabo USB e a fonte e o cabo para conexão com TV. Tudo com aparência de boa qualidade. Ponto negativo para ausência de fones de ouvido e o grave erro, tanto no manual como no fundo da caixa, que mostram a colocação do cartão SD de maneira totalmente errada. Tive que observar bem a fenda para adivinhar a posição correta de inseri-lo.

     

Os 20 jogos que vêm na memória são esses:

  • Alex Kidd in the Enchanted Castle™
  • Alien Storm™
  • Altered Beast™
  • Arrow Flash™
  • Columns III™
  • Crack Down™
  • Decap Attack™
  • Dr. Robotnik’s Mean Bean Machine™
  • Ecco™
  • Ecco Jr ™
  • ESWAT: City Under Seige™
  • Flicky™
  • Gain Ground™
  • Golden Axe™
  • Jewel Master™
  • Kid Chameleon™
  • Shadow Dancer: The Secret of Shinobi™
  • Shinobi III: Return of the Ninja Master™
  • Sonic & Knuckles™
  • Sonic Spinball™

CONTROLE NAS MÃOS

O portátil tem um design bonito e é bem leve. Nas fotos a aparência é de emborrachado, mas ele não é. Os botões não tem grande firmeza, parecem um pouco frouxos, mas nada que prejudique a jogatina, porque a resposta é precisa como no controle original. Eu sei disso porque tenho um console de verdade e vários cartuchos aqui do meu lado 😉

Todos os botões padrão estão presentes na parte frontal, incluindo os 3 botões extras que nunca vi jogo algum usar.

   

Na parte inferior estão a saída de fones de ouvido e o botão liga/desliga. Na parte superior, a luz indicativa de ligado, a entrada mini USB para fonte, o slot de cartão SD e o controle de volume. Na parte frontal temos os botões direcionais, botões A, B, C, X, Y, Z, Menu, Start/Pause e uma interessante luz vermelha que acende quando a bateria está fraca. A autonomia da bateria interna é de 5 horas de uso contínuo, segundo o fabricante, mas é ampliada ao se usar a conexão de TV. O tempo de recarga também é de cinco horas.

JOGANDO

A qualidade da imagem na pequena tela de 2.8” é boa e suficiente para manter você concentrado durante o tempo necessário para lhe dar algumas dores no pescoço.

Por causa do tamanho reduzido e da localização dos botões direcionais e de ação, ele exige que você o segure na ponta dos dedos, diminuindo a firmeza principalmente se você for do tipo que pula junto com o bonequinho 😀

A usabilidade em si é muito boa. Não há como compará-lo com emuladores de PC. Basta ligar, escolher o jogo e jogar. Simples e rápido como deve ser. Isso faz toda a diferença, e conquista qualquer um, mesmo que não seja fã de jogos antigos.

A exceção quanto a fluidez apenas surge ao acessar as listas de jogos no cartão, principalmente se forem muitos. Nesse caso, uma pequena espera é inevitável no momento de carregar o título, mas nada suficiente para causar irritação.

NA TV

É muito legal ligar o pequeno portátil na TV. As fotos abaixo não ficaram boas e não deixam claro, mas realmente a qualidade da imagem é melhor do que eu esperava. Tanto na tela do aparelho quanto na tela da TV.

É aqui que muitos aficcionados dizem que a diferença fica clara. Francamente não vi nenhuma perda significativa. Porém é fato que o brinquedo tem uma diferença substancial documentada, que é a qualidade sonora sofrível. Aparentemente, os sons são gerados uma oitava abaixo. Se você não é do tipo exigente quanto a características originais dos jogos, isso não fará nenhuma diferença. Talvez você sequer perceba.

 

O MD Play é uma boa escolha de presente para crianças ou mesmo adultos saudosistas dos games da era 16 bits. É o tipo de presente que você pode dar aos seus filhos sabendo que também vai se divertir muito.

MAIS INFORMAÇÕES

Assista esse vídeo. É um comparativo entre um MD Play (chamado aqui de Gopher) e o Retrogen, um console portátil de verdade.

E aqui um vídeo-review muito completo que vale a pena ser assistido inteiro, você verá a saída de TV em ação.

Mais informações aqui e aqui.