Mouse sem fio do DealExtreme – um review

Menos um fio na minha mesa!

Eu já cheguei a estragar um ou dois mouses por puxar com certa violência o fio que insiste em enroscar. Quem nunca?

O mouse Rapoo (provavelmente falso) que veio do Deal Extreme é um mouse wireless de 2,4GHz de 10 metros de alcance. Funciona com uma pilha AA e um pequeno adaptador USB. Basta plugar, ligar o pequeno botão que fica na parte de baixo e pronto, ele funciona na hora.

A resolução (DPI) deve ficar entre 500 e 1000. Não senti diferença entre ele e meu mouse genérico. Para uso convencional e não exigente, deve servir bem. Ele vem com um botão para aumentar ou diminuir a velocidade do ponteiro.

As vezes ele dá uma pequena enroscada, mas em geral tem funcionado a contento. Pelo preço valeu: apenas 7 obamas. O que vai definir se foi um bom negócio será a durabilidade da pilha.

Após algum tempo de inatividade, o mouse entra em modo stand by, o que deve auxiliar na economia de energia. Para acordá-lo basta apertar um dos botões.

As vantagens de usar um mouse sem fio são várias: poder se afastar do computador e controlá-lo a distância, usar o mouse em posições mais confortáveis ou com a mão esquerda. Quem não quer prevenir uma eventual Lesão por Esforço Repetitivo, não é?

 

Aparelho Auditivo Powertone F-138 – um review

Aparelhos auditivos costumam ser caros. Não tanto por causa do aparelho em si, mas sim pelo que está por trás: consultas médicas, personalização, suporte técnico. Investe-se no mínimo uns R$ 500,00 nisso logo de início, podendo chegar a alguns milhares de reais, dependendo do caso.

Meu irmão está com uma perda auditiva notável faz algum tempo e vinha se isolando muito ultimamente. Na última consulta com um ornitorrincolaringologista, uma limpeza não foi o suficiente. O médico sequer propôs o uso de um aparelho, não sei por quê. Provavelmente porque não é irmão dele.

Nos meus passeios no DealExtreme acabei topando com vários modelos de aparelhos auditivos do tipo retroauricular, que são aqueles que ficam pendurados atrás da orelha. É o tipo mais simples e barato que existe, sendo indicado para uso geral, tanto para perda auditiva leve como moderada. Por apenas dez doletas, resolvi arriscar e comprei logo dois do modelo com melhores reviews e notas, que atualmente é esse aqui.

Os gadgets chegaram essa semana depois de um mês e pouco de espera. Como o resultado foi bastante interessante, achei por bem compartilhar. Publico aqui mais um dos meus famosos reviews.

Apenas para que você não torça o nariz logo de cara, aviso que tenho ótima audição, além de ser músico e manjar das putarias eletrônicas, então posso discorrer sobre o assunto com alguma propriedade, ok? Duvido que existam muitos otorrinolaringologistas que possam dizer o mesmo.

Na caixa com acabamento que realmente impressionou pela qualidade, vêm, além do aparelho, duas almofadas ou adaptadores de silicone de diferentes tamanhos, uma pecinha extra de conexão earphone/adaptador, duas baterias AG13 de 1,5 volt e o manual de instruções.

Em termos simples, esse aparelho é apenas um mini amplificador de som ligado a um microfone, provavelmente de eletreto igual ao que você usa no computador, e um pequeno altofalante comum usado em fones de ouvido.

As especificações técnicas são as seguintes:

  • Controle com 4 níveis de volume
  • Usa 1 bateria AG13 de 1,5volt
  • Intensidade máxima: 130 +/– 5dB
  • Sensibilidade ou ganho: >= 50dB
  • Distorção: =< 5%
  • Nível de ruído: =< 30dB
  • Frequência de resposta: 300Hz a 4000Hz

Nada mal para um aparelho tão barato, imagino que isso se deva ao fato de ter uma tecnologia simples e consolidada. O espectro de frequência situa-se numa faixa aparentemente estreita, mas é aí que passeia a voz humana. Não é um aparelho para melhor apreciar Chopin, é para entender uma conversa. De fato, uma faixa mais estreita pode ser mais vantajosa dependendo do caso. A título de comparação, um par de fones de ouvido comum responde entre 20Hz a 20000Hz, que é todo o espectro inteligível pelo ouvido humano.

A sensibilidade é suficiente, embora maior fosse desejável. A potência sonora também está de bom tamanho. Os únicos itens preocupantes são o nível de ruído e de distorção, que estão condicionados intimamente a qualidade do circuito.

Outros pontos negativos: nem sempre o corpo do aparelho se acomoda bem atrás da orelha e a almofada pode não ficar suficientemente encaixada no canal auditivo. Essas duas coisas podem gerar realimentação sonora, conhecida como microfonia, que produz um apito desagradável. Percebi que o aparelho facilmente produz microfonia.

 

Usei o aparelho por alguns minutos. É estranho para quem escuta normalmente pois toda a percepção dos sons ambientes muda para pior. Se você já ouviu com fones de ouvido alguma gravação feita com aqueles minigravadores, sabe mais ou menos como é. O resultado é oposto para quem não ouve bem, pois com ele fica mais fácil perceber os sons ao redor, principalmente diálogos.

 

Na parte traseira estão o botão de volume e o de ligar/desligar. Na parte de baixo fica o compartimento da bateria, que é um tipo de gaveta. A durabilidade da bateria é um mistério por enquanto e deve depender muito da qualidade dela e do nível de volume que se usa no aparelho. As baterias que vieram junto provavelmente são das mais baratas. No DealExtreme é fácil encontrar cartelas com 50 ou 100 baterias por um preço que faz qualquer ambientalista chorar clorofila.

 

O manual é completo na medida do possível, dando ênfase no que se refere a manutenção. Achei excelente a qualidade material do aparelho. O acabamento é muito bom, dá uma boa impressão de durabilidade, o que é estranho por um preço tão baixo. Agora, se vai durar mesmo, só o tempo dirá.

 

Conclusão

Se você tem algum parente ou amigo cuja perda auditiva esteja prejudicando o convívio social, que seja refratário a visitar médicos ou mesmo pobre demais para comprar um aparelho melhor, essa pode ser uma opção fácil e barata. Mas vamos combinar que é muito importante consultar um médico antes de qualquer coisa, ok? O aparelho não faz milagres e apenas um profissional pode definir qual a melhor solução para cada caso. É preciso ter muita atenção e cuidado com as coisas que você enfia nos ouvidos.

Cigarro Eletrônico – um review genérico

Esse é um review diferente. Vou falar mais sobre um conceito do que sobre um produto específico. Mas antes vou dar o meu rap lamentativo costumeiro. Caso queira ir logo pra parte interessante, clique aqui pra pular a choradeira.

Depois de dois longos anos longe do cigarro, voltei a sofrer surtos de fissura e caí em tentação. Aquele meio maço de Free azul com isqueiro e tudo que eu tinha lacrado e pendurado na parede do meu sebo no final de 2009 foi violentamente violado pela minha pessoa. Nem me preocupei com o fato de os cigarros estarem vencidos, talvez mofados. Para horror geral, fumei-os todos!

Voltar a fumar depois de todo esse tempo pode parecer uma grande burrice aos olhos de quem nunca foi viciado. E é! Como as estatísticas mostram que o vício do tabaco é um dos mais difíceis de serem superados e a recaída é muito comum, perdoem esse pobre homem fraco.

Fracamente, digo, francamente, sofri muito durante esse tempo. Todos aqueles argumentos excelentes e lógicos que me mantinham afastado do vício, arrebanhados e alinhavados com muita convicção nesse interim, caíram como um castelo de cartas. Não significaram nada na hora do aperto, por mais fortes que fossem. Como me lembrou um amigo, sou humano, afinal de contas.

E como já dizia Voltaire, “a natureza sempre tem mais força do que a educação”, por isso “o homem se precipita no erro com mais rapidez do que os rios correm para o mar”, mas “é preferível um vício tolerante a uma virtude obstinada”. E, já que é assim, o jeito é relaxar porque “a preocupação é uma doença em que cada paciente deve tratar-se a si mesmo”.

E sendo que “o segredo de não se fazer cansativo consiste em saber quando deter-se”, vou parar de emendar esses rifões! 😀

Nesses dias de triste derrota, acabei me deparando com cigarros eletrônicos muito baratos no Deal Extreme. No impulso, comprei. Numa situação muito comum aos fumantes que optam por essa saída, só depois de ler e me inteirar do assunto tomei conhecimento de que na verdade esse determinado modelo não é dos melhores. Li bastante coisa nesse fórum aqui e acabei então comprando algumas peças para montar meu ecig de iniciante nesse site aqui. Além das lojas indicadas por esse fórum, encontrei essas que vendem para o Brasil e cujos preços não são tão absurdos: http://www.e-cig.com.pt http://www.smuky.com.br.

Nas lojas nacionais o material é bem mais caro, porém a entrega é garantida e rápida. Comprar diretamente de sites internacionais fica muito mais barato mas a encomenda pode demorar, além de correr risco de ser taxada ou mesmo confiscada. O brasileiro é um feriado e os guardas da fronteira são uma festa! Geralmente quando eles identificam o que é, enviam para análise na ANVISA e aí é adeus…

Antes que eu me esqueça, preciso dizer algumas coisas que o meu advogado aconselhou:

CONFORME PORTARIA DA ANVISA, A IMPORTAÇÃO E O COMÉRCIO DE CIGARROS ELETRÔNICOS ESTÁ PROIBIDA NO BRASIL DESDE 2009. ESSE TEXTO NÃO É DE MODO ALGUM APOLOGIA AO USO DESSE TIPO DE EQUIPAMENTO. NÃO EXISTEM ESTUDOS CONCLUSIVOS SOBRE A SEGURANÇA DO USO DESSE TIPO DE EQUIPAMENTO.

Feito isso, vamos ao que interessa!

Anatomia do cigarro eletrônico

O funcionamento do ecig é básico. A bateria está ligada a uma pequena resistência (como as de chuveiro, mas bem menor) que por sua vez está em contato com o líquido de sabor (chamado de e-juice ou e-líquido e que pode ou não conter nicotina). Quando a bateria é acionada, manual ou automaticamente, ao mesmo tempo em que se aspira o ar através da piteira, o ar frio entra e é aquecido pela resistência juntamente com o líquido, gerando um vapor aromatizado. O vapor perde rapidamente o aroma após ser aspirado e expelido pelos pulmões, daí o ecig ser considerado inofensivo a quem estiver próximo ao fumante. Também o fato de conter apenas nicotina ao invés das quatro mil e tantas substâncias comumente encontradas no cigarro é o motivo levantado por muitos para considerá-lo minimamente seguro.

O ecig só é identificado como cigarro pela aparência e por conter nicotina na essência usada para dar sabor. Para todos os efeitos, ele não passa de um vaporizador pessoal, daí a razão de se rotular a ação de vaporizar ao invés de fumar.

Meu equipamento de vaporização pessoal

Comprei duas baterias padrão Joye 510, uma manual e uma automática, de 180mAh, carregador USB, dois frascos de 10ml de líquido sabor café com nivel médio de nicotina (16mg) da marca Dekang e três cartomizadores Health Cabin dual coil 1,6ml. Ficou um pouco mais barato que comprar um kit pronto. Esse seria o material básico suficiente para um fumante de no máximo um maço por dia.

As baterias, sendo de boa qualidade, têm vida útil de no mínimo um ano. As resistências presentes nos atomizadores, cartomizadores, clearomizadores e outros, têm vida variável mas geralmente curta, podendo durar de semanas a meses. Quanto ao lico, duas a quatro gotas são suficientes para uma ou duas sessões de vaporada.

Primeiras impressões

Depois de abastecer o cartomizador (parte que reúne piteira/cartucho e atomizador) com o e-juice e rosqueá-lo na bateria, tive um pequeno ataque de covardia. Fiquei com medo de acionar o botão e aspirar alguma fumaça tóxica, daquelas de plástico queimado. Meditei por alguns segundos, recapitulando todas as milhares de vezes em que traguei os mais diversos tipos de cigarros, dos bons aos mais baratos, e toda a fumaça que eu aspirei nos meus trinta e poucos anos de vida. Vamos lá, Robertão, nada pode realmente ser pior do que todos aqueles cigarros do Paraguai, nem de toda fumaça preta de caminhão que volta e meia a gente respira nas ruas!

A primeira aspirada foi tímida, apenas para ver se o gosto não seria ruim. Como não foi, parti então para uma puxada mais forte, juntando vapor na boca e tragando junto com o ar. Na terceira, traguei direto pros pulmões.

Ao tragar e soltar uma boa quantidade de vapor do ecig duvidei seriamente de que aquilo era, de fato, vapor. Sério. Precisei que me dissessem que a fumaça não tinha cheiro para ter certeza de que eu não estava empestando a casa. É realmente muito parecido com o cigarro convencional!

Mas como isso funciona?

A explicação para a semelhança entre a fumaça/vapor dos cigarros convencionais e cigarros eletrônicos é simples.

Quando você aspira o ar através de um cigarro comum aceso, duas coisas acontecem: o ar alimenta a queima do fumo, que por sua vez gera fumaça, enquanto que o calor condensa a umidade presente no ar e no cigarro, de maneira que você traga uma mistura de fumaça e vapor d’água.

No caso do cigarro eletrônico, apenas vapor é produzido no processo de aspiração pois não há queima de nenhum material, apenas aquecimento do líquido de sabor.

Mesmo variando de acordo com o modelo do aparelho, a ação e sensação de tragar e soltar a “fumaça” é muito parecida com a de cigarros normais. Até mesmo a característica de Throat Hit (coice na garganta) está presente no ecig, o que explica sua grande eficiência em emular o hábito de fumar e seu sucesso na eliminação do vício de forma muito suave.

Mais informações tecnicas sobre o ecig e o e-juice, você encontra na Wikipedia. Outras informações gerais nesse artigo aqui.

Diferenças

Os melhores ecigs guardam pouca semelhança física com os cigarros convencionais. São bem maiores, eu diria que mais se parecem com charutos, principalmente no modo como acabam sendo segurados. Esse modelo que montei, que é dos menores, é pouco maior que um cigarro slim, semelhante as cigarrilhas.

O peso é maior e o equilíbrio na mão é bem diferente, principalmente no caso de se usar baterias manuais. A posição do botão obriga a segurar de um modo diferente. No entanto, isso pode ser uma vantagem pois permite também uma grande liberdade de empunhadura. A questão de haver a necessidade de apertar um botão para fumar parece ser algo incomodo a primeira vista, mas a gente se acostuma rapidamente.

O hábito de deixar o cigarro pendente nos lábios me faz alguma falta, coisa inviável por causa do peso do ecig. Posso dizer que essa é a única diferença gritante. Todo o resto é extremamente parecido. De mais a mais, sempre é possível segurar nos dentes, como se fosse um charuto.

 

Outra característica interessante é o modo de fumar. No eletrônico não existe um compromisso de dar um número x de tragadas. O convencional te obriga a fumá-lo ou ele se fuma sozinho. Isso torna difícil mensurar o quanto se está fumando. Pelo que li, os adeptos costumam simplesmente vaporar a intervalos regulares que variam de 10 a 20 tragadas.

A nicotina e os malefícios do cigarro

Você pode aprender muita coisa sobre a nicotina lendo o verbete na Wikipedia, o texto bem esmiuçado do médico Drauzilo Varella ou o artigo do site Como Tudo Funciona. Apenas quero frisar algumas coisas:

  • A nicotina é apenas uma dentre as milhares de substâncias presentes na fumaça do cigarro.
  • A priori, não há consenso sobre seus efeitos maléficos ou benéficos para a saúde.
  • Existem estudos que mostram que a nicotina pode fazer bem, assim como existem estudos que mostram que ela pode causar alguns males.
  • Ela causa dependência pois é um alcalóide (composto orgânico de carbono, hidrogênio e nitrogênio que altera o funcionamento do sistema nervoso), assim como, por exemplo, a cafeína.
  • É uma droga. E, como toda droga, é tóxica em grandes quantidades e geralmente exige doses cada vez maiores para satisfazer.

A partir disso você pode tirar as conclusões que quiser. Na minha opinião, ela é uma vilã superestimada… O verdadeiro grande demônio que se ergue entre as outras quatro mil e tantas substâncias mortais presentes no cigarro é o alcatrão.

No cigarro eletrônico, apesar da falta de estudos comprovando, é evidente que você não encontra essa mesma quantidade absurda de substâncias nada amistosas e, principalmente, não encontra o alcatrão.

A proibição da importação e comércio no Brasil

A ANVISA foi taxativa na sua resolução proibindo a importação e comércio do cigarro eletrônico. Enquanto os fabricantes não apresentarem estudos enbasados mostrando a segurança no uso, nada feito. E essas autorizações, para piorar ainda mais a situação, são específicas para cada marca e modelo. A liberação vai depender do empenho dos fabricantes em explorar o mercado brasileiro.

Mercado há. Muita gente se vê obrigada a burlar as regras para conseguir usar ecigs, tendo que recorrer ao contrabando. Os testemunhos que li dão conta de que o equipamento cumpre bem o papel de eliminar paulatinamente o vício de fumar ou, pelo menos, reduzir muito o dano causado. No meu curto entendimento, me parece que a saúde pública está perdendo uma ótima chance de ter uma arma eficiente na luta contra o cigarro. Como toda nova tecnologia e mercado potencial, o cigarro eletrônico perturba o status quo. Há muitos interesses em jogo.

Se você é um fumante tentando se livrar dos cigarros fedorentos mas tem medo de se arriscar, saiba que o uso e a venda do cigarro eletrônico é legalizado em boa parte dos EUA e Europa, sendo que a troca do cigarro analógico pelo eletrônico tem crescido bastante. Pobre Philip Morris… snif…

Obrigado por fumar

Conclusão

Essa foi a terceira vez em que tentei parar de fumar. Dois anos e meio longe do cigarro e eu me sentia livre, mas de uma hora pra outra voltei a sofrer uma vontade forte e não me controlei. É um absurdo, eu sei. Não faz sentido e com certeza aos olhos de quem nunca fumou fica parecendo que eu sou uma besta. E é verdade, eu fui, desde a primeira vez em que pus um cigarro na boca.

Agora estou usando o cigarro eletrônico e larguei de lado o maço cheio que comprei recentemente. Por enquanto, ele está cumprindo bem o seu papel. Gosto muito de vaporar enquanto estou na frente do computador e é bom fazer isso sem deixar a casa fedendo, sem ficar fedendo. Basicamente é como fumar, só que sem aquelas coisas desagradáveis do cigarro comum.

Se você tiver interesse em trocar o seu cigarro fedorento pelo cigarro do futuro, você encontrará tudo que precisa saber no fórum http://e-cig.forumbrasil.net/

O futuro é estranho e maravilhoso

Faz mais de dois anos que parei de fumar. Eu estava dando a guerra por vencida quando de uma hora pra outra voltei a sofrer picos de fissura. Meu organismo está livre de qualquer resquício de vício, então qual a razão disso? Estou puto e realmente com um medo, pequeno mas real, de cair em tentação. Caí!

Desde que fumei o último cigarro no final de 2009 nunca havia posto outro na boca, nem de brincadeira. Mas já que uma força maior parece me conduzir, talvez eu possa fazer isso sem culpa, com ajuda da tecnologia. Afinal de contas, estamos ou não no futuro? Calma, eu explico.

Estava eu de bobeira no Deal Extreme, entediado procurando algo legalzinho e barato pra tentar a sorte na alfândega, quando inesperadamente topei com isso:

Levei um belo susto! A primeira vez em que botei os olhos nesses cigarros elétricos eletrônicos, anos atrás, eu gargalhei enquanto soltava uma baforada do bom e velho Marlboro. Essas coisas eram caras e bizarras. Mas agora que o futuro chegou, eles são baratos, dude! Daí eu pensei: por que não?

Senhoras e senhores, o cigarro eletrônico

Fato é que enquanto eu me acabava no alcatrão dos cigarros tradicionais, todo um universo de cigarros eletrônicos e métodos modernos de fumar se desenvolveu. Existem n modelos de n fabricantes, venda permitida em boa parte dos EUA e Europa, fóruns de entusiastas, gente famosa usando. É a nova coqueluche! Até mesmo Charlie Sheen na sua malandragem está ganhando uma graninha com seu NicoSheen!

A Wikipédia tem um verbete bem completo sobre o cigarro eletrônico. Se você quiser saber mais e como funciona, leia isso aqui. Ele foi patenteado em 1965 por Herbert A. Gilbert, mas somente em 2003, ao ser novamente inventado, dessa vez por um chinês de nome Hon Lik é que finalmente a tecnologia tornou o invento viável e a ideia saiu do papel.

Infelizmente (ou felizmente, se você for um grande fabricante ou exportador de tabaco e cigarros), a ANVISA proibiu indefinidamente a comercialização desse tipo de produto no país com a publicação da Resolução número 46, de 28/08/2009, de modo que só dá pra comprar via Internet, quebrando as leis e sendo feio e bobo. Quer dizer, manter autorização para que a venda de drogas que comprovadamente matam está tudo bem, mas vender algo que possa substituir essas e talvez faça mal… nem pensar! É isso mesmo, Arnaldo?

Simulacro e simulação

A verdade é uma só: o que temos aqui é um aparelhinho barato e que bate de frente com o cigarro normal ao simulá-lo perfeitamente, só que sem toda a parte desagradável e prejudicial a saúde, além de ser capaz de criar vapor com nicotina, que é o que interessa para todos que fumam. Como nenhuma indústria de tabaco quer ver seus clientes migrando de mercado, vivemos num período de luta contra a aceitação e legalização desse invento incrível. Claro que nem tudo são flores, existem controvérsias sérias.

Caso você tenha ficado interessado e queira saber mais, aconselho esse fórum.

Só sei que, se tudo der certo e a encomenda não enroscar na fronteira, em breve estarei aqui passando vergonha fumando um cigarro falso. E é claro que farei um review 😉