Finalmente outra operadora com acesso 3G em Pirassununga

Quando comprei meu celular atual, meu primeiro que acessa a Internet de maneira decente, mudei da operadora OI para a Vivo, pois era a única com 3G na minha gloriosa cidade. 

Meu plano de dados é o mais barato e menos extorsivo, mas é ridículo: tenho acesso ilimitado, voando a 32 kbps por apenas R$ 9,90 por mês. O plano é vendido com uma maravilha de pacote de 20mb e velocidade de um mega, mas na prática é isso que eu tenho, porque gasto esses 20mb em cinco minutos e a Vivo me joga no chão sem dó.

Eu não sei como são os preços em outros lugares, mas aqui, qualquer plano melhorzinho fica absurdamente caro, e opções melhores são para planos pós pagos. Ou seja, acesso móvel decente e por um preço acessível é uma ilusão.

Hoje li a notícia de que finalmente aleluia mais uma operadora virá oferecer 3G aqui na amaldiçoada terra da cachaça, a TIM.

Fui correndo lá no site ver os planos. Em resumo, o que eles oferecem como contraponto a Vivo é isso: 50 kbps por R$ 15,00 por mês. Que maravilha de concorrência, fiquei até emocionado. 

O jeito é continuar esperando que um dia o futuro chegue de verdade, não só em Pirassununga como no resto do país.

Seu blog bonito em dispositivos móveis

A Internet está cada vez mais móvel, caso você não tenha percebido. Todo dia sou confrontado com a frase “maravilhas da portabilidade” no Twitter e infelizmente não consigo deixar de mentalizar o tuitador enterrado de cabeça pra baixo num vaso sanitário.

Se você tem um blog é importante cuidar para que ele esteja sendo adequadamente visualizado nos mais diversos navegadores e dispositivos móveis, de celulares a tablets.

Essa dica é para quem usa WordPress.

Eu usava o WPtouch, que é excelente, mas ele parou de funcionar depois que eu mudei o tema e atualizei o WordPress. Andei pesquisando e não encontrei solução para o problema, porém encontrei uma saída que talvez seja a melhor. Como sou o blogueiro mais legal do mundo, vou ensinar pra você.

Instale um plugin chamado WPtap Mobile Detector. Com ele, você poderá direcionar o visitante para temas diferentes, de acordo com o dispositivo que ele estiver usando. Veja o screenshot da configuração do plugin. Ele é muito simples de configurar:

É aconselhável que você instale o plugin e logo em seguida instale alguns temas mobiles. A princípio encontrei e instalei dois: Smooci 2 e DroidPress. Em seguida configure qual tema abrirá em cada aparelho.

É interessante também que você aprenda a modificar e criar seus próprios temas, deixando-os na mesma linha estética que o seu tema principal.

É isso.

Como recuperar seu PC, notebook ou celular roubado ou perdido

Esses dias, enquanto eu tentava por em dia os feeds sempre atrasados, li um post muito comédia do Morróida (esse aqui), onde ele conta como ajudou um cliente a localizar seu notebook roubado.

Isso me fez lembrar que atualmente é fácil e simples rastrear celulares e computadores desaparecidos usando a Internet e através de Wi-Fi e GPS. Inclusive, volta e meia sai nas notícias que alguém conseguiu pegar o ladrão e recuperar seu computador usando esses recursos.

Eu tive uma experiência desagradável ao esquecer e nunca mais recuperar meu smartphone Samsung num bar. E, pra você ver como são as coisas, era um bar de confiança, tanto é que ao chegar em casa e dar pela falta do celular, nem fiquei preocupado. Acreditei que no dia seguinte teria ele de novo. Perdeu, playboy!

Isso tudo me fez pensar que seria bom pesquisar e ver se não há algo que possa me deixar mais tranquilo, enquanto ando pra lá e pra cá com meu note e meu android novinho em folha.

Dentre muitas, escolhi mostrar aqui duas soluções possíveis, uma paga e uma gratuita. Veja:

CELULOC – celuloc.com

CELULOC

“O celuLOC é a forma mais rápida e inteligente de rastrear e proteger seu celular contra perda e roubo. Monitore, faça backups e controle remotamente seus aparelhos.”

O serviço está em português e os preços dos planos são acessíveis. Os recursos garantem total controle e localização rápida do aparelho.

PREY PROJECT – preyproject.com

PREY PROJECT

“Silent but deadly: basically you install a tiny agent in your PC or phone, which silently waits for a remote signal to wake up and work its magic. This signal is sent either from the Internet or through an SMS message, and allows you to gather information regarding the device’s location, hardware and network status, and optionally trigger specific actions on it.”

(Silencioso, mas mortal: basicamente você instala um pequeno agente no seu PC ou telemóvel, que silenciosamente aguarda um aviso remoto para acordar e fazer sua mágica. Este aviso pode ser enviado via Internet ou SMS, e permite-lhe obter informações sobre a localização do aparelho e opcionalmente iniciar um controle remoto sobre ele.)

Estou usando o sistema gratuito. Embora não tenha feito nenhum teste quanto a eficiência, acredito que os dois serviços sejam similares.Então, em teoria, em caso de perda ou roubo, após fazer o mais que recomendado BO e bloqueio do chip e do celular via operadora, basta acionar o “trojan do bem” e foder a vida do ladrão e/ou do receptador. E também dos adeptos do “achado não é roubado”.

 

Lombrigas

Quando eu era criança, havia uma expressão que a gente usava quando alguém aparecia com algo legal, geralmente de comer, e a gente ficava com vontade, ficava “com lombriga”. Precisava provar um pedacinho que fosse pra sossegar. Coisa de caipira, do you know?

Esses dias atrás fui acometido de lombrigas quando meu irmão, depois de algum tempo de pesquisa e com minha consultoria, comprou finalmente um celular novo para substituir seu Motorola de 5 anos. Como fiquei enchendo a cabeça dele, ele optou por um celular bacana, um Samsung Galaxy 5. Na sorte, pegou o último de mostruário por um preço bem interessante.

Você que acompanha meu blog deve ter lido esse post, onde conto resumidamente minha história com gadgets. Depois de esquecer pra sempre meu Samsung BlackJack II na mesa de um bar, eu decidi evitar coisas pequenas e caras, fáceis de perder.

Até agora eu estava focando meus esforços na busca de um iPad. Pois bem, mudei de ideia, manolo!

O Galaxy 5 vem com Android. Caso você não saiba, esse é o sistema operacional de dispositivos móveis líder no mundo e só perde (perde?) para o iOS do Apple iPhone. E, olha que legal, é desenvolvido em Linux e tem apoio do fortíssimo braço do Google.

Brinquei bastante com o celular do meu irmão e descobri que é possível ir longe com ele. Basicamente o bichinho é um computador de mão. Tem um processador de 600 MHz, dá pra crer? Pra você que é mais leigo do que eu ter uma ideia, dá pra ver vídeos diretamente no site do YouTube, usando conexão Wi-Fi. A tela de toque tem 2.8 polegadas, exatamente 4,3 cm x 5,7 cm. Quase o dobro do BlackJack que eu tinha.

Percebi que um modelo com Android poderia muito bem satisfazer minha necessidade móvel. Ok, o iPad iria cumprir essa função e muito mais, mas está tão caaaaro… e está difícil de levantar essa grana. Enquanto isso, levar o notebook pro trabalho todo santo dia anda estragando minhas costas.

Então foi nessa lombriga que comprei isso, um LG Optimus One. Rá!

Dessa vez prometo que não vou esquecer no bar, ok?

Minhas bugigangas

Um amigo me acusou de gastar muito com tecnologia e parei pra pensar um pouco sobre isso. É verdade, ele tem razão. Mesmo sendo um pobre, volta e meia derramo rios de dinheiro em bugigangas eletrônicas inúteis. Crucifica-o!

Já li alguns posts de blogueiros contando suas histórias com gadgets, resolvi contar a minha também. É bem sem graça, então pegue um café pra acompanhar esse texto longo.

Primeira coisa a dizer é que não gosto dessa palavra, gadget, prefiro chamar bugiganga eletrônica. A primeira que tive foi um celular Ericsson a1228d, no tempo em que a operadora Claro se chamava Tess.

Ericsson a1228
Um tijolinho bem simpático, até.

Fucei no que ele tinha para ser fuçado. Brincava com alguns códigos “secretos” de configuração que não funcionavam. Nessa época, meu sonho era ter um tecladinho qwerty que você acoplava e podia escrever SMS com mais conforto:

Tecladinho pro Ericsson a1228
Tecladinho bizarro

Também tive um outro parecido, esse aqui:

Ericsson
Esse era duro na queda.

Na faculdade tive contato pela primeira vez com um Palm e fiquei abismado. Achei maravilhosas as possibilidades que ele trazia e fiquei desesperado para ter um. Por algo que considero um azar do destino, acabei encontrando um Palm m125 usado sendo vendido numa loja de informática. Não consegui me segurar, gastei uma grana indecente, quase o dobro do que ele realmente valia. Era o preço de ser um otário vivendo em Pirassununga em 2002.

Palm m125
Um clássico da finada Palm

Usei muito essa bugiganga para ler ebooks e escrever um ou outro pensamento. O Palm m125 tinha um defeito congênito documentado: um capacitor interno perdia a capacidade de segurar carga elétrica e fazia com que os dados fossem apagados da memória toda vez que você trocava as pilhas, o que era uma coisa constante porque o bicho era um devorador. O jeito era tentar sempre bater o recorde de velocidade na troca de pilhas. Outro grande problema era a sincronia com o PC, que não era nada fácil como conectar um pendrive numa porta USB.

De qualquer maneira, me diverti e aprendi muito com ele. No auge, eu conseguia mudar as fontes (dava trabalho) e até conectava na Internet via cabo. Bem nerd, hein?

Ele ainda está por aqui, jogado numa gaveta porque não vale absolutamente mais nada. A questão é que não tenho mais aquela paciência que ele exigia.

Na época em que eu fiquei de saco cheio com as limitações e obsolescência do Palm, eu tinha esse celular aqui:

Motorola w220
Bonitão

Que era charmoso mas não tinha nada de especial, nem mesmo camera.

Não lembro direito como foi, mas foi assim. Em abril de 2009 troquei ou vendi esse celular para meu irmão e comprei um smartphone na esperança de ter uma bugiganga moderna para ler meus ebooks. Lembro bem de ficar perguntando para a vendedora da loja CEM (é sério) se era possível abrir arquivos PDF nele. No fim, fuçando lá na hora, descobri que sim e fechei a compra.

Samsung BlackJack
Só não fazia empada.

Com o Samsung BlackJack II, que rodava Windows Mobile 6, fui feliz até o dia 27 de maio de 2010, quando esqueci-o na mesa de um bar. Perdeu, playboy.

Depois desse episódio decidi nunca mais ter alguma coisa pequena e cara que eu pudesse perder facilmente por aí. Fiquei um bom tempo sem telefone. Atualmente estou com um bem velhinho e simples.

Em fevereiro de 2010 eu havia comprado meu primeiro notebook e na mesma época passei a ter acesso rápido a Internet. Nesse mesmo mês eu lancei a pedra angular na fundação deste querido blog e virei um nerd de verdade, sem querer querendo. Desde então tenho lido muito sobre bugigangas eletrônicas e as coisas foram ficando mais claras.

Notebook Lenovo

Em junho de 2010 (?) eu soube do lançamento do Positivo Alfa e novamente fiquei abismado. Eu já vinha acompanhando a evolução do Kindle e da tecnologia e-ink. Me empolguei com a idéia de ter um “Kindle brasileiro”, barato e fácil de encomendar pela Internet. Assim que o botão “comprar” apareceu na Saraiva, eu cliquei. Era agosto de 2010 e dessa vez não senti que estava fazendo um mau negócio.

Positivo Alfa
Finalmente algo decente pra ler meus ebooks

Como eu disse no começo, sou um pobre, então não posso gastar além da conta. Da mesma forma que acompanhei com atenção o Kindle e o lançamento do Alfa, também fiz com o iPad, porém nem sonhava em ter um. Mas hoje, um ano depois de lançado, vendo até onde chegou o sucesso e tudo que é possível se fazer com essa bugiganga… e agora sendo vendido no Brasil…

Enfim, estou vendendo meu Alfa e levantando a grana pra comprar um iPad. Com um pouco de sorte, já pego a segunda versão.

Concluindo, espero que esse artigo ajude meus amigos a entenderem melhor meu lado nerd. Ou não.

iPad
Vai, manolo, autografa aqui no meu iPad!

O mundo no seu pulso

Santos Dummont, como todo bom inventor, vivia com as mãos ocupadas. Pôs na cabeça que precisava ver as horas com mais facilidade e rapidez, coisa impossível de se fazer usando um relógio de corrente. Quando pediu a Louis Cartier que fizesse um relógio que pudesse ser preso ao braço, provavelmente não imaginava que o relógio de pulso se  tornaria algo tão emblemático.

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