O fim das livrarias pequenas?

Finalmente a Amazon abre as portas no Brasil e traz seu Kindle, seguida pelo Google que começou a oferecer livros para dispositivos com Android. E já faz alguns dias que a Apple também abriu sua seção de livros no país. Até mesmo a livraria Cultura que foi mais ou menos esperta e independente ao oferecer o Kobo no Brasil.

Por enquanto os preços das versões digitais estão muito próximos aos de papel mas a tendência é queda conforme aumente o interesse dos consumidores.

É um caminho sem volta. Bom para os leitores, ruim para pequenas livrarias e, penso eu, para os sebos, que provavelmente vão tender para um perfil mais próximo ao de antiquários. É o futuro.

E o futuro sempre vem, quer a gente queira ou não, goste ou não.

O guru da maçã

A história é contada pelos vencedores. Mesmo sem intenção de falsear a verdade, o historiador, como integrante desse time, acaba passando uma visão não tão fiel do que realmente aconteceu.

Terminei de ler a biografia de Steve Jobs escrita por Walter Isaacson. Desde as primeiras páginas o autor demonstra buscar desprendimento na tentativa de fazer um relato imparcial da vida desse ícone da tecnologia. Eu diria que conseguiu pois a idéia que ele me passou é a de que Steve Jobs era um grande filho da puta, mas um filho da puta pra lá de genial.

Meu conhecimento sobre a Apple e suas bugigangas caras era bem limitado. Limitado justamente aí: produtos caros e bonitos. Fui começar a reparar melhor na marca quando lançaram o iPad, algo que me interessou por se aproximar do mundo dos livros. Acompanhando o grande sucesso do dispositivo e as tentativas fracassadas de cópia por parte de outros fabricantes, fui ficando intrigado. O que há de especial nele que não se consegue copiar?

Depois de algum tempo com um ereader Positivo Alfa, percebi que um tablet me cairia melhor e desejei um iPad, mas a falta de grana me levou a tentar algo mais barato. Primeiro um modelo da Coby, o Kyros 1024, depois um péssimo negócio com o caro myPad da Semp Toshiba.

Tanto um quanto outro me deram grande alegria e prazer, valendo o “investimento”. Mas, depois de alguns infortúnios causados pela minha mania de fuçar, acabei brickando meu segundo tablet de maneira que a solução foi enviar para a assistência técnica. Durante esse meio tempo, talvez por sofrer uma espécie de síndrome de abstinência de tablet, tomei no susto a decisão de comprar um iPad. No review que fiz questão de escrever é possível ver uma ponta do entusiasmo que senti.

A diferença de qualidade entre os dois tablets e o iPad é abissal. Ampla de maneira difícil de transmitir em palavras. Mágico, incrível, como dizia Jobs? Talvez palavras subjetivas assim sejam as únicas que conseguem descrevê-lo. Longe de mim diminuir o valor dos meus outros tablets porque eu acredito que tudo que traz experiências tem seu valor. Por outro lado, se eu pudesse voltar atras, provavelmente teria comprado o iPad logo de cara.

É mais fácil entender os produtos da Apple quando você passa a conhecer criatura e criador. A história da empresa e do seu fundador peculiar se misturam de modo inseparável. A biografia de Jobs é uma lição e tanto. Uma lição de que objetos são ferramentas, um meio e não um fim, de que a experiência do consumidor é o mais importante, de que simplicidade, qualidade e beleza são essenciais e inegociáveis. De que a junção da arte e da tecnologia é um bom objetivo a se perseguir, e que a técnica deve servir ao homem, e não o contrário.

Steve Jobs era um sujeito notável que buscava a integração entre tecnologia e arte olhando muito a frente e caminhando a passos largos, não parando nem quando pisava em alguém. Ele separava as pessoas entre gênios e babacas e dificilmente mudava sua impressão, mas respeitava quem o enfrentasse. Não o imagino como alguém agradável de se conviver, por outro lado sua filosofia de que um produto deve ser bonito não só por fora mas também por dentro, nas partes invisíveis, é tocante. Alguém com dificuldades patológicas para escolher uma máquina de lavar pode causar receio a primeira vista, mas ao mesmo tempo pode encantar com suas idéias inovadoras sobre a forma e a função dos objetos do dia a dia.

Só sei que precisamos de mais pessoas como Steve Jobs. Um pouco mais equilibradas socialmente, sem dúvida, mas que tenham esse perfeccionismo acima de tudo, até mesmo acima da necessidade de lucro, como ele demonstrou ao longo da sua carreira. Um dos seus objetivos era criar uma empresa duradoura e conectada com seus consumidores. Com certeza conseguiu.

Teclado Apple Wireless – um review

Ainda não consegui me acostumar a digitar em telas de tablets. Há algum tempo venho tentando encontrar uma solução em forma de teclado. Como existem infinitos modelos, dos mais variados preços, tipos e tamanhos, fiquei indeciso e somente agora que comprei um iPad me decidi por um. Pois é, um teclado da Apple. :p

Bom, eu já sabia mais ou menos o que eu queria: um teclado sem fio, pequeno e que pudesse ser usado em qualquer dispositivo com bluetooth, mas que fosse confortável e eficiente em primeiro lugar.

E me preocupava muito a durabilidade da bateria. Trauma, porque tive um mouse sem fio que, para ser mantido sempre em uso, exigia um carregador 24h na tomada, com um par de pilhas palito de reserva. Eu precisava gerenciar todo um esquema de logística para não ficar sem mouse no meio da tarde, era um saco.

Um teclado caro

A qualidade dos produtos da Apple é algo que eu conhecia apenas de longe, naquilo que eu lia e via através de análises e reviews, mas mesmo assim fiquei impressionado ao ver isso pessoalmente quando comprei meu iPad. Por isso, pensei que seria interessante ver o que a Apple oferece em termos de teclado sem fio, já imaginando, claro, que seria uma deliciosa facada no olho.

Antes, vejamos. Um teclado genérico, desses que vem de brinde em caixa de cereais, custa em torno de R$ 15,00. Um teclado dos bons, daqueles sem fio e que vem com mouse, em torno de R$ 125,00.

Quanto você pagaria por um teclado bonito, feito em alumínio, com bom desempenho e durabilidade de um mês de bateria? Duzentos e pouco rola?

Um mundo sem tantos fios

Quando comecei a ponderar a compra do Apple Wireless Keyboard me veio a cabeça um antigo sonho: eliminar os fios que cobrem minha pequena escrivaninha. Tive a ideia de usá-lo não só com o iPad quando estiver no trabalho, mas também substituindo o teclado do notebook. Com esse teclado e usando unicamente o monitor extra, poderia deixar o notebook fechado, discretamente no canto. Agora que estou confiante de que o iPad vai suprir minha necessidade móvel com maestria, o notebook não vai precisar passear por aí.

Por enquanto estamos em testes. Vai depender muito da durabilidade das pilhas do teclado. Ele usa um par AA e já vem com duas, alcalinas. É conhecimento comum, pelo que andei lendo por aí, que ele as consome em um mês de uso normal. Se for mais ou menos isso, vai dar certo.

Aparência e solidez

Ele é lindo. Frio e sem alma, asséptico como um instrumento cirúrgico, neutro como a Suíça. É pequeno mesmo, apenas 282mm x 132mm. Seu charme funciona como um campo de força que torna impensável descarregar nele a fúria que a falta de ideias para escrever pode causar.

  

O desenho é extremamente minimalista, como você pode ver pelas fotos. Caixa em alumínio escovado. Teclas quadradas e com textura áspera. Não muito leve e bem sólido, apesar da aparência delicada.

Eficiência no uso

Fingi ser um escritor tendo um ataque de criatividade, escrevendo com vigor. Ficou firme na mesa graças as borrachas na parte de baixo. Ele não é barulhento como a maioria dos teclados. Dependendo do tipo de uso, a ausência do teclado numérico pode ser um problema.

O brasileiro é uma gambiarra

Na verdade esse é um teclado para Macs cheirosos, não para computadores populares rodando Windows Perna de Pau. Ele tem algumas teclas de nomes diferentes e funções próprias dos sistemas operacionais da Apple e que não funcionam no Windows.

 

Para começar, não é nem abrasileirado, ou seja, não tem uma tecla ç e os comandos de acentuação padrão ABNT II. Pra quem nunca teve aqueles primeiros teclados, onde o caminho para acentuação era outro, pode ser um incomodo enorme. Quem já tem alguns anos de janela com teclados de todo tipo, tira de letra (olha! um trocadilho!). Se você faz questão de ter um teclado brasileiro, esse não é feito para você. Aliás, a Apple nem fabrica esse teclado nessa versão. Mais uma prova de que o brasileiro foi um acidente histórico.

Então, ao ser instalado pela primeira vez, o que é bem simples, é preciso configurá-lo para inglês internacional. Se você quiser usar as teclas com comandos especiais do Mac, pode conseguir isso usando esse programinha aqui. Foi um achado, sem ele as coisas ficariam difíceis. Me incomodou a ausência da tecla delete (aquela que apaga do cursor pra direita, dã!). Usando esse programa, que deve rodar no start do Windows, o comando fn + backspace resolve.

Concluindo

Um excelente teclado, mas com limitações que dificultam o uso com Windows. Portátil, charmoso e caro. Entretanto, se for verdadeiramente econômico com as pilhas, penso que vale o preço.

[ATUALIZAÇÃO – As pilhas duraram NOVE MESES!]

Apple iPad 2 – um review

Imagino que reviews e análises sobre o iPad, tanto da primeira quanto da segunda geração, existem aos milhares. Muita gente escreveu sobre ele e o debulhou, muitos com bem mais propriedade que eu, mas acredito que é importante para mim escrever esse review, dando continuidade a minha curta mas produtiva experiência com tablets. Se você leu meus reviews do Coby Kyros 1024 e do STI myPad, talvez se interesse por ler esse.

Dei de presente para mim mesmo um iPad2. Preto, claro, afinal estou em 0,5 na escala de Kinsey e sou macho pra chuchu.

Difícil não dizer isso sem soar tendencioso, mas me sinto numa linha evolutiva bem significativa, que começou num Palm e agora está num iPad. 🙂

Tendo já dois tablets que passaram pela minha mão, o Kyros e o myPad, penso que tenho uma boa noção do que observar no iPad para tentar entender e descrever o que ele tem de especial, suas falhas e vitórias.

Faz tempo que leio sobre a Apple e suas peculiaridades. Conclui que existem vários pontos em que ela claramente se sobressai aos concorrentes, justificando com isso o preço mais elevado dos produtos. Tendo o iPad em mãos confirmei isso, mas o valor que se dá a isso é algo que varia de pessoa para pessoa.

Preocupações iniciais e jailbreak

Antes mesmo de receber o tablet, uma das minhas preocupações foi saber como reproduzir no iPad o meu conteúdo “livre”, visto que ele não funciona como um pendrive, onde você joga arquivos de vídeo e áudio e pronto. Ou melhor, até funciona, mas pra isso é preciso o uso de um acessório e algum trabalho extra.

Felizmente existem alguns caminhos que sanam essa “deficiência”. Um deles é o Dropbox, onde posso jogar qualquer arquivo e depois puxar pelo iPad. Um atalho que dá trabalho mas resolve. Outro caminho é o AirVideo, programa de streaming de vídeo que já foi alvo de um post anterior. Tenho ele instalado e rodando no PC da sala, portanto bastou instalar o cliente no iPad para poder assistir tudo que tenho armazenado lá.

Quando li sobre o que é esse tal jailbreak e toda a polêmica que o envolve, percebi que seria inevitável fazê-lo, visto que sou um fuçador inveterado. Brickar e consertar tablets é comigo mesmo. 😀 Há vantagens que o jailbreak proporciona que me interessam. Foi a primeira coisa que fiz após terminar as configurações iniciais. Segui o guia do TechTudo.

Primeiro contato e impressões

Beleza e qualidade são as duas palavras em que posso resumir a impressão que eu tive ao manusear o iPad pela primeira vez. Ele é bonito, elegante. A parte da frente é simplesmente de vidro enquanto a traseira é de alumínio, isso causa uma boa impressão logo de cara. Ele é firme como se fosse uma peça maciça, sem estalos ou rangidos, como os que eu percebi no myPad e no Kyros, e que provavelmente estão também presentes em tablets de luxo como o Motorola Xoom. Passa uma aura de resistência, mesmo tendo linhas suaves. Esse cara aqui fez um teste hardcore sem querer e o resultado foi surpreendente, assista.

 

Ele não é tão mais leve que outros tablets a ponto de ser algo claramente perceptível, entretanto, por seguir o padrão 4:3 e ser quase quadrado, o iPad tem seu peso melhor equilibrado, exigindo menos esforço nos dedos quando você segura em modo paisagem.

Há vantagens claras nesse conceito que foi tão criticado. Obviamente, assistindo vídeos em fullscreen, você terá barras pretas em cima e em baixo, mas o norte do projeto parece ter sido manter a polivalência, ou seja, ser realmente multiuso. O tablet fica bem nas duas posições, o que não acontece com os outros, geralmente de 10.1 polegadas, que ficam desajeitados quando segurados em modo retrato. Por isso ele se mostrou excelente para leitura.

Juro que imaginei que a borda livre fosse mais larga, e não é, é mais estreita que a do myPad. Apesar de muita gente mesmo assim considerar uma borda exagerada, não é minha opinião. Uma borda larga torna o manuseio mais confortável e seguro.

Os botões de power, volume e trava são estranhamente salientes e ásperos, têm arestas. Talvez haja alguma razão para serem assim, não sei.

 

Ele é fino, principalmente próximo as bordas. Isso causa um efeito ruim: quando você o segura com apenas uma das mãos, tende a segurar mais firme e a mão fica muito fechada e tende a suar, o que causa algum incomodo. E nem sou dos que suam muito nas mãos.

Outro detalhe que torna um pouco complicado segurá-lo com firmeza é a textura da parte traseira, que é toda em alumínio escovado. Diferente do que acontece com o myPad e seu plástico brilhante, a mão não gruda, o que torna a pegada menos firme. Aquela posição de espalmar a mão na traseira toda não oferece firmeza nenhuma. A solução é usar uma capa.

Tela, desempenho e imersão

Voltemos àquelas duas palavras, qualidade e beleza. Elas não se aplicam somente ao exterior. Depois de algumas boas horas de uso ficou óbvio entender por quê o iPad é um sucesso. Não só ele é feito com material de qualidade como todo o sistema emana qualidade. Todos os detalhes parecem ter sido pensados e calculados. Não vi bugs, nenhuma rebarba, nada de truquezinhos irritantes pra obter o resultado esperado. Ele simplesmente funciona, e além de funcionar, funciona bonito.

É por isso que, para competir com ele, é importante que outros fabricantes tenham, no mínimo, preços realmente baixos.

Outra característica, talvez fruto dessas, é ele ter uma grande capacidade de envolver o usuário. Eu passei praticamente três horas apenas colocando em dia meus feeds através do Flipboard, algo que no myPad dificilmente aconteceria.

A tela é excelente, com uma resolução boa e cores muito vivas. A resposta ao toque é rápida, talvez um tiquinho mais que a do myPad, mas ele é muito mais suave, não há solavanco nenhum ao correr a tela. A tela de vidro tem tratamento hidrofóbico, ou seja, repele água. O resultado é que ela não fica toda ensebada. Uma invenção muito bem vinda!

A bateria tem uma grande durabilidade: em 6 horas de navegação (sem vídeo, música ou games) ela caiu apenas de 100% para 50%. O myPad e o Kyros vão de 100% a 30% nesse tempo.

Além de tudo isso, o iPad tem controle de brilho automático, a melhor invenção depois da água encanada.

Tudo isso torna o uso muito suave, de maneira que você fica imerso e não é interrompido por nenhuma necessidade de ajustes finos.

Eis aí outra palavra para a lista: qualidade, beleza, suavidade.

O myPad vem com processador nVidia Tegra 2, o mesmo do Motorola Xoom, que é considerado (ainda? Já tem o 2, não sei) o tablet mais poderoso a competir com o iPad. Porém, só consegui ver esse desempenho inerente ao processador quando troquei o Android que veio de fábrica no myPad pela versão customizada Corvus5. Alguns jogos pesados rodaram fluidamente e foi tudo muito lindo. Já o iPad, com a mesma alma de ambos, o ARM Cortex 9, mostra ser tão rápido quanto eles.

Comparativos com outros tablets

Assista esse vídeo comparando o iPad 2 com o Motorola Xoom 2. Atente para o reflexo de luz, que é menor no iPad. E assista também esse, feito pelo Gizmodo BR, entre o iPad 2 e o Xoom 1, que mostra bem a diferença na experiência de navegação web.

Som

Detalhes, é disso que estou falando! Fiquei surpreso ao rodar um vídeo e ouvir o som do iPad pela primeira vez! Ele é mono, sim. Por quê? Por que não faz sentido ser estéreo se os falantes forem ficar tão próximos um do outro, ainda por cima voltados para trás.

 

A qualidade sonora me impressionou. Os graves, ainda que modestos, são perceptíveis, e há equilíbrio de médios e agudos, ao contrário dos falantes do Kyros e do myPad, que se limitam a uma mistura de médios e só. E o iPad 2 também tem uma potência bem maior. Isso mostra preocupação real com qualidade sonora, o que é uma coisa que sempre renova minha fé na humanidade.

Câmera ruim?

O iPad 2 tem uma câmera frontal VGA e uma traseira de apenas 0,92 Megapixels. Parece piada algo tão mínimo ser apresentado num produto lançado nessa década, não? Mas são só números, e números necessariamente não indicam qualidade. Veja esse vídeo comparando uma filmagem feita com o iPad e com o Samsung Galaxy Tab 10.1. Assista esse vídeo surpreendente, na qualidade máxima, tendo em mente que são 0,92 contra 3,1 megapixels.

O resultado é que o iPad faz muito com pouco, enquanto o Galaxy faz pouco com muito. Levando-se em conta que a câmera é para uso principal em video conferências, o resultado é mais que suficiente. Obviamente estamos falando apenas de vídeo. Quando a questão é tirar uma fotografia, sem dúvidas o Galaxy vence.

Ecossistema e a vontade de comprar

O iTunes é o programa que gerencia não só o iPad como todo o conteúdo de mídia ligado a ele. É obrigatório passar a usá-lo quando você entra no mundo maravilho de Steve Jobs. Mas é um programa chato, muito burocrático e com recursos pouco intuitivos. Não sei, talvez eu esteja enganado, de repente é apenas estranhamento de quem não conhece direito o mundo Apple.

A loja da Apple tem mais ou menos o dobro de aplicativos do Android Market, e lá, assim como no Android, você encontra tudo que precisa, de forma básica, em aplicativos gratuitos. Eu senti a necessidade de comprar apenas alguns programas, entre eles o Pages, que é o editor de textos da Apple, e o Garageband. Esse último foi mais por curiosidade mesmo.

 

É interessante notar que todos os aplicativos que instalei, pagos ou gratuitos, parecem seguir regras rígidas para seu desenvolvimento. Além de bonitos, todos funcionam bem e são instalados com um só clique, no caso dos gratuitos. Na iTunes Store brasileira o conteúdo (filmes, músicas e livros) ainda é muito limitado.

Limitações

Sem porta USB, sem saída HDMI, sem possibilidade de expansão da memória interna. Para fazer o tradicional sem poder usar recursos tradicionais, você precisa usar caminhos diferentes e trabalhosos. Também vale morrer numa grana com um adaptador USB. Ou você pode tentar se adaptar as regras criadas pela Apple. Francamente, talvez não seja má ideia depositar alguma confiança num fabricante que claramente está um passo a frente dos concorrentes.

Qual o grande barato do iPad? O que ele tem que os outros (ainda) não têm?

Muitos dos reviews e análises sobre o iPad 1 e 2 que li diziam no final que poderia valer a pena aguardar mais um pouco, que um concorrente a altura estaria prestes a ser lançado, por um preço menor, maior liberdade etc… Quero que alguém me aponte nos comentários se isso já aconteceu, se já temos um ipad-killer de verdade.

Me convenci da superioridade do iOS. Por enquanto ele está imbatível frente a todas as versões do Android. Me arrisco a dizer isso mesmo não tendo ainda a oportunidade de conhecer o Ice Cream Sandwich.

Muitos criticam o sistema Android dizendo que ele ainda está na fase BETA se comparado ao iOS do iPad, é difícil não concordar com isso depois de conhecer os dois lados.

Qualidade, beleza, suavidade, experiência imersiva, funcionamento simples e eficiente. Esses são os diferenciais do iPad 2.

Outros reviews:

http://www.portaltech.blog.br/reviews/ipad-2/

http://www.blogdopaz.com.br/tecnologia/xoom-x-ipad-2-o-que-o-motorola-tem-de-melhor

http://macworldbrasil.uol.com.br/reviews/2011/03/11/mais-rapido-leve-e-fino-ipad-2-supera-modelo-original-e-rivais/

Lombrigas

Quando eu era criança, havia uma expressão que a gente usava quando alguém aparecia com algo legal, geralmente de comer, e a gente ficava com vontade, ficava “com lombriga”. Precisava provar um pedacinho que fosse pra sossegar. Coisa de caipira, do you know?

Esses dias atrás fui acometido de lombrigas quando meu irmão, depois de algum tempo de pesquisa e com minha consultoria, comprou finalmente um celular novo para substituir seu Motorola de 5 anos. Como fiquei enchendo a cabeça dele, ele optou por um celular bacana, um Samsung Galaxy 5. Na sorte, pegou o último de mostruário por um preço bem interessante.

Você que acompanha meu blog deve ter lido esse post, onde conto resumidamente minha história com gadgets. Depois de esquecer pra sempre meu Samsung BlackJack II na mesa de um bar, eu decidi evitar coisas pequenas e caras, fáceis de perder.

Até agora eu estava focando meus esforços na busca de um iPad. Pois bem, mudei de ideia, manolo!

O Galaxy 5 vem com Android. Caso você não saiba, esse é o sistema operacional de dispositivos móveis líder no mundo e só perde (perde?) para o iOS do Apple iPhone. E, olha que legal, é desenvolvido em Linux e tem apoio do fortíssimo braço do Google.

Brinquei bastante com o celular do meu irmão e descobri que é possível ir longe com ele. Basicamente o bichinho é um computador de mão. Tem um processador de 600 MHz, dá pra crer? Pra você que é mais leigo do que eu ter uma ideia, dá pra ver vídeos diretamente no site do YouTube, usando conexão Wi-Fi. A tela de toque tem 2.8 polegadas, exatamente 4,3 cm x 5,7 cm. Quase o dobro do BlackJack que eu tinha.

Percebi que um modelo com Android poderia muito bem satisfazer minha necessidade móvel. Ok, o iPad iria cumprir essa função e muito mais, mas está tão caaaaro… e está difícil de levantar essa grana. Enquanto isso, levar o notebook pro trabalho todo santo dia anda estragando minhas costas.

Então foi nessa lombriga que comprei isso, um LG Optimus One. Rá!

Dessa vez prometo que não vou esquecer no bar, ok?

Minhas bugigangas

Um amigo me acusou de gastar muito com tecnologia e parei pra pensar um pouco sobre isso. É verdade, ele tem razão. Mesmo sendo um pobre, volta e meia derramo rios de dinheiro em bugigangas eletrônicas inúteis. Crucifica-o!

Já li alguns posts de blogueiros contando suas histórias com gadgets, resolvi contar a minha também. É bem sem graça, então pegue um café pra acompanhar esse texto longo.

Primeira coisa a dizer é que não gosto dessa palavra, gadget, prefiro chamar bugiganga eletrônica. A primeira que tive foi um celular Ericsson a1228d, no tempo em que a operadora Claro se chamava Tess.

Ericsson a1228
Um tijolinho bem simpático, até.

Fucei no que ele tinha para ser fuçado. Brincava com alguns códigos “secretos” de configuração que não funcionavam. Nessa época, meu sonho era ter um tecladinho qwerty que você acoplava e podia escrever SMS com mais conforto:

Tecladinho pro Ericsson a1228
Tecladinho bizarro

Também tive um outro parecido, esse aqui:

Ericsson
Esse era duro na queda.

Na faculdade tive contato pela primeira vez com um Palm e fiquei abismado. Achei maravilhosas as possibilidades que ele trazia e fiquei desesperado para ter um. Por algo que considero um azar do destino, acabei encontrando um Palm m125 usado sendo vendido numa loja de informática. Não consegui me segurar, gastei uma grana indecente, quase o dobro do que ele realmente valia. Era o preço de ser um otário vivendo em Pirassununga em 2002.

Palm m125
Um clássico da finada Palm

Usei muito essa bugiganga para ler ebooks e escrever um ou outro pensamento. O Palm m125 tinha um defeito congênito documentado: um capacitor interno perdia a capacidade de segurar carga elétrica e fazia com que os dados fossem apagados da memória toda vez que você trocava as pilhas, o que era uma coisa constante porque o bicho era um devorador. O jeito era tentar sempre bater o recorde de velocidade na troca de pilhas. Outro grande problema era a sincronia com o PC, que não era nada fácil como conectar um pendrive numa porta USB.

De qualquer maneira, me diverti e aprendi muito com ele. No auge, eu conseguia mudar as fontes (dava trabalho) e até conectava na Internet via cabo. Bem nerd, hein?

Ele ainda está por aqui, jogado numa gaveta porque não vale absolutamente mais nada. A questão é que não tenho mais aquela paciência que ele exigia.

Na época em que eu fiquei de saco cheio com as limitações e obsolescência do Palm, eu tinha esse celular aqui:

Motorola w220
Bonitão

Que era charmoso mas não tinha nada de especial, nem mesmo camera.

Não lembro direito como foi, mas foi assim. Em abril de 2009 troquei ou vendi esse celular para meu irmão e comprei um smartphone na esperança de ter uma bugiganga moderna para ler meus ebooks. Lembro bem de ficar perguntando para a vendedora da loja CEM (é sério) se era possível abrir arquivos PDF nele. No fim, fuçando lá na hora, descobri que sim e fechei a compra.

Samsung BlackJack
Só não fazia empada.

Com o Samsung BlackJack II, que rodava Windows Mobile 6, fui feliz até o dia 27 de maio de 2010, quando esqueci-o na mesa de um bar. Perdeu, playboy.

Depois desse episódio decidi nunca mais ter alguma coisa pequena e cara que eu pudesse perder facilmente por aí. Fiquei um bom tempo sem telefone. Atualmente estou com um bem velhinho e simples.

Em fevereiro de 2010 eu havia comprado meu primeiro notebook e na mesma época passei a ter acesso rápido a Internet. Nesse mesmo mês eu lancei a pedra angular na fundação deste querido blog e virei um nerd de verdade, sem querer querendo. Desde então tenho lido muito sobre bugigangas eletrônicas e as coisas foram ficando mais claras.

Notebook Lenovo

Em junho de 2010 (?) eu soube do lançamento do Positivo Alfa e novamente fiquei abismado. Eu já vinha acompanhando a evolução do Kindle e da tecnologia e-ink. Me empolguei com a idéia de ter um “Kindle brasileiro”, barato e fácil de encomendar pela Internet. Assim que o botão “comprar” apareceu na Saraiva, eu cliquei. Era agosto de 2010 e dessa vez não senti que estava fazendo um mau negócio.

Positivo Alfa
Finalmente algo decente pra ler meus ebooks

Como eu disse no começo, sou um pobre, então não posso gastar além da conta. Da mesma forma que acompanhei com atenção o Kindle e o lançamento do Alfa, também fiz com o iPad, porém nem sonhava em ter um. Mas hoje, um ano depois de lançado, vendo até onde chegou o sucesso e tudo que é possível se fazer com essa bugiganga… e agora sendo vendido no Brasil…

Enfim, estou vendendo meu Alfa e levantando a grana pra comprar um iPad. Com um pouco de sorte, já pego a segunda versão.

Concluindo, espero que esse artigo ajude meus amigos a entenderem melhor meu lado nerd. Ou não.

iPad
Vai, manolo, autografa aqui no meu iPad!