O que tá escrito aqui?

Nada pior que um blogueiro e seus lamentos por falta de inspiração, mas vá lá, esse texto acabará sendo algo melhor que isso.

Parece que venho escrevendo cada vez menos. Eu estava revendo a lista dos meus melhores textos e isso ficou bem claro ao notar que o número de artigos listados é menor a cada ano. Me conforto com a esperança ou ilusão de que estou escrevendo menos mas melhor.

FORMA, FUNÇÃO E GORDURA

No ócio que a falta de vontade ou inspiração para escrever traz, acabo voltando meus olhos para a forma e fatalmente mexo no layout do blog. Sempre em busca do diagrama perfeito.

Quando comecei blogar, tinha ideias grandiosas, queria fazer um portal repleto de recursos e artigos maravilhosos, ganhar dinheiro. Tudo ilusão, pois eu já deveria estar acostumado com o fato de que sei fazer várias coisas, menos ganhar dinheiro. Então, aos poucos fui pondo os pés no chão e a aparência do blog seguiu a mesma onda.

Agora estou numa vibe minimalista, tentando dar foco ao conteúdo e sendo cuidadoso com a acessibilidade, legibilidade e responsividade do design web.

Estou testando este novo tema de WordPress que construí a partir do zero mas chupinhando algumas ideias do Medium, mistura de rede social e plataforma de publicação lançada pelos criadores do Twitter. Fiquei encantado quando vi aquela fonte grande, numa página limpa e simples, com um cabeçalho que mudava de lugar de acordo com a largura da janela do navegador. Destrinchei o código pra entender como aquela página funcionava e roubei um pedacinho do código pra mim, só um pedacinho. É o que os grandes fazem, não?

Após algum tempo encarando minha página inicial decidi por retirar sem dó tudo o que desviava a atenção do conteúdo em si e joguei pro pé da página o que acho importante que seja fácil de encontrar (como os botões de doação! — Dá um reau?).

Mas não parei por aí.

TIPOGRAFIA FOR DUMMIES

A minha letra nos cadernos de escola era terrível. Preenchi cadernos e mais cadernos de caligrafia e nada de me emendar, até que um professor moderninho falou que a letra é expressão da nossa personalidade e tentar endireitá-la pode ser um erro. Ora, se é assim, assim será. Hoje sou um jeca com letra de médico.

Quando escrevo a mão algo que é apenas para mim, a coisa fica bem feia. Tempos depois, nem eu sei o que escrevi. Se é algo que deve ser legível para outros, escrevo em letra de forma, coisa que boa parte das pessoas faz também, imagino.

Acho bacana a ideia de criar fontes personalizadas e a possibilidade de usar uma fonte com minha letra sempre esteve em minha mente. Tipografia é uma arte bastante fina e sutil que fica subentendida por trás do texto, afetando a leitura de modo bem subliminar. Acredito que um texto fica especialmente impactante quando escrito à mão, por mais feios que sejam os traços.

Redescobrindo meus traços

Esses dias venci a letargia que me é usual em se tratando de por ideias em prática e fui ler um pouco sobre como funcionam as fontes tipográficas para web. Antes de sair instalando programas free ou piratas voltados pra esse tipo de arte, entrei na loja da Apple pra saber se havia algum app pra isso, afinal com o iPad seria muito mais fácil digitalizar meus garranchos.

Sim, tem, e ele é bastante bom! Chama-se iFontMaker e pelo preço de 7 obamas me obrigou a realizar uma boa análise antes da compra. Não se equipara a um soft especializado em criar fontes, daqueles que custam centenas de dólares, mas chega bem perto e vale cada centavo, mesmo que você só vá usar uma vez ou outra. E tem versão para Windows 8, baratinha também.

Se você se interessou pela ideia de fazer suas próprias fontes tipográficas, comece lendo esse artigo.

Juntando tudo isso, tema novo, fonte personalizada, e o fato de não haver mais acesso aos meus textos fora do site porque retirei RSS/feed, espero criar uma experiência mais pessoal e próxima com quem me lê, mesmo com aqueles que chegam aqui via Google, apenas procurando ajuda pra consertar a porcaria do myPad.

E se você teve uma dificuldade tremenda pra ler esse texto porque a letra tá muito ruim, me avise, posso tentar refinar. 😀

[ATUALIZAÇÃO: não estou usando mais minha letra feia como fonte do blog, se você quiser ver como ela é, clique aqui.]

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Como ler textos da web no monitor sem ficar cego antes dos 60

Vou dar uma dica esperta pra você que sofre desse vício abominável de querer ler tudo, até mesmo as bobagens que as pessoas escrevem nessa tal de Internet.

Se você usa os navegadores Google Chrome ou Firefox, basta instalar uma extensão que transforma qualquer site mal feito de letras miúdas numa linda folha A4 com letras de um tamanho que até o vovô consegue ver.

É o iReader.

Instale e veja a diferença. E é bem fácil de usar.

ireader-antes

ireader-depois

Seu blog bonito em dispositivos móveis

A Internet está cada vez mais móvel, caso você não tenha percebido. Todo dia sou confrontado com a frase “maravilhas da portabilidade” no Twitter e infelizmente não consigo deixar de mentalizar o tuitador enterrado de cabeça pra baixo num vaso sanitário.

Se você tem um blog é importante cuidar para que ele esteja sendo adequadamente visualizado nos mais diversos navegadores e dispositivos móveis, de celulares a tablets.

Essa dica é para quem usa WordPress.

Eu usava o WPtouch, que é excelente, mas ele parou de funcionar depois que eu mudei o tema e atualizei o WordPress. Andei pesquisando e não encontrei solução para o problema, porém encontrei uma saída que talvez seja a melhor. Como sou o blogueiro mais legal do mundo, vou ensinar pra você.

Instale um plugin chamado WPtap Mobile Detector. Com ele, você poderá direcionar o visitante para temas diferentes, de acordo com o dispositivo que ele estiver usando. Veja o screenshot da configuração do plugin. Ele é muito simples de configurar:

É aconselhável que você instale o plugin e logo em seguida instale alguns temas mobiles. A princípio encontrei e instalei dois: Smooci 2 e DroidPress. Em seguida configure qual tema abrirá em cada aparelho.

É interessante também que você aprenda a modificar e criar seus próprios temas, deixando-os na mesma linha estética que o seu tema principal.

É isso.

Pirassununga e suas escadas

A atual gestão municipal de Pirassununga tem erguido vários novos prédios públicos. Como não sou de perambular frequentemente pela cidade, acabo surpreendido quando me deparo com um desses prédios novos já prontos.

Pondo de lado a importância dessas obras para o progresso da cidade, para mim essas surpresas costumam ser desagradáveis por dois motivos. Primeiro, pela notável deficiência estética no desenho desses projetos arquitetônicos; segundo, pela clara falta de consideração para com as pessoas que possuam alguma limitação de movimentos. Ou seja, em Pirassununga não se considera construir prédios públicos seguindo princípios de acessibilidade.

Nesse mês o prefeito Ademir Alves Lindo inaugura o novo Centro de Convenções, que fica próximo ao lago municipal, na avenida Painguás. Veja algumas fotos do edifício:

Mais feio que isso, só se fosse um templo evangélico.

Note a escadaria íngreme. Você é cadeirante e quer entrar? Espere aqui na calçada, debaixo do sol, enquanto vou procurar o Tião para ele abrir o portão lateral…

Quanto a qualidade das construções em si, não posso afirmar nada, mas ouvi da boca de um funcionário da Secretaria Municipal da Saúde que o novo Centro de Especialidades Médicas já foi entregue com goteiras quando chove. Sem falar na precária circulação de ar que torna o corredor interno extremamente quente no verão.

A impressão que se tem vendo essas novas obras da prefeitura é que elas são criadas por pessoas sem formação técnica, principalmente no que tange à arquitetura.

Como dizem os antigos, tem-se a impressão de que são feitas “a toque de caixa”, “pra inglês ver”, e que “por fora bela viola, por dentro pão bolorento”.

Não é o que se deseja ver numa cidade que ainda tenta se firmar no caminho do progresso.

Triste.

Fotos: vickradialista.blogspot.commemoriadepirassununga.blogspot.com e difusorapirassununga.com.br