Como exportar projetos do Sonar para outras DAWs

E migrar para Reaper

Guia válido para Cakewalk Sonar Platinum 23.4.0 e Cockos Reaper 5.40

PASSO 1 – ORGANIZE SEU ESPAÇO DE TRABALHO

Crie uma pasta com o nome do projeto a ser migrado no local onde os arquivos serão gerados. Dentro dessa pasta, crie um arquivo txt chamado info.txt com a seguinte estrutura:

  • Nome da música:
  • Tempo e compasso:
  • Letra:
  • Panorama:
  • Plugins:
  • OBS:

Mantenha esse arquivo txt aberto durante todo o processo de migração para tomar notas e registrar informações sobre o projeto.

PASSO 2 – REGISTRO DE INFORMAÇÕES, ORGANIZAÇÃO E LIMPEZA DO PROJETO

Abra o projeto no Sonar e expanda todas as pistas e pastas. Use o atalho SHIFT + H para exibir pistas ocultas.

Verifique se os MIDIs originais (caso existam) estão no projeto. Caso não estejam, podem estar localizados nos últimos backups. É opcional usar ou não os áudios criados a partir de instrumentos virtuais que também já aí estejam gerados. Alguns sons de sinths podem não ser encontrados novamente em outras DAWs e plataformas, então é conveniente que esses áudios também sejam salvos.

Apague áudios desnecessários ou provisórios. Apague pistas que contenham conteúdo duplicado e com processamento provisório destrutivo (voz comprimida etc) Desfreeze pistas freezadas. Caso o áudio original não apareça, o jeito é usar o freezado mesmo. Arraste o item para uma nova pista.

Procure em cada pista por layers com trechos de áudio que estejam sobrepostos (é raro mas pode acontecer). Arreste layers para uma nova pista se for o caso. Caso haja pistas com títulos iguais, para evitar confusões, renomeie ao menos uma delas.

No arquivo info.txt, após anotar o tempo e compasso da trilha, anote o nome e o panorama respectivo das pistas que não estão 100% no centro (guitarra 75% E, por exemplo) se achar necessário e for um balanço definitivo. Anote o nome de cada pista e os plugins contidos nela. Opcionalmente abrir o plugin caso esteja instalado e anotar o nome do preset ou as configurações.

PASSO 3 – VERIFICAÇÃO DO BIT RATE DOS ARQUIVOS DE ÁUDIO

Após uma última verificação geral dos passos anteriores, vá em Projetos – Arquivos de áudio e verifique se todo o áudio está em 24 ou 32 bits. Caso alguma faixa esteja em 16 bits (abaixo do ideal), resolva conforme o caso (buscando posteriormente o áudio original em 24 bits num backup anterior ou deletando a pista caso seja um arquivo gerado por freeze ou a partir de um MIDI).

PASSO 4 – EXPORTANDO AS PISTAS DE ÁUDIO

Hora de exportar as pistas de áudio. Vá em Arquivo – Exportar – áudio

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Defina as opções exatamente como mostrado na figura. Caso aconteçam travamentos durante o processo, desmarque a caixa “Mix rápida”.

Escolha o local, escreva algo no campo nome de arquivo e clique em Exportar. Arquivos WAVE 32 bits 48 kHz únicos para cada pista, contendo dados de ponto de início, serão criados na pasta escolhida. Os áudios não conterão os efeitos de plugins, envelopes de pan, ganho e volume, mas estarão mixados em si caso tenham vindo de pistas com emendas por fade. Ou seja, os fades das partes serão aplicados, caso existam. O processo pode levar algum tempo dependendo do tamanho do projeto.

DICA: Crie um nome para o preset de exportação e salve-o clicando no ícone do disquete para uso futuro.

PASSO 5 – EXPORTANDO PISTAS DE MIDI E INFORMAÇÕES DO PROJETO

Terminada a exportação das faixas de áudio, é hora de exportar um arquivo MIDI contendo o tempo e compasso do projeto.

De volta ao Sonar, apague todas as pistas de áudio, mantendo apenas pistas simples com conteúdo MIDI. Verifique novamente se os nomes das pistas estão corretos. Vá em Arquivos – Salvar Como…

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Escolha o tipo MIDI FORMAT 1 como na figura acima e salve na mesma pasta onde se localizam os arquivos de áudio criados no passo anterior, nomeando o arquivo de forma a informar o conteúdo.

Esse arquivo conterá, além das pistas MIDI, o BPM e o compasso da trilha, bem como outras informações úteis para a migração para outras DAWs.

Agora basta manter esses arquivos de áudio e MIDI num backup de segurança.

PASSO 6 – CRIANDO UM PROJETO NO REAPER A PARTIR DE ÁUDIO/MIDI EXPORTADOS DO SONAR

Abra o Reaper e crie um novo projeto. Com a guia ou cursor de play estando em 1.1.00 / 0:00.000, vá em Insert – Media file. Localize e selecione o arquivo MIDI. A seguinte janela de opções será apresentada:

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O Ìtem “Import xx MIDI markers/cues as project markers” é opcional. Os demais são necessários para inclusão posterior dos arquivos de áudio correspondentes ao arquivo MIDI. Faça sua escolha e clique em OK. A seguinte caixa de diálogo poderá ser apresentada, oferecendo a possibilidade de dividir os canais usados por algumas das pistas MIDI:

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Escolha “Single Channel…” apenas se considerar necessário.

Após a importação dos dados de MIDI, é hora de importar os arquivos de áudio. Uma ação importante neste momento é criar uma nova pista abaixo da última e clicar nela para que esteja selecionada. Clique duas vezes na área escura abaixo da última pista ou use o atalho CTRL + T.

Novamente com a guia ou cursor de play estando em 1.1.00 / 0:00.000 vá em Insert – Media file e selecione todos os arquivos WAVE. A seguinte caixa de diálogo será apresentada:

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Escolha “Separate Tracks”. O processo pode demorar algum tempo dependendo da quantidade de arquivos WAVE.

Assim que terminado, é conveniente salvar imediatamente o projeto indo em File – Save project. Escolha o local onde seu projeto será salvo, escreva um nome, marque as opções “Create subdirectory for project” e “Copy all media into project directory” e clique em Savar.

Neste momento é possível ouvir os áudios perfeitamente sincronizados entre si e com os arquivos MIDI originais, tudo com o tempo e o compasso corretamente definidos de acordo com o projeto original do Sonar. Agora basta regular os panoramas e inserir plugins de acordo com as informações contidas no arquivo info.txt.

Tudo pronto. Bom trabalho!

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A Microsoft ainda não aprendeu a fazer navegadores

Olá, há quanto tempo!

Quando atualizei meu PC para o Windows 10 resolvi dar uma chance para o Edge e um pé na bunda do Google Chrome, que era – e ainda é – um grande devorador de processamento.

E lá fui eu. Exportei meus favoritos pro Edge, desinstalei o Chrome, aproveitei pra fazer uma limpeza na conta do Google. Acabei migrando também do Google Drive para o OneDrive. Tudo isso na esperança de que usando os programas pré existentes no sistema operacional eu tivesse uma melhoria de desempenho na minha velha máquina.

Pois bem, após esses vários meses tentando fazer minhas merdas com o Edge, sofrendo com limitações e esperando atualizações com recursos extras importantes que nunca chegam, o papai cansou.

Ele é tão ruim que nem sincronismo de favoritos tem. Jesus, que navegador bosta!

E lá vou eu procurar um navegador decente. Andei pesquisando e vou arriscar no Opera. Parece ser um navegador menosprezado mas bastante bom.

Na hora de exportar meus favoritos do Edge para o Opera, uma nova surpresa: não existe tal recurso, e ainda por cima a Microsoft tranca os dados num arquivo só dela.

Pra quem caiu na besteira de levar a sério o novo navegador da Microsoft e está sem saber o que fazer pra recuperar seus favoritos, fica a dica: http://www.emmet-gray.com/Articles/EdgeManage.html

Inté!

Eu tenho uma boa notícia

pra quem acompanhou o diarinho da construção do meu arcade e está pacientemente esperando que eu publique um ponto final no assunto!
Stewie-Is-Excited-Brian-Griffin-Is-Alive-Again-On-Family-Guy-

Eu resolvi que, para fechar com chave de ouro, não basta um simples resumo no meu blog. Não, senhor! É com grande alegria e satisfação que venho por meio desta anunciar a pré-venda do livro PROJETO ARCADE!

Venda?!

Sim, venda. Não existe almoço grátis, filho. Mas calma, é barato, apenas dois dólares, o que na cotação de hoje deve dar mais ou menos meio salário mínimo. Mas compre, ajude o Betinho a comer caviar (vegetal) e beber cidra Cereser, please!

O livro está quase pronto e traz mais de 60 fotos e ilustrações detalhadas. Nele descrevo o processo de montagem e dou alguns macetes e dicas essenciais pra quem vai se aventurar a construir sua própria máquina de videogame.

O ebook já está em pré-venda e será distribuído única e exclusivamente pela Amazon. Você poderá ler no seu ereader Kindle, smartphone ou tablet android, iPad ou iPhone e até mesmo no seu computador pc ou mac, porque o aplicativo da Amazon está disponível para Android, iOS e desktop.

capa

São apenas dois obamas na promoção de lançamento. O que é que você está esperando? Corre comprar!

 

 

 

Tablet android como terminal de consulta de preços

Eu quebrei a cabeça durante algumas semanas tentando criar um app simples para fazer um tablet android funcionar como terminal de consulta de preços, exatamente como fiz com um PC antigo. Demorou um pouco pra reconhecer que desenvolver um app está além da minha capacidade. Experimentei um caminho diferente que me levou a um resultado satisfatório.

Então vamos lá. Vamos precisar do seguinte:

Todos os apps são gratuitos, compatíveis com o android 2.2 e estão disponíveis no Google Play. Seu tablet não tem a loja do Google? Sem crise, você pode sair caçando na net o modo de instalar o Google Play nele ou, o que é melhor, instalar facilmente a excelente loja da Amazon, onde você encontra todos exceto o Palapa Web Server. Esse último você pode baixar por aqui.

Mas a primeira coisa a se fazer é ter certeza de que você tem um leitor e um tablet que se entendem. Conecte-os e veja se o leitor lê alguma coisa. Geralmente tablets com porta USB comum tem opção de usar a entrada como host. De acordo com o manual do leitor de códigos de barra, configure-o para ler o código e dar enter, isso é importante. Também é bom configurá-lo para que fique em modo de varredura constante. Detalhe: o tablet precisará ficar ligado a tomada.

Instale o AirDroid. Com ele você poderá ter acesso remoto ao tablet, o que será importante para atualizar o arquivo de preços sem precisar desligar ou tirar o tablet de operação. Dedique algum tempo para aprender a usar esse app.

Agora instale o Dolphin Browser, um dos melhores navegadores para android e que quebra um galhão pra quem não pode ou não quer usar o Chrome.

Instale o Palapa Web Server. Ele vai transformar o tablet num servidor web com suporte a php, que é o que nos interessa. Depois rode o app e veja se funciona digitando esse endereço no navegador Dolphin: http://127.0.0.1:8080/

Finalmente, usando o AirDroid, copie a pasta terminal do arquivo zip que disponibilizei acima para dentro do cartão interno do tablet, no diretório criado pelo Palapa: sdcard/pws/www/. Em seguida copie para dentro da pasta terminal um arquivo atualizado gerado pelo seu sistema de gerenciamento de estoque. Esse arquivo deve se chamar terminal.txt, mas você pode mudar para o nome que quiser bastando editar o arquivo index.php

Agora, no Dolphin, dê um refresh no endereço http://127.0.0.1:8080/ A pasta terminal deve surgir. Clique nela e a página de consulta deve carregar.

Se você fez tudo certo até aqui, o sistema está quase pronto, o leitor está capacitado a fazer buscas e a página está recarregando automaticamente a cada 10 segundos.

Agora basta configurar o navegador para rodar em tela cheia. Você também pode salvar o endereço nos favoritos do navegador e posteriormente criar um atalho na tela inicial para poder abrir a página rapidamente no caso de precisar reiniciar o tablet.

Se o tablet estiver com acesso root habilitado, o que é recomendável, você pode ir até configurações, aplicativos, desenvolvimento e configurar para que ele não adormeça quando estiver conectado a fonte. Isso é importante. Caso não esteja com root, experimente configurar o Palapa Web Server, que tem uma opção equivalente.

Uma coisa a se notar é que, já que o Palapa transforma o tablet num servidor, você pode acessar a página de consultas em qualquer smartphone, tablet ou computador que esteja na mesma rede, bastando digitar no navegador o IP do tablet, que pode ser visto na tela principal do Palapa. Com isso você pode ter dois ou mais terminais de consulta usando o tablet principal como cérebro.

Abaixo, um vídeo do sistema em funcionamento. Todo santo dia, ligo o tablet, inicio o Palapa, abro o navegador e ligo o leitor de código. O sistema fica pronto para o uso pelos clientes.

É isso. Está pronto seu terminal de consulta de preços, tão bom quanto um daqueles caríssimos, usando um tablet android modesto.

Torta de beringela

Milhares de pessoas pediram minha famosa receita de torta de beringela e finalmente vou revelar o segredo. É uma receita com beringela para quem não gosta de beringela, ou pensa que não gosta, ou algo assim.

Ingredientes da massa

  • 2 xícaras de farinha de trigo refinada
  • 2/3 xícara de água morna
  • Sal a gosto
  • 1 colher de sopa de óleo ou azeite
  • 1 colher de sopa de fermento granulado

Ingredientes do recheio

  • 2 xícaras de proteína de soja miúda
  • 1 cebola grande
  • 1 dente de alho
  • 1 limão
  • 2 colheres de sopa de óleo
  • Sal a gosto
  • 1 beringela
  • 2 tomates
  • 1 pimentão chapéu-de-frade
  • 1/2 xícara de cheiro verde fresco

Preparando a massa

Misture muito bem os ingredientes secos e só depois acrescente os outros. Cuidado pra não deixar a massa muito dura. Amasse bem e deixe a massa descansando num recipiente coberto enquanto prepara o recheio.

Preparando o recheio

Despeje a proteína de soja numa panela com bastante água e coloque para ferver. Quando levantar fervura, esprema o limão em cima e misture. Deixe fervendo por mais um minuto e depois retire do fogo. Imediatamente escorra bem a água e aperte um pouco a soja pra retirar o excesso. Parabéns, você aprendeu a hidratar carne de soja do jeito certo 🙂

Pique bem fino a cebola, o alho, o cheiro verde, o pimentão e o tomate. É bom retirar as sementes do tomate. Descasque a beringela, corte ao meio e retire as partes com sementes usando uma faca para escavar. Sim, boa parte da beringela tem sementes mas é importante retirar toda a casca e as partes com semente senão a magia não acontece. Pique em cubos pequenos.

Numa panela média, despeje duas colheres de óleo, uma pitada de sal, o alho e metade da cebola picada. Espere dar aquela fritadinha marota e então jogue a soja hidratada. Mexa e deixe em fogo baixo por alguns minutos. Parabéns, você aprendeu a preparar o picadinho de carne de soja do jeito certo 🙂

Quando o picadinho estiver parecendo bem seco, jogue o pimentão, o tomate, o cheiro verde, a outra metade da cebola e por fim a gloriosa beringela. Misture e deixe em fogo baixo mais alguns minutos. Retire a panela do fogo e deixe esfriar destampada.

Montando a torta

Corte a massa em dois pedaços, um deles um pouco maior que o outro, esse será a parte de baixo. Estique com um rolo ou uma garrafa. Não pode ficar muito fina, algo próximo de meio centímetro. Unte a forma com óleo e ajeite a massa com cuidado, sem esticar nos cantos. Deixe uma boa borda mas corte o excesso.

Coloque o recheio e espalhe bem pra não deixar espaços vazios.

Estique a outra metade da massa e cubra a forma inteira, cortando o excesso mas deixando as bordas das duas partes bem coladas. A massa que sobrou pode ser cortada em tiras e colocada em cima da torta.

Pincele azeite ou óleo e leve ao forno com fogo baixo/médio. O tempo varia, mas algo em torno de uma hora deve ser suficiente.

Bon Appetit!