Impressões de um jeca na capital

Nas férias desse ano, contrariando as previsões usuais, eu viajei. Fui visitar alguns amigos e conhecer a capital do nosso grande país. Ainda estou digerindo o que vi mas vou tecer meus comentários de matuto do interior de SP.

Brasília é um cidade estranha, muito diferente das (poucas, é verdade) que conheci. Tudo é dividido em setores muito distintos uns dos outros, uma cidade de retalhos.

Eu imaginava que não veria muitas árvores e verde por lá e me surpreendi. A cidade é bem arborizada, até mesmo nos lugares onde o concreto reina. E há muito espaço livre, muito mesmo. Na verdade Brasília não é um grande centro porque a única coisa centralizada lá é o poder.

Em Brasília tudo é longe. É uma cidade pra ser percorrida de carro. E carro é uma coisa que lá, assim como aqui, não falta. Uma frota bem nova, ao contrário da que vemos aqui no interior, cheia de modelos dos anos 90. Por outro lado, os ônibus do transporte coletivo de lá são de dar vergonha de tão mal cuidados.

De certa forma Brasília é uma síntese do país onde a locomoção individual tem preferência em detrimento ao transporte coletivo. E é mais uma cidade hostil aos pedestres e ciclistas.

É a capital do carro, sem dúvida. Poucas motos são vistas. Fora dos núcleos habitacionais não se vê gente andando a pé ou de bicicleta. Não é uma cidade amigável e convidativa para tal coisa. É perigoso atravessar as largas avenidas (marginais, vias, sei lá) porque o transito é rápido. Existem lugares apropriados e seguros pra caminhar e pedalar, mas o ir e vir só é pleno para quem está dentro de um carro. Eu acho deprê.

Esse sou eu não contente em Brasília

As obras de Niemeyer são bonitas e impressionantes. Fazem a gente pensar. De perto ficam estranhas e um pouco perigosas. Sempre tem um vão ou desnível sem barreira ou anteparo. Qualquer passo em falso e você literalmente cai de cabeça nas ideias do arquiteto. Gostei bastante da Catedral Metropolitana, mas acho que foi pelos motivos errados.

Depois de algumas noites comendo apenas batata ou mandioca frita nos bares da Asa Sul, lembrei de pesquisar no Grande Guia Vegano de Brasília pra saber onde um vegano caipira poderia experimentar a alta gastronomia que somente uma cidade grande pode oferecer. Bem, essa área não é escassa por lá mas fica aquém da importância da cidade.

Então fui conhecer o Café Corbucci, “o único estabelecimento 100% vegan na cidade cemitério”, segundo as palavras do guia. É um lugar agradável que fica na Asa Norte, que é bem diferente da Sul. Foi uma sensação estranha abrir o cardápio e encontrar mais de duas opções de coisas que eu comeria fora de casa.

Enfim, é isso. Gostei de viajar, rever os amigos e conhecer as coisas que eu via na televisão 😀

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