O que a vida me ensinou?

Terminei de ler esse livreto do Mario Sergio Cortella, o “O que a vida me ensinou”. Faz parte de uma coleção homônima que reúne mini autobiografias de figuras importantes em várias áreas. Sempre tive muita simpatia por ele e suas palestras que vi em vídeo. Gostei bastante do livrinho! Você pode ler gratuitamente (e de forma lícita) as primeiras 15 páginas aqui.

Duas coisas chamaram minha atenção nesse livro. A primeira é que Cortella também é dos que não gostam de carros e nem mesmo tem carteira de motorista. O que me fez lembrar que minha carteira está prestes a vencer e andei pensando seriamente em deixar pra lá. Simples assim, um problema a menos. Um alívio, até. Mas acontece que volta e meia me vejo obrigado a dirigir o carro da família e, também, por outro lado, não descarto a possibilidade de no futuro vir a ter uma scooter elétrica, coisa que já existe por aqui. Enfim… não há saída a não ser morrer nessa grana maldita.

A segunda coisa interessante que encontrei no livro é que ele tem uma explicação bem peculiar sobre o porquê das campanhas pela ecologia e sustentabilidade não despertarem interesse suficiente entre os jovens.

No capítulo “A ecologia, o apego e o erotismo” diz ele que o cuidado com o meio ambiente só pode acontecer quando existe apego, enquanto que o apego é fruto da erotização. Ou seja, toda campanha pela preservação e sustentabilidade deve, assim como em outros produtos, usar dos truques da publicidade para criar vínculos. Nas palavras dele: “As campanhas publicitárias conseguem erotizar um jeans de tal forma que ele pode ser vendido pelo preço de uma TV de plasma de 42 polegadas. Conseguem erotizar um par de tênis e vendê-lo pelo preço de dois pneus de carro. Conseguem, em resumo, transformar objeto em desejo. As pessoas precisam do que desejam.”

Ora, as campanhas atuais se baseiam no desapego visando proteger o planeta. A solução estaria na outra direção: “o que nos faz zelar, proteger, cuidar, é o apego”. Eu cuido daquilo que uso, que desfruto.

Pedir ao jovem para simplesmente abrir mão de alguma coisa é automaticamente conseguir seu desinteresse, o que é o contrário do que se espera, e é o que as campanhas convencionais vem fazendo. Criar um vínculo emocional e erótico da juventude com a natureza é a maneira mais eficiente de estimular o zelo e, portanto, a sustentabilidade.

Interessante, não?

 

Viver em paz não é viver sem problemas, sem atribulações, sem tormentas. Viver em paz é viver com a clareza de estar fazendo o que precisa ser feito. – Mario Sergio Cortella

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