iPad na criação musical

Estou aqui brincando com o GarageBand no iPad. É uma espécie de Protools ou Cakewalk Sonar para leigos. Quando digo leigos, estou falando de músicos sem intimidade com softwares de criação musical, não de pessoas que não sabem nada de música. Mas claro, qualquer um com senso musical consegue tirar algo agradável dele. Ele é feito pra isso também. A grande sacada está justamente na facilidade.

Mas estive pensando, será que existem músicos que não se interessam pelo uso de softwares na criação musical? Não estou falando de Roberto Carlos, Chico Buarque, mas de músicos amadores, iniciantes ou em início de carreira profissional. É possível haver quem faça música e se mantenha distante da tecnologia aplicada na área?

Ser um músico já é meio caminho andado pra ser um nerd, afinal o músico domina e se interessa por algo que é visto como um enigma pela maioria das pessoas. Les Paul, que foi o inventor da gravação sonora em múltiplas pistas, era com certeza um músico nerd.

Talvez haja alguns poucos puristas, old schools, sei lá. Mas olhando para o passado é fácil perceber que a música, vá lá, evoluiu de mãos dadas com a tecnologia. Por incrível que possa parecer, toneladas de conhecimento separam o DJ de hoje daquele macaco que dominava a antiga arte de batucar troncos com ossos dos inimigos.

Poucos músicos podem se dar ao luxo de não se preocupar em aprender mais sobre sua arte.

Do fonógrafo ao iPad.

Ok, ok, estou sendo tendencioso. Do fonógrafo ao Digidesign.

Como simulador (de bateria, piano, guitarra, baixo) o iPad tem suas limitações, afinal emular a sonoridade desses instrumentos acústicos é tarefa difícil até mesmo para equipamentos profissionais.

O grande lance do GarageBand para iPad é ser simples e oferecer resultados rápidos. É uma versão melhorada dos antigos gravadores k7 portáteis, que justamente funcionavam como um bloco de anotações sonoras, uma ferramenta de rascunho e esboços. Simples de usar e sempre a mão, para não perder a inspiração e o pique nos momentos criativos.

Mas eu vejo no iPad um potencial musical realmente novo, que se mostra em softwares que não tentam mimetizar outros instrumentos, mas sim transformá-lo num instrumento diferente, aproveitando o que o controle tátil pode oferecer. Basicamente são sintetizadores com resposta mais humana, como esse que você pode ver no vídeo abaixo, mas é possível ir bem longe a partir daí.

Pode-se fazer coisas realmente legais com um iPad e alguma sensibilidade musical.

Publicado por

Roberto Strabelli

Pode conter traços de gente

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