Nada vai mudar meu mundo

A não ser que eu queira.

Sou um cara muito chato, quem me conhece é quem diz. As causas da minha chatice variam, também de acordo com o que reportam sobre mim: falta de mulher, falta de surra, falta de dar o cu. Todo mundo tem uma solução sobre o “problema roberto”.

De fato vejo que sou bem chato mesmo, e a culpa é somente minha, nada que fatores externos vão mudar, mesmo porque a mudança deve ocorrer de dentro pra fora. Então isso exclui eu ter que sair dando o cu. Vá dar o cu você.

A vida é uma viagem de autoconhecimento. Eu acredito que devamos todos tentar melhorar, mas isso é um trabalho unicamente interno. Mude seu coração e mudarás o mundo, pelo menos ao seu redor. Eu realmente acredito nisso, e acredito principalmente no exemplo. Dar exemplo é ensinar com eficácia.

Não fale-me sobre como as coisas devem ser, seja um exemplo para mim. Por minha parte, não tentarei te forçar a nada. Se você tiver que aprender alguma coisa comigo será através do meu modo de ser.

Acredito que mudei muitíssimo nos últimos anos. Para você vislumbrar isso numa perspectiva concreta, posso sintetizar essa mudança em três coisas: parei de seguir velhos sonhos, parei de fumar, me tornei vegano.

Mas calma, wait for the cream. Não é tão trivial quanto parece. São mudanças de hábito aparentemente simples, mas cada uma delas demorou e levou o tempo necessário de germinação, nascimento e amadurecimento e estão profundamente enraizadas no que acredito e no modo como vejo o mundo atualmente.

São mudanças tão fortes para mim que quando olho para o meu passado vejo que fui cego e que agora estou no caminho certo. Percebo que vivi até então com os olhos vendados e hoje finalmente entendo uma pequena parte do mundo ao meu redor. Uma pequena parte.

Já ouvi gente dizendo que as pessoas não mudam, apenas aprendem a se policiar. Não é verdade, quem quer mudar, sente que precisa mudar e muda. Essa noção de que apenas aprendemos a nos policiar parece coisa de sociopata. Com certeza deve ter muita gente que apenas finge ser gente. Não é o meu caso. É o seu?

Só posso falar de mim.

Tenho muito que melhorar ainda. Tenho defeitos graves, sei disso mais do que qualquer pessoa. Mas não parei, estou caminhando, porque é caminhando que se chega as encruzilhadas, e é nas encruzilhadas que tomamos decisões.

O caminho longo nos dá o tempo necessário para escolher bem quando chegar o momento. As vezes ficamos com algo vindo e voltando na nossa cabeça, sem conseguirmos uma solução. Volta e meia damos de cara com o mesmo problema, deixa-mo-lo de lado por algum tempo mais, e ele volta. E finalmente a solução se configura certeira porque finalmente estamos prontos para ela.

Certa vez eu estava assistindo pela milionésima vez o clipe de Fiona Apple da sua versão da música “Across the universe” dos Beatles. Joguei um “Nothing’s gonna change my world” no Twitter e uma amiga retrucou: a não ser que você queira.

Sim, é verdade. Se eu quiser, meu mundo pode vir a ser diferente.

E é isso.

Pra você que leu esse texto todo até aqui e achou que não valeu a pena o tempo da leitura, na tentativa de ser-lhe útil de alguma forma, deixo ao menos essa curiosidade interessante e uma bela canção:

Across the universe é uma das mais lindas canções dos Beatles e foi feita em 1968. Tudo indica que foi composta unicamente por John Lennon, apesar de levar o selo Lennon/McCartney.

Lennon a gravou e regravou diversas vezes sem nunca chegar a um resultado que o satisfizesse. A música acabou saindo no álbum Let it be, de 1970, unicamente porque Lennon insistia em tocá-la durante os ensaios e gravações do filme homônimo ao disco. Aparentemente ele nunca desistiu dela, ou ela nunca desistiu dele.

Num evento muito peculiar levado a cabo pela NASA para celebrar seu aniversário e o do Deep Space Network (rede internacional de antenas usada para comunicação com naves e bases espaciais), aproveitando o aniversário de 40 anos da canção, no dia 4 de fevereiro de 2008, usando uma antena de setenta metros de altura localizada na Espanha, a NASA transmitiu “Across the universe” em direção a Estrela Polar, distante 431 anos-luz da Terra.

“Across the universe” é uma música muito louca, com uma letra muito louca e que ainda hoje deixa inquietos os espíritos dos que a ouvem.

Fontes: Wikipedia.

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