Isso é barreira entre as espécies

Como eu disse num post aí atrás, estou lendo um livro que versa sobre o polêmico tema “vegetarianismo”. Estou lendo o livro devagar e provavelmente vou recomeçar a ler quando chegar no final. Só então vou tentar emprestar pra algum amigo. O mais provável é que o livro vá para revenda (a preço de semi-novo, que eu não sou bobo).

Um conceito muito interessante que o autor ocupou-se em explicar logo nas primeiras páginas é o da “barreira entre espécies”. Eu adoraria poder colar aqui o trecho todo, mas devemos seguir as regras de direito autoral para não esculhambar aqui o recinto.

Vou ter que tentar explicar do meu jeito. Vamos usar como exemplo dois fatos que você já deve conhecer. Primeiro: na índia as vacas são animais considerados sagrados, não passa pela cabeça de nenhum indiano se alimentar de carne bovina. Segundo: na Coréia é comum usar cães como alimento. Vamos as imagens. Simões, põe na tela!

Clique na foto para conhecer a receita de um delicioso picadinho indiano.
Clique na foto para ver cãezinhos fofos sofrendo em gaiolas e muito mais.

Se você costuma agradar seu cachorro jogando para ele tecos de carne no churrasco de fim de semana, é certeza que vê essas coisas como estranhas. Talvez, até mesmo erradas. Uma inversão, talvez?

Ou você prefere ligar o foda-se e nem pensar nisso? Fique a vontade em fechar essa página e pensar em outra coisa. Ninguém vai te culpar, muita gente mesmo faz isso o tempo todo.

Mas o que há de errado aí? A carne do seu cachorro pode ser tão ou mais saborosa que a de um boi, sabia? E se você enxerga maus tratos aos cães na Coréia, saiba que eles estão sendo tratados de modo igual as vacas aqui no Brasil e nos demais países onde esse animal não é considerado sagrado.

Mas ao menos nesse lado do mundo, o cão é sagrado.

Isto que você está vendo é um cão fazendo Pilates.

No livro “Comer animais” o autor usa, como exemplo para explicar a barreira que existe entre as espécies, o caso de Knut, um lindo e fofo urso polar nascido no zoológico de Berlim em 2006. Ele, que precisou de muito amor e carinho para sobreviver as adversidades de uma infância difícil, teve apoio e foi adotado pela cidade toda. Knut tem até seu próprio website.

“Se você for ver Knut e ficar com fome, a poucos metros de seu cercado há um quiosque vendendo salsichas ‘Wurst de Knut’, feitas com carne de porcos de criações industriais, que são pelo menos tão inteligentes e dignos da nossa atenção quanto Knut. Isso é barreira entre as espécies.”

Publicado por

Roberto Strabelli

Pode conter traços de gente

2 comentários em “Isso é barreira entre as espécies”

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alteração )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alteração )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alteração )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alteração )

Conectando a %s