Esse meu lado sombrio

Quem me conhece sabe que sou um poço de gostos improváveis e paradoxais (e não sou gay). E essa é uma das razões pelas quais todos me amam, é claro.

As vezes essas minhas inclinações me levam a fazer coisas estranhas como, por exemplo, passar cinco horas ininterruptas jogando um jogo feito na Ucrânia.

É verdade, as vezes fico um pouco obcecado por alguma coisa em particular. A bola da vez é um jogo chamado STALKER – Shadow of Chernobyl (e não sou bipolar).

Apesar de não ser um grande fã de games e ser quase tão leigo no assunto quanto minha mãe, quero falar um pouco sobre esse jogo em particular. Em primeiro lugar porque ele foi a primeira coisa digital que comprei na minha vida e segundo porque é um jogo realmente do caray!

Aí você me pergunta: mas, Robertão, porque você comprou um jogo, você é um pirata que eu sei! É verdade, você tem razão, e eu odeio quando você tem razão, mas você insiste.

Ora, eu comprei o jogo justamente por isso, eu queria saber como é possuir alguma coisa original. Também comprei porque as resenhas que li me mostraram que era um jogo muito bom e que valia a pena ser jogado. E é claro, francamente falando, também comprei porque instalar a versão crackeada não estava dando certo (e olha que eu sou bom nisso).

Qualé!? Eu nunca disse que sou santo, mas não compro nada pirata. Existe uma grande diferença entre baixar um programa pirata e comprar um programa pirata. Eu não sou um criminoso e não financio porra de violência nenhuma, me deixe em paz!

Bem, deixe me recomeçar.

Stalker é um jogo de tiro FPS super realista criado por uma empresa ucraniana chamada GSC. Quando digo realista não falo apenas dos gráficos, mas de vários detalhes e pormenores que contribuem para fazer o jogo transparecer realidade. O fato da empresa que fez o jogo ser da Ucrânia não significaria absolutamente nada, não fosse pela temática: Chernobyl.

A história do jogo é basicamente a seguinte: Houve uma segunda explosão na usina no ano de 2006, muito pior que a primeira, em 1986. Agora estamos em 2012 e você é um Stalker, uma espécie de mercenário que vive na Zona, uma área isolada do resto o mundo, afetada pela radiação. É um mundo apocalíptico e arrepiante que abriga monstros mutantes, onde mercenários e militares combatem pelo controle, porque a região está cheia de artefatos, objetos com poderes e que valem um bom dinheiro. Mas sua vida não é simples: você perdeu a memória e quase morreu, e precisa descobrir quem é você e o que houve.

Veja o vídeo de introdução:

Lançado em 2007, o jogo levou 4 anos para ficar pronto e veio cheio de bugs. Nem rodou quando instalei, foi preciso acrescentar alguns patchs de atualização que estão disponíveis no site da produtora. O jogo é muito leve apesar dos bons gráficos que tem: com 10gb de disco, 500mb de ram e uns 128mb de vídeo, ele já roda sem grande dificuldade.

Ao contrário de muitos games de tiro, aqui na Zona as leis da balística são rígidas: tiro na cabeça mata. De longe, a boa mira faz diferença, como seria na vida real. Cães selvagens atacam quando estão em grupo, como na vida real. Monstros atacam sem lógica ou razão, como na vida real.

Você também não consegue carregar uma tonelada de armas e munição e ainda por cima correr como uma lebre. Não aqui, filho. A área total do jogo é de mais ou menos 30 km quadrados, sem meios de locomoção rápidos ou qualquer tipo de teletransporte. Se você quer ir até lá, comece a caminhar. No seu caminho você vai cruzar com outros stalkers, militares, bandidos, animais mutantes e até zumbis.

Nos escuros laboratórios subterrâneos, medo você terá.

Você tem liberdade de movimentação total, a todo momento. O jogo tem um forte lado RPG, onde você interage com quase tudo e todos os personagens. Você escolhe entre fazer amigos ou inimigos, ser um Stalker do bem ou um filho da puta covarde e traidor. Pode escolher entre executar as missões ou ficar vadiando e coletando artefatos para vender aos comerciantes e juntar dinheiro pra comprar armamentos melhores. Não sei o quanto isso interfere em alcançar o objetivo do jogo. Aliás, objetivo é um conceito maleável, já que são sete finais diferentes, sendo que apenas dois seriam os “corretos”.

Stalker é tão sério quanto um jogo pode ser. É um game de terror onde é preciso definir estratégias de ação e espreitar o inimigo. A temática é pesada e polêmica. Não agradou muito na Europa, por que será?

Outros games mais cool como Unreal e Call of Duty podem até ter um visual melhor, mas perto dele são suaves brincadeiras de criança. Stalker é jogo pra macho.

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