O mundo no seu pulso

Santos Dummont, como todo bom inventor, vivia com as mãos ocupadas. Pôs na cabeça que precisava ver as horas com mais facilidade e rapidez, coisa impossível de se fazer usando um relógio de corrente. Quando pediu a Louis Cartier que fizesse um relógio que pudesse ser preso ao braço, provavelmente não imaginava que o relógio de pulso se  tornaria algo tão emblemático.

A partir daí, esse acessório tão útil tornou-se rapidamente uma praga tecnológica e dominou o mundo, sendo comumente visto tanto no braço do mendigo como no do magnata. Porém, como a roda da história não pára, o relógio de pulso ganhou um concorrente feroz chamado celular. Algo sofisticado e cheio de recursos que, ora, também serve pra mostrar as horas.

Com a miniaturização proporcionada pela nanotecnologia, inevitavelmente aconteceu a fusão das duas coisas.


Claro que o relógio celular ainda é um tijolo comparado ao quão compacto um relógio de pulso pode ser, mas é apenas uma questão de tempo até que se torne viável o uso corriqueiro pelo populacho (minha mente visionária me diz que isso é só o começo, mas não vem ao caso profetizar sobre tal coisa).

Bem, para quem considera o relógio de pulso e o celular como acessórios imprescindíveis, a junção dos dois é uma benção do deus microchip. Pra quem encara os dois como parasitas cancerígenos, será mais um alvo móvel.

Não sou tão radical quanto pareço mas não vou negar que me encaixo nesse segundo grupo.

Parei de usar relógio de pulso há muito tempo. Considero um desconforto sem sentido e, particularmente, vejo o relógio de pulso como um acessório fútil, indicador de status e opulência, assim como carros esportivos, mulheres gostosas famosas e caviar (clique aqui e veja os relógios que você nunca terá na vida e depois clique aqui para ver uma lista de relógios que você pode ter se vender sua casa). Quanto ao celular, não considero que seja uma grande conquista humana poder carregar pra cima e pra baixo um pequeno dispositivo radio transmissor com fama de cancerígeno.

Como tudo na vida, há exceções, por exemplo no uso profissional e esportivo do celular e do relógio, respectivamente (não inverta essa ordem, a não ser que você seja adepto do arremesso de celular a distância). A ironia nessa história toda é que euzinho vivo carregando um gigantesco smartphone, simplesmente porque pus na cabeça que precisava de algo melhor que meu Palm m125 para ler meus e-books, mas isso também não vem ao caso.

No meio disso tudo, enquanto os inventores inventam, os fabricantes fabricam e os consumidores consomem, os estudos sobre a relação entre o uso do celular e a incidência de câncer nunca se mostram conclusivos. Ninguém chega a um consenso! Pesquise um pouco por aí e você verá que assim como o café, o ovo e a aspirina, o celular é pivô de um debate acirrado.

Eu tenho medo. Obviamente, os fabricantes negam que celulares causam câncer, e fazem isso usando quase metade do manual de instruções de qualquer celularzinho. Em contra partida, discretamente, orientam o consumidor a não utilizar o aparelho junto ao corpo.

Será que o relógio celular é seguro? Afinal, ele fica grudado ao pulso…

Na dúvida, se você é da tribo do relógio, prefira carregar consigo o bom e velho Rolex.

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