Os Beatles e o futuro do passado musical

Quando eu nasci, os Beatles já haviam se separado de velho. Quando John foi assassinado, eu ainda nem sabia o que era música.Não cresci ouvindo o som dos caras, na verdade eu ouvia bastante música erudita dos muitos LPs do meu pai, aqueles da Reader’s Digest (Seleções), além dos horríveis sucessos internacionais dos anos 80 do acervo do meu irmão e tudo mais que tocava no rádio. Talvez tenha sido pela FM o meu primeiro contato com o rock inglês dos caras, mas ficou no inconsciente.

Beatles emos (I'm down, I'm really down...)

Fui despertado para a música pelo rock fuleiro feito no Brasil do final dos anos 80. É isso aí, lembro bem que a primeira música que ouvi com atenção e achei o máximo foi “Índios” da Legião Urbana! As bandas que embalaram minha puberdade foram as brasileiras. Legião Urbana e Engenheiros do Hawaii, principalmente, e as demais que dominavam as rádios naquele tempo: Capital Inicial, Barão Vermelho e Cazuza, Titãs, entre outras.

Essa foi minha formação musical básica. Só depois, bem depois, tive contato direto com as grandes fontes mundiais da música ocidental “moderna”, como os Beatles, Pink Floyd, Elvis Presley, etc. Meu leque musical demorou um pouco para abrir, de maneira que descobri tarde o que são todos esses supercaras e seu valor para a cultura jovem.

Tenho uma teoria particular sobre a ligação espiritual que desenvolvemos com a música na adolescência. Como vou explicar? Vamos seguir por esse caminho: por pior que seja a música dessas bandas brasileiras que citei, fui uma das pessoas tocadas por elas quando era garoto, de maneira que nada no mundo pode me fazer ter aversão as músicas dessa galera fuleira, mesmo eu sabendo hoje em dia muita coisa sobre música, tanto do lado de quem ouve quanto do lado de quem faz.

Acredito realmente que a música da nossa época é a que faz a nossa cabeça.

Não quero entrar em juízo de valor (?) sobre a qualidade musical, tanto da atualidade quanto do passado. Muita gente considera bandas como Fresno, NX Zero, CPM 22 e companhia como sendo lixo musical, subproduto defecado e derivado da ganância do capitalismo e etecetera e tal. Quem sou eu pra dizer que isso é fato? Não sou nenhum Tinhorão.

Da mesma forma que podemos desprezar considerar de menor valor a música que nossos filhos ouvem (por qualquer razão que seja), também nossos pais podem ou poderiam ter feito o mesmo em relação ao som que amamos.

E é isso o que acontece. Inevitavelmente, isso acontece.

Particularmente creio que sempre será assim. Claro que há os que acreditam que a música, pelo menos no Brasil, está em franca decadência. Não sei, não sei… Isso já é outra história. Prefiro deixar essa preocupação para os especialistas.

Na verdade o que venho expor com todo esse blá blá blá é a necessidade que eu vejo dos mais velhos apresentarem os Beatles aos mais novos!

Meu Deus! Os jovens precisam ouvir mais Beatles!

Ajude, você moço velho ou novo, dando de presente ao seu filho, sobrinho, neto, as músicas dos Beatles. Já você, iniciante, que não conhece nada do quarteto de Liverpool, que inveja eu sinto de você! Vai poder desfrutar virginalmente aquilo que eu, como muitos, considero a melhor música feita no século 20.

Baixe da Internet, não se preocupe com questões de direitos, quem tinha que ganhar dinheiro com os “The Beatles” já ganhou. O que sobrou é só capitalismo selvagem.

A censura, que nunca dorme, faz com que os links de download da discografia dos Beatles não durem muito tempo, então pra encontrar os lugares mais recentes pra fazer o download, use as seguintes palavras no Google (copie e cole no campo de busca e dê um [enter] para começar a ser feliz):

discography beatles download

Mais informações sobre esses supercaras você encontra aqui:

http://www.thebeatles.com/
http://www.beatlemania.com.br/
http://www.beatlesagain.com/

Terminado esse mega post, deixo com você um pequeno excerto do making of do filme musical “Across the universe”:

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