Minha língua morta

Minha língua está morrendo
Eu a sinto dentro de minha boca dormente
Pulsando e se contorcendo
Deixando minha voz a escorrer pelos lábios frouxamente

Embargando sutilmente minhas palavras
Diminuindo-me gradativamente o prazer do vinho
Ela agoniza enquanto, num ato burro de vingança
Prendo-a entre os dentes do siso

Por que minha língua morre tão jovem
Permitindo escaparem sem cerimônia
De uma vez todas as palavras
Que eu pretendia deitar ao mundo com tanta parcimônia?

Meu Deus, eu perco tanto com isso!
As canções, os hinos
As mulheres, e o vinho!

Minha língua põe em risco a minha certeza de uma velhice feliz

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